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Duelo de espécies

Costela-de-adão ou Seringueira?

Comparação em 19 pontos de cultivo, com destaque para o lado que exige menos trabalho em cada critério.

Costela-de-adão (Monstera deliciosa), folhagem de interior em detalhe

Costela-de-adão

Monstera deliciosa

56 de 100 em facilidade

Tranquila com rotina

  • Luz média
  • 7 dias no verão
  • Grande
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0 — 2 critérios de esforço
com vantagem
7 empates
Inverter lados
Menos trabalho no dia a dia Seringueira (Ficus elastica), folhagem de interior em detalhe

Seringueira

Ficus elastica

63 de 100 em facilidade

Tranquila com rotina

  • Luz média
  • 8 dias no verão
  • Muito grande
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Seringueira é a opção mais tranquila do par: 63 pontos de facilidade contra 56 de Costela-de-adão. As duas trabalham na mesma faixa de luz: luz indireta média. No verão, o intervalo de rega é de 7 dias para Costela-de-adão e 8 dias para Seringueira. No espaço ocupado a diferença também aparece: Costela-de-adão (1 m a 2,5 m) contra Seringueira (1,2 m a 2,8 m).

Veredito por objetivo

Depende do que você precisa

Não existe planta melhor em termos absolutos. Para cada situação de uso, uma das duas leva vantagem por motivos diferentes.

Para quem está começando agora
Seringueira

Seringueira perdoa mais erros: fácil e manutenção baixa.

Para quem viaja ou esquece de regar
Empate técnico

Empate: as duas seguram intervalos parecidos entre regas.

Para um canto sem janela por perto
Empate técnico

As duas lidam de forma semelhante com pouca claridade.

Para banheiro com vapor e pouca luz
Costela-de-adão

Costela-de-adão aproveita a umidade alta: faixa ideal de 50% a 70%.

Para preencher o ambiente rápido
Seringueira

Seringueira cresce em ritmo rápido e chega a 1,2 m a 2,8 m.

Para apartamento pequeno ou prateleira
Costela-de-adão

Costela-de-adão fica em 1 m a 2,5 m, porte grande.

Para casa com cachorro ou gato
Empate técnico

Nenhuma das duas é indicada: as duas são tóxicas se mordidas.

Tabela completa

Critério por critério

9 escalas de esforço e mais 10 dados técnicos de ficha. A marca indica o lado que dá menos trabalho — quando isso faz sentido no critério.

Critério Costela-de-adão Seringueira
Necessidade de luz Quantidade de claridade que a espécie precisa receber por dia para manter folhas firmes e coloridas.
Luz indireta média Precisa de um ponto claro, a 1 ou 2 metros de uma janela, sem raios batendo na folha.
Luz indireta média Precisa de um ponto claro, a 1 ou 2 metros de uma janela, sem raios batendo na folha.
Frequência de rega Com que frequência o substrato precisa receber água em condições normais de interior.
Moderada Rega a cada 7 a 10 dias, quando os primeiros centímetros secam.
Moderada Rega a cada 7 a 10 dias, quando os primeiros centímetros secam.
Nível de dificuldade Quanta experiência a espécie cobra para se manter bonita ao longo dos meses.
Fácil Poucos cuidados resolvem; erros pontuais não deixam marca.
Fácil Poucos cuidados resolvem; erros pontuais não deixam marca.
Umidade do ar ideal Quanto vapor de água a espécie quer no ar em volta das folhas.
Média Agradece um agrupamento de vasos ou um prato com pedras úmidas.
Baixa Não faz exigências: qualquer sala comum serve. exige menos
Tamanho médio Altura que a planta costuma alcançar cultivada dentro de casa, em vaso.
Grande (1 a 2 m) Vira ponto focal do ambiente e precisa de vaso de chão.
Muito grande (acima de 2 m) Pede pé-direito alto e espaço livre em volta.
Velocidade de crescimento Ritmo com que a planta emite folhas novas e ganha volume na primavera e no verão.
Rápido Enche o vaso em uma temporada e pede poda ou apoio.
Rápido Enche o vaso em uma temporada e pede poda ou apoio.
Necessidade de manutenção Trabalho de rotina além da rega: poda, limpeza de folhas, adubo, giro do vaso e transplante.
Média Poda leve, adubo mensal no calor e giro do vaso.
Baixa Uma limpeza de folhas e adubo ocasional dão conta. exige menos
Tolerância ao esquecimento Quanto tempo a planta atravessa sem água antes de dar sinal de sofrimento.
Média Passa duas semanas de férias sem grande estrago.
Média Passa duas semanas de férias sem grande estrago.
Tolerância à pouca luz Capacidade de seguir saudável em ambientes escuros, longe de janelas.
Média Aceita sombra parcial com crescimento mais devagar.
Média Aceita sombra parcial com crescimento mais devagar.
Intervalo de rega no verão Dias entre uma rega e a próxima na estação quente.
7 dias
8 dias
Intervalo de rega no inverno Dias entre regas quando o crescimento desacelera.
12 dias
14 dias
Altura em vaso Faixa de altura mais comum quando cultivada dentro de casa.
1 m a 2,5 m
1,2 m a 2,8 m
Temperatura recomendada Faixa em que a espécie cresce sem estresse.
18°C a 27°C
18°C a 28°C
Umidade do ar ideal Percentual de umidade relativa preferido pela folhagem.
50% a 70%
40% a 65%
Tipo de solo Perfil de substrato que sustenta a planta com segurança.
Leve, rico em matéria orgânica e com drenagem rápida
Encorpado, fértil e com boa saída de água
Ambiente mais indicado Espaço da casa em que a espécie rende melhor.
Sala de estar
Sala de estar
Segurança para pets Presença de compostos tóxicos em caso de mordida ou ingestão.
Tóxica se ingerida
Tóxica se ingerida
Propagação Forma mais confiável de multiplicar a espécie em casa.
Estaca de caule com um nó e uma raiz aérea
Estaca de ponta com duas folhas ou alporquia
Floração dentro de casa Se a espécie costuma florescer em ambiente interno.
Raro em interior
Raro em interior

Rega das duas ao longo do ano

O intervalo entre regas muda com a estação. No verão, Costela-de-adão pede água a cada 7 dias e Seringueira a cada 8 dias. No inverno os dois intervalos se abrem para 12 e 14 dias.

Se as duas forem para a mesma casa, vale lembrar que elas não devem entrar na mesma rotina de rega: regar as duas no mesmo dia é o caminho mais rápido para encharcar a mais resistente à seca.

Calendário de rega da costela-de-adão

Toxicidade e convivência

Costela-de-adão: A seiva tem oxalato de cálcio: a mordida causa ardência na boca, salivação intensa e inchaço em cães e gatos. Mantenha o vaso fora do alcance ou escolha outra espécie se o animal costuma roer folhas.

Seringueira: O látex contém enzimas irritantes: em cães e gatos causa ardência na boca, baba excessiva e vômito, e no contato repetido com a pele humana provoca dermatite. Lave as mãos depois de podar e não deixe restos de folha ao alcance dos animais.