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Seringueira

Ficus elastica

Folha larga e envernizada que aguenta descuido. Fícus de folhagem espessa e brilhante, bem mais tolerante que a figueira-lira, que ganha altura rápido e vira árvore de sala em poucos anos.

63/100
Tranquila com rotina

Índice de facilidade calculado a partir de dificuldade, manutenção, rega, umidade exigida e tolerância a descuido. Como calculamos.

Calendário de rega
Seringueira (Ficus elastica), folhagem de interior em detalhe

Foto: Daniel Cahen · CC BY 4.0 via Wikimedia Commons

Luz
Luz indireta média
Rega no verão
a cada 8 dias
inverno: a cada 14 dias
Altura em vaso
1,2 m a 2,8 m
Muito grande (acima de 2 m)
Temperatura ideal
18°C a 28°C
mínima tolerada: 12°C
Umidade do ar
40% a 65%
Baixa
Solo
Encorpado, fértil e com boa saída de água
Crescimento
Rápido
Ambiente ideal
Sala de estar
Manutenção
Baixa
Origem
Florestas úmidas do nordeste da Índia, Nepal, Mianmar e sul da China
Escalas de cultivo

O que cada nota significa nesta espécie

As mesmas 9 escalas são aplicadas a todas as espécies do catálogo, o que permite a comparação direta entre duas plantas quaisquer.

Necessidade de luz 3/5
Luz média

Precisa de um ponto claro, a 1 ou 2 metros de uma janela, sem raios batendo na folha.

Frequência de rega 3/5
Moderada

Rega a cada 7 a 10 dias, quando os primeiros centímetros secam.

Nível de dificuldade 2/5
Fácil

Poucos cuidados resolvem; erros pontuais não deixam marca.

Umidade do ar ideal 2/5
Baixa

Não faz exigências: qualquer sala comum serve.

Tamanho médio 5/5
Muito grande

Pede pé-direito alto e espaço livre em volta.

Velocidade de crescimento 4/5
Rápido

Enche o vaso em uma temporada e pede poda ou apoio.

Necessidade de manutenção 2/5
Baixa

Uma limpeza de folhas e adubo ocasional dão conta.

Tolerância ao esquecimento 3/5
Média

Passa duas semanas de férias sem grande estrago.

Tolerância à pouca luz 3/5
Média

Aceita sombra parcial com crescimento mais devagar.

Sobre a seringueira

Antes de a hévea amazônica dominar o mercado, o látex desta espécie asiática era a principal fonte de borracha natural do mundo, e daí vieram tanto o nome popular quanto o epíteto elastica. Na floresta ela se comporta como a prima lira: germina sobre outra árvore, desce raízes até o solo e chega a trinta metros de altura, com raízes aéreas grossas que formam verdadeiros pilares. A folha, coriácea e envernizada, tem uma camada de cera que reduz bastante a perda de água.

Dentro de casa o crescimento é vertical e teimoso. Cada folha nova sai enrolada dentro de uma bainha avermelhada chamada estípula, que se abre, seca e cai no chão; nada de errado nisso, é o ciclo normal. Sem poda, a planta sobe em haste única até bater no teto, deixando o tronco nu na parte de baixo. Um vaso de trinta e cinco centímetros sustenta um exemplar de dois metros e meio, desde que o substrato seja renovado a cada dois anos.

Ela também derruba folhas quando muda de ambiente, mas com menos drama que a figueira-lira: costuma perder duas ou três e seguir em frente. A armadilha real aqui é a rega. A folha grossa guarda água e disfarça o excesso por semanas, até que várias amarelem ao mesmo tempo e caiam em poucos dias. Quando o sintoma aparece, a raiz já está comprometida. Por isso vale conferir o substrato com o dedo em vez de seguir um calendário fixo de rega.

As versões de folha escura, quase preta, e as variegadas em creme e rosa pedem tratamento diferente da forma verde comum: quanto menos clorofila, mais luz a planta precisa para produzir a mesma energia, e as variegadas desbotam ou queimam com facilidade. O látex branco escorre com força de qualquer corte, mancha tecido e piso poroso e irrita mucosas de cães e gatos. Vale manter um pano velho por perto sempre que a tesoura for usada nessa planta.

