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Jiboia

Epipremnum aureum

Cresce em quase qualquer canto e enraíza na água. Trepadeira pendente de folha coriácea que aceita meia-sombra, enraíza em um copo de água e alonga vários centímetros por semana no calor.

75/100
Muito tranquila

Índice de facilidade calculado a partir de dificuldade, manutenção, rega, umidade exigida e tolerância a descuido. Como calculamos.

Calendário de rega
Jiboia (Epipremnum aureum), folhagem de interior em detalhe

Foto: Filo gèn' · CC BY-SA 4.0 via Wikimedia Commons

Luz
Luz indireta média
Rega no verão
a cada 7 dias
inverno: a cada 12 dias
Altura em vaso
40 cm a 1,2 m
Média (50 cm a 1 m)
Temperatura ideal
18°C a 29°C
mínima tolerada: 12°C
Umidade do ar
40% a 70%
Baixa
Solo
Leve, arejado e com drenagem rápida
Crescimento
Muito rápido
Ambiente ideal
Sala de estar
Manutenção
Baixa
Origem
Mata úmida da ilha de Mo'orea, na Polinésia Francesa, hoje naturalizada em quase todo o cinturão tropical
Escalas de cultivo

O que cada nota significa nesta espécie

As mesmas 9 escalas são aplicadas a todas as espécies do catálogo, o que permite a comparação direta entre duas plantas quaisquer.

Necessidade de luz 3/5
Luz média

Precisa de um ponto claro, a 1 ou 2 metros de uma janela, sem raios batendo na folha.

Frequência de rega 3/5
Moderada

Rega a cada 7 a 10 dias, quando os primeiros centímetros secam.

Nível de dificuldade 1/5
Muito fácil

Perdoa quase todos os erros de rega, luz e esquecimento.

Umidade do ar ideal 2/5
Baixa

Não faz exigências: qualquer sala comum serve.

Tamanho médio 3/5
Média

Ocupa um canto de móvel ou um vaso de chão baixo.

Velocidade de crescimento 5/5
Muito rápido

Alonga vários centímetros por mês e precisa de condução.

Necessidade de manutenção 2/5
Baixa

Uma limpeza de folhas e adubo ocasional dão conta.

Tolerância ao esquecimento 4/5
Grande

Fica bem por três a quatro semanas sem rega.

Tolerância à pouca luz 4/5
Grande

Segue bonita em salas internas e corredores claros.

Sobre a jiboia

Na floresta de origem, a jiboia não é a plantinha de prateleira que se vê nas lojas: ela sobe troncos apoiada em raízes adventícias que saem de cada nó e, conforme ganha altura, muda de forma. As folhas passam de pequenas e inteiras para lâminas de meio metro, recortadas junto à nervura central. Essa dupla identidade, uma fase juvenil rastejante e uma fase adulta trepadeira, explica por que o exemplar do vaso pendurado mantém folhas de dez a quinze centímetros por anos seguidos: sem tronco para escalar, ele nunca sai da juventude.

Dentro de casa, o ritmo depende quase só de claridade e apoio. Em um ponto claro, cada haste alonga um nó por semana durante o calor, e é justamente nesse nó que nascem a folha e a raiz. Conduzir as hastes por um tutor de fibra de coco, prendendo-as com fita macia, faz as folhas seguintes nascerem maiores. Deixá-las caindo livres rende comprimento, e não tamanho de folha. As duas escolhas funcionam, mas produzem plantas de aparência muito diferente ao fim de duas temporadas.

A armadilha mais frequente não é a rega, e sim a distância da janela. Em cantos muito escuros a planta não morre: ela se desmancha devagar, com entrenós de dez centímetros, folhas cada vez menores e desenho variegado que se apaga até virar verde uniforme. Como o processo leva meses, quase sempre é atribuído à falta de adubo. O segundo tropeço é o cachepô fechado sem furo, em que a água se acumula no fundo, fora da vista, e apodrece as raízes finas sem nenhum aviso.

Vale saber de duas coisas antes de comprar. A seiva contém oxalato de cálcio e irrita a boca de cães e gatos, o que pede prateleira alta ou outra espécie. E, em cidades de clima quente e úmido, ela é planta invasora reconhecida: descartada em terreno ou canteiro, escala árvores e cobre o solo, impedindo a regeneração da vegetação local. Estacas e restos de poda devem ir para o lixo comum ou para uma composteira fechada, nunca para uma área verde.