Também conhecida como: Falsa-seringueira, Árvore-da-borracha, Fícus-elástica.

Atenção com animais e crianças

O látex contém enzimas irritantes: em cães e gatos causa ardência na boca, baba excessiva e vômito, e no contato repetido com a pele humana provoca dermatite. Lave as mãos depois de podar e não deixe restos de folha ao alcance dos animais.

Como cuidar

Rotina de cultivo, ponto por ponto

Iluminação

Prefere claridade forte e difusa, a cerca de um metro de janela ampla, e aceita luz média melhor do que os outros fícus de interior. Em pouca luz o caule estica, o espaço entre uma folha e outra aumenta e a planta fica desengonçada. Variedades escuras ou variegadas exigem mais claridade que a verde comum: sem isso, as manchas rosadas somem e a folha volta ao verde puro. Sol direto de meio-dia queima faixas amarronzadas ao longo da nervura central.

Rega

Deixe a metade superior do substrato secar antes de molhar de novo, o que na prática dá oito dias no verão e catorze no inverno em vaso de trinta e cinco centímetros. Enfie o dedo até a segunda falange antes de decidir, porque a folha espessa não avisa nada até ser tarde. Regue até escorrer e descarte o excesso do prato. No inverno, com a planta parada, metade do volume habitual já é suficiente.

Solo e substrato

Terra vegetal com composto e areia grossa dá o equilíbrio certo: nutriente para sustentar folhas grandes e porosidade para a água atravessar em segundos. Substrato só de turfa parece leve na loja, mas compacta em um ano e passa a reter água no fundo do vaso, justamente onde ficam as raízes mais grossas. Ao replantar, afofe o torrão com os dedos e remova as raízes enoveladas na base, que já não absorvem nada.

Umidade do ar

Não é exigente: de 40% a 65% de umidade relativa mantêm a folhagem em ordem, e o ar seco de inverno não deixa marca visível como acontece com samambaias. O ganho de umidade aparece mesmo na velocidade de crescimento, um pouco maior em ambiente úmido. O que atrapalha de verdade é o pó, porque a cera da folha atrai poeira e, em três meses sem limpeza, a superfície perde brilho e capacidade de captar luz.

Temperatura

Faixa confortável de 18 °C a 28 °C, com tolerância a picos de 33 °C se a raiz estiver úmida. Abaixo de 12 °C as folhas mais velhas amarelam e caem, e o crescimento cessa. Ela sente principalmente a variação brusca: um vaso encostado no vidro da janela pode passar de 30 °C à tarde para 12 °C de madrugada no inverno, e essa oscilação diária custa folhas. Afaste trinta centímetros do vidro nos meses frios.

Adubação

Adube a cada trinta dias entre setembro e março com fertilizante equilibrado para folhagens, na dose indicada. Como cresce rápido, responde bem ao nitrogênio, mas o exagero produz folha grande e mole, mais suscetível a cochonilha. Nas variedades variegadas, use meia dose: o excesso empurra a planta para o verde e reduz a área clara. Suspenda no outono e no inverno e retome quando aparecer a primeira estípula avermelhada da temporada.

Poda e limpeza

Corte o topo quando a altura desejada for atingida, sempre no fim do inverno e sempre logo acima de uma folha. Da gema abaixo do corte saem dois ou três ramos, e é assim que se constrói uma copa cheia em vez de uma vara. O látex jorra: tenha um pano na mão e pressione a ferida por um minuto. As folhas de baixo que caem naturalmente deixam cicatrizes em anel no tronco, marcas que fazem parte do desenho da planta adulta.

Vaso e transplante

Vaso pesado e de base larga, com diâmetro cinco centímetros maior a cada transplante. A partir de dois metros de altura o centro de gravidade sobe e um vaso plástico leve tomba com o peso da copa; barro ou cimento resolvem. Transplante a cada dois anos, na primavera, cortando um terço das raízes periféricas se quiser manter a planta no mesmo tamanho de vaso. Sempre com furo desobstruído e sem camada de pedra ocupando espaço útil.