Também conhecida como: Pothos, Hera-do-diabo, Jiboia-verde.

Atenção com animais e crianças

A seiva tem oxalato de cálcio. Mordidas causam ardência na boca, salivação e vômito em cães e gatos, e o suco irrita pele sensível na hora da poda. Não é uma planta letal, mas a folhagem pendente fica no alcance do bicho justamente onde ele mais brinca.

Como cuidar

Rotina de cultivo, ponto por ponto

Iluminação

O melhor desempenho vem de luz indireta forte: a cerca de um metro de uma janela clara, ou colada nela atrás de cortina fina. Nessa posição as folhas ficam largas e o desenho amarelo se mantém firme. A dois ou três metros da janela ela segue viva, com metade da velocidade e folhagem mais verde. Sol direto por mais de uma hora branqueia as áreas claras, que depois secam e viram papel. Se o canto exige lâmpada acesa ao meio-dia, prefira o cultivar de folha totalmente verde, mais eficiente na sombra.

Rega

Regue quando os dois primeiros centímetros do substrato estiverem secos e as hastes mais finas começarem a perder rigidez: no verão isso dá mais ou menos uma rega a cada sete dias, no inverno a cada onze ou doze. Molhe até escorrer pelos furos e esvazie o prato depois de dez minutos. A folhagem murcha de leve quando falta água e se recompõe em poucas horas após a rega, o que faz dela uma boa escola para aprender a ler o vaso sem risco de perder a planta.

Solo e substrato

Qualquer substrato leve para folhagens serve, desde que não compacte com o tempo. A mistura que rende melhor resultado é três partes de substrato pronto, uma de casca de pinus e uma de perlita, garantindo bolsões de ar mesmo depois de meses de rega. Terra de jardim pura endurece e forma uma placa que a água atravessa pelas laterais sem molhar o centro do vaso. Renove o material a cada dois anos, mesmo que o diâmetro do vaso continue o mesmo.

Umidade do ar

A faixa confortável vai de 40% a 70%, o que inclui a maioria das salas. Diferente de samambaias e marantas, ela não escurece as pontas por causa do ar seco de inverno; quando isso aparece, suspeite de acúmulo de sal do fertilizante antes de culpar o clima. Em banheiro com vapor frequente cresce mais rápido e emite folhas maiores. Borrifar água na folhagem não muda o resultado de forma consistente e, em ambiente sem ventilação, ainda favorece manchas escuras nas folhas novas.

Temperatura

Trabalha bem entre 18 °C e 29 °C e aguenta até 33 °C sem sofrimento, desde que o substrato não fique seco por muitos dias. Abaixo de 15 °C o alongamento das hastes para; abaixo de 12 °C surgem manchas escuras e encharcadas que não regeneram. A corrente de ar frio de uma janela aberta na madrugada de inverno estraga mais do que a temperatura média do mês, então afaste o vaso de frestas e do jato direto do ar-condicionado.

Adubação

De outubro a março, adube a cada trinta dias com fertilizante equilibrado para folhagens na dose do rótulo, ou a cada quinze dias com metade da dose. No outono e no inverno, suspenda. Como cresce rápido, ela responde bem à nutrição, mas o excesso queima as raízes finas e deixa crosta esbranquiçada na borda do vaso. Se essa crosta aparecer, leve o vaso à pia e passe água em abundância por dois minutos para lavar o substrato antes de retomar a rotina.

Poda e limpeza

A poda é o que separa uma jiboia bonita de um emaranhado de hastes nuas. Corte logo acima de um nó, com tesoura limpa, e a planta ramifica naquele ponto em duas ou três semanas. Na primavera, encurte as hastes mais longas em um terço e distribua os cortes para manter volume equilibrado em toda a volta do vaso. As pontas retiradas viram estacas. Folhas amarelas isoladas saem rente à haste, sem deixar toco, porque o pedaço seco vira porta de entrada para fungos.

Vaso e transplante

Vaso com furo é obrigatório. Cachepô fechado só funciona com o vaso plástico dentro, retirado na hora da rega e devolvido depois de escorrer. Aumente o diâmetro em dois ou três centímetros por transplante, quando as raízes começarem a sair pelos furos, o que acontece a cada um ou dois anos. Para efeito pendente cheio, prefira um vaso raso e largo com várias mudas juntas: cinco estacas em um recipiente de vinte centímetros formam massa em uma única temporada.