Propagação

Corte uma ponta de haste com duas ou três folhas, deixe o látex secar por meia hora e enterre em substrato leve e úmido, com as folhas de cima enroladas para reduzir a transpiração. Em ambiente quente, entre 24 °C e 28 °C, as raízes aparecem em quatro a seis semanas. A alporquia é mais segura para hastes grossas: raspe um anel de casca, envolva com esfagno úmido e plástico e corte abaixo das raízes quando elas preencherem a bola.

Receita de substrato que funciona

2 partes de terra vegetal, 1 parte de composto orgânico e 1 parte de areia grossa ou perlita.

Rega ao longo do ano

Intervalo estimado mês a mês

Estimativa para vaso plástico de porte médio, em ambiente de claridade média. Ajuste o vaso, o local e o ar do ambiente na ferramenta completa.

Ajustar às minhas condições
Jan
8
dias entre regas
Verão
Fev
8
dias entre regas
Verão
Mar
10
dias entre regas
Outono
Abr
11
dias entre regas
Outono
Mai
13
dias entre regas
Outono
Jun
14
dias entre regas
Inverno
Jul
14
dias entre regas
Inverno
Ago
14
dias entre regas
Inverno
Set
12
dias entre regas
Primavera
Out
10
dias entre regas
Primavera
Nov
9
dias entre regas
Primavera
Dez
8
dias entre regas
Verão
Como saber a hora certa

Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.

Diagnóstico

Sintomas comuns e o que fazer

A leitura correta do sintoma evita o erro clássico de regar mais uma planta que já está encharcada.

Sintoma Causa provável O que fazer
Várias folhas amarelando e caindo ao mesmo tempo Excesso de água acumulado por semanas; a folha espessa esconde o problema até o limite. Suspenda a rega, verifique se o furo do vaso está livre e, se o substrato tiver cheiro azedo, replante em mistura arenosa cortando as raízes escuras.
Caule longo e nu, com folhas apenas no topo Luz insuficiente somada à ausência de poda de formação. Aproxime o vaso de uma janela clara e corte o ápice no fim do inverno. Os ramos que brotarem abaixo do corte devolvem volume à parte de baixo.
Bordas da folha secas e enroladas para dentro Ar quente e seco demais, geralmente perto de aquecedor ou de vidro ensolarado. Afaste o vaso trinta centímetros da fonte de calor e mantenha a rega regular. As folhas já enroladas não voltam, mas as novas abrem planas.
Perda das manchas claras em exemplares variegados Pouca luz: a planta compensa produzindo mais clorofila. Leve para o ponto mais claro disponível, sem sol direto, e reduza pela metade o adubo rico em nitrogênio.
Folha nova saindo pequena e deformada Raiz apertada no vaso ou ataque de tripes na gema do topo. Confira se as raízes saem pelo furo e, se sim, transplante. Havendo riscos prateados, trate a gema com óleo de neem por três semanas.

Pragas que aparecem com mais frequência

  • Cochonilha-de-escudo: Carapaças marrons e ovais grudadas na nervura central e no caule, com melado brilhante embaixo. Raspe cada escudo com a unha protegida por pano, limpe com álcool a 70% e aplique óleo mineral hortícola em duas sessões com quinze dias de intervalo.
  • Ácaro-rajado: Pontilhado claro no verso e teia fina entre o pecíolo e o caule, em época de ar seco. Lave as folhas dos dois lados no chuveiro, aumente a umidade do ambiente e use óleo de neem a cada dez dias até o pontilhado parar de avançar.
  • Tripes: Riscos prateados e deformação nas folhas ainda enroladas dentro da estípula. Corte as folhas mais danificadas, use armadilha adesiva azul e trate o ponto de crescimento com neem uma vez por semana durante um mês.