Propagação

É uma das plantas mais simples de multiplicar. Corte um trecho com dois ou três nós, retire a folha mais próxima do corte e mergulhe apenas o nó em um copo de água, em local claro. Entre sete e quinze dias saem raízes brancas; plante quando passarem de cinco centímetros, com três estacas por vaso pequeno. Raízes formadas na água são mais frágeis do que as de substrato, então mantenha a terra levemente úmida nas duas primeiras semanas de adaptação.

Receita de substrato que funciona

3 partes de substrato para folhagens, 1 parte de casca de pinus e 1 parte de perlita.

Rega ao longo do ano

Intervalo estimado mês a mês

Estimativa para vaso plástico de porte médio, em ambiente de claridade média. Ajuste o vaso, o local e o ar do ambiente na ferramenta completa.

Ajustar às minhas condições
Jan
7
dias entre regas
Verão
Fev
7
dias entre regas
Verão
Mar
8
dias entre regas
Outono
Abr
10
dias entre regas
Outono
Mai
11
dias entre regas
Outono
Jun
12
dias entre regas
Inverno
Jul
12
dias entre regas
Inverno
Ago
12
dias entre regas
Inverno
Set
11
dias entre regas
Primavera
Out
9
dias entre regas
Primavera
Nov
8
dias entre regas
Primavera
Dez
7
dias entre regas
Verão
Como saber a hora certa

Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.

Diagnóstico

Sintomas comuns e o que fazer

A leitura correta do sintoma evita o erro clássico de regar mais uma planta que já está encharcada.

Sintoma Causa provável O que fazer
Hastes compridas com folhas pequenas e muito espaçadas Luz insuficiente: os entrenós se alongam à procura de claridade. Mude o vaso para um ponto a um metro de janela clara e corte as hastes estioladas pela metade, logo acima de um nó, para forçar brotação mais compacta.
Desenho amarelo desaparecendo, folhagem virando verde uniforme Pouca luz. As áreas claras não fazem fotossíntese e a planta abandona a variegação para produzir energia. Aumente a claridade e remova as hastes que já nasceram inteiramente verdes; os brotos seguintes voltam a variegar se a luz for suficiente.
Folhas amarelas caindo da base e substrato com cheiro azedo Encharcamento por vaso sem drenagem ou prato com água acumulada. Retire a planta do vaso, corte as raízes escuras e moles, replante em mistura arejada e só volte a regar depois de cinco dias.
Pontas e bordas marrons e quebradiças Excesso de fertilizante acumulado no substrato ou água muito clorada. Lave o substrato na pia a cada dois meses, reduza o adubo à metade e deixe a água descansar algumas horas em jarra aberta antes de regar.
Manchas amareladas irregulares e folha sem brilho Sol direto atravessando o vidro nas horas mais quentes do dia. Recue o vaso meio metro ou instale cortina translúcida. A folha queimada não recupera a cor e pode ser cortada na base do pecíolo.

Pragas que aparecem com mais frequência

  • Cochonilha-farinhenta: Grumos brancos parecidos com algodão nos nós e no verso das folhas, com resíduo grudento em volta. Passe cotonete com álcool a 70% em cada foco e trate a planta inteira com calda de sabão neutro a cada cinco dias, em três aplicações.
  • Ácaro-rajado: Folhas com pontinhos amarelados, aspecto empoeirado e teia fina nas axilas; comum em ar muito seco. Lave a folhagem no chuveiro, com atenção ao verso, e aplique óleo de neem diluído em duas sessões espaçadas por dez dias.
  • Mosquinha do substrato: Insetos escuros e pequenos saindo do vaso quando alguém encosta, principalmente após a rega. Deixe a superfície secar por completo entre regas e cubra o substrato com um centímetro de areia grossa para quebrar o ciclo das larvas.

Dicas de cultivo

  • Plante três ou quatro estacas no mesmo vaso desde o começo: uma muda solitária demora cerca de um ano para dar aparência de vaso cheio.
  • Antes de comprar, olhe a base da planta. Exemplar com hastes nuas embaixo e folhagem só nas pontas já saiu estiolado da loja e vai precisar de poda severa.
  • Se o objetivo é folha grande, abandone o vaso pendurado. Hastes conduzidas para cima em tutor de fibra produzem lâminas duas ou três vezes maiores.
  • Interrompa o enraizamento na água quando as raízes tiverem cinco ou seis centímetros. Passar muito disso deixa a muda acostumada à água e dificulta a adaptação à terra.
  • Uma haste que perdeu todas as folhas ainda tem valor: enterrada na horizontal com os nós cobertos de substrato úmido, ela rebrota em algumas semanas.
Erro mais comum

Deixar o vaso em canto escuro e culpar a falta de adubo pelas folhas pequenas.

Curiosidades

  • O apelido pothos vem de um erro de classificação: a espécie foi descrita no século XIX dentro do gênero Pothos e só depois transferida para Epipremnum. O nome antigo pegou no comércio e nunca mais saiu das etiquetas.
  • Em cultivo doméstico ela praticamente não floresce. Nos viveiros que produzem inflorescências para pesquisa, o gatilho é a aplicação de hormônio vegetal; um exemplar de casa pode passar a vida inteira sem emitir uma única espata.
  • Onde o clima é quente e úmido o ano inteiro, como no Havaí, no Sri Lanka e em parte do litoral brasileiro, a jiboia escapou dos jardins e figura em listas de espécies invasoras por cobrir troncos e sufocar a vegetação nativa.
  • Trepando em árvores tropicais, a mesma planta de folha miúda das prateleiras produz lâminas de mais de cinquenta centímetros, com recortes profundos. Muita gente não reconhece que se trata da mesma espécie.
Boa escolha para

primeira planta · prateleira alta · resultado rápido · nichos e estantes. Menos indicada para: casas com gatos que roem folhas, porque as hastes pendentes ficam ao alcance deles.

Comparações diretas

Coloque a jiboia frente a frente

As espécies abaixo têm exigências parecidas e costumam disputar o mesmo lugar da casa. A afinidade indica o quanto elas se aproximam nas 9 escalas.

Espécies parecidas

Se gostou desta, considere também

60/100 fácil

Filodendro Brasil

Philodendron hederaceum 'Brasil'

99% de afinidade com a jiboia. Folha de cetim em forma de coração com uma faixa verde-limão no meio.

Luz média
Moderada
Fácil
Ver ficha
59/100 fácil

Singônio

Syngonium podophyllum

98% de afinidade com a jiboia. Folhagem versátil que serve pendente ou em tutor.

Luz média
Moderada
Fácil
Ver ficha
65/100 fácil

Clorofito

Chlorophytum comosum

96% de afinidade com a jiboia. Emite mudas já enraizadas penduradas na ponta de estolões.

Luz média
Frequente
Muito fácil
Ver ficha
56/100 fácil

Costela-de-adão

Monstera deliciosa

94% de afinidade com a jiboia. A folha recortada que virou símbolo da decoração com plantas.

Luz média
Moderada
Fácil
Ver ficha
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a jiboia

De quanto em quanto tempo regar a jiboia?

Em média, a cada 7 dias no verão e a cada 12 dias no inverno. Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.

Jiboia precisa de sol direto?

Não. A espécie trabalha com luz indireta média e o sol direto pode marcar as folhas de forma permanente.

É tóxica para cães e gatos?

A seiva tem oxalato de cálcio. Mordidas causam ardência na boca, salivação e vômito em cães e gatos, e o suco irrita pele sensível na hora da poda. Não é uma planta letal, mas a folhagem pendente fica no alcance do bicho justamente onde ele mais brinca.

Serve para quem nunca cuidou de plantas?

Sim, é uma boa primeira planta. O nível de dificuldade é muito fácil e a manutenção de rotina é baixa, o que dá um índice de facilidade de 75 em 100 no nosso cálculo.

Qual o melhor lugar da casa para ela?

O ambiente que rende melhor é sala de estar. A espécie chega a 40 cm a 1,2 m, prefere temperatura entre 18°C a 29°C e umidade do ar de 40% a 70%.

Cresce rápido?

O ritmo é muito rápido. Em local claro, uma haste ganha de trinta a sessenta centímetros por temporada quente. No frio o alongamento praticamente cessa e volta sozinho na primavera.

Qual substrato usar?

Leve, arejado e com drenagem rápida. Uma mistura que funciona bem: 3 partes de substrato para folhagens, 1 parte de casca de pinus e 1 parte de perlita.

Aguenta ficar sem rega durante uma viagem?

Sim, sem grande risco. A tolerância ao esquecimento é grande: fica bem por três a quatro semanas sem rega.