Dicas de cultivo

  • Passe pano úmido nas duas faces das folhas uma vez por mês. É a manutenção que mais muda a aparência dessa espécie.
  • Se o tronco começar a pender, amarre em um tutor por uma temporada inteira. O fícus enrijece na posição em que cresce.
  • Guarde as estacas da poda de formação: enraízam com facilidade e permitem plantar três mudas no mesmo vaso para um efeito mais cheio.
  • Tenha um pano velho por perto na hora de podar. O látex mancha tecido, piso poroso e rejunte de forma permanente.
  • Antes de comprar uma variegada, avalie a luz do lugar. Sem claridade forte, ela perde as manchas e vira uma seringueira verde comum.
Erro mais comum

Regar por hábito semanal e só perceber o excesso quando meia dúzia de folhas cai de uma vez.

Curiosidades

  • O látex desta espécie foi a principal borracha comercial do século XIX, extraída em plantações asiáticas até ser superada pela seringueira amazônica, que produz mais e resiste melhor a cortes sucessivos.
  • Em Meghalaya, no nordeste da Índia, comunidades locais conduzem as raízes aéreas da planta sobre rios para formar pontes vivas, estruturas que ficam mais resistentes com o passar das décadas.
  • A bainha avermelhada que aparece no topo não é flor: é a estípula que protege a folha nova enrolada. Ela seca e cai assim que a folha se abre, e sua presença indica que a planta está em crescimento ativo.
  • A camada de cera que dá brilho à folha é uma defesa contra a perda de água. É também o motivo de produtos lustradores serem dispensáveis: um pano úmido revela o brilho natural sem entupir os estômatos.
Boa escolha para

sala de pé-direito alto · quem quer altura em pouco tempo · escritório claro. Menos indicada para: cantos escuros e casas com filhotes que mastigam folhas caídas.

Comparações diretas

Coloque a seringueira frente a frente

As espécies abaixo têm exigências parecidas e costumam disputar o mesmo lugar da casa. A afinidade indica o quanto elas se aproximam nas 9 escalas.

Espécies parecidas

Se gostou desta, considere também

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Costela-de-adão

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99% de afinidade com a seringueira. A folha recortada que virou símbolo da decoração com plantas.

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Moderada
Fácil
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60/100 fácil

Filodendro Brasil

Philodendron hederaceum 'Brasil'

99% de afinidade com a seringueira. Folha de cetim em forma de coração com uma faixa verde-limão no meio.

Luz média
Moderada
Fácil
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Dracena-marginata

Dracaena marginata

94% de afinidade com a seringueira. Tronco fino com penacho de folhas em fita.

Luz média
Espaçada
Fácil
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75/100 fácil

Jiboia

Epipremnum aureum

93% de afinidade com a seringueira. Cresce em quase qualquer canto e enraíza na água.

Luz média
Moderada
Muito fácil
Ver ficha
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a seringueira

De quanto em quanto tempo regar a seringueira?

Em média, a cada 8 dias no verão e a cada 14 dias no inverno. Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.

Seringueira precisa de sol direto?

Não. A espécie trabalha com luz indireta média e o sol direto pode marcar as folhas de forma permanente.

É tóxica para cães e gatos?

O látex contém enzimas irritantes: em cães e gatos causa ardência na boca, baba excessiva e vômito, e no contato repetido com a pele humana provoca dermatite. Lave as mãos depois de podar e não deixe restos de folha ao alcance dos animais.

Serve para quem nunca cuidou de plantas?

Sim, é uma boa primeira planta. O nível de dificuldade é fácil e a manutenção de rotina é baixa, o que dá um índice de facilidade de 63 em 100 no nosso cálculo.

Qual o melhor lugar da casa para ela?

O ambiente que rende melhor é sala de estar. A espécie chega a 1,2 m a 2,8 m, prefere temperatura entre 18°C a 28°C e umidade do ar de 40% a 65%.

Cresce rápido?

O ritmo é rápido. Em condições boas ganha de quarenta a sessenta centímetros por temporada quente, emitindo uma folha a cada dez ou quinze dias. Desacelera bastante abaixo de 15 °C.

Qual substrato usar?

Encorpado, fértil e com boa saída de água. Uma mistura que funciona bem: 2 partes de terra vegetal, 1 parte de composto orgânico e 1 parte de areia grossa ou perlita.

Aguenta ficar sem rega durante uma viagem?

Só por poucos dias. A tolerância ao esquecimento é média: passa duas semanas de férias sem grande estrago.