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Singônio

Syngonium podophyllum

Folhagem versátil que serve pendente ou em tutor. Folhagem de crescimento rápido que muda de forma ao amadurecer, aceita luz indireta e enraíza em um copo de água em duas semanas.

59/100
Tranquila com rotina

Índice de facilidade calculado a partir de dificuldade, manutenção, rega, umidade exigida e tolerância a descuido. Como calculamos.

Calendário de rega
Singônio (Syngonium podophyllum), folhagem de interior em detalhe

Foto: Photo by David J. Stang · CC BY-SA 4.0 via Wikimedia Commons

Luz
Luz indireta média
Rega no verão
a cada 7 dias
inverno: a cada 11 dias
Altura em vaso
25 cm a 50 cm
Pequena (25 a 50 cm)
Temperatura ideal
18°C a 28°C
mínima tolerada: 13°C
Umidade do ar
50% a 70%
Média
Solo
Leve, arejado e com boa retenção de umidade
Crescimento
Rápido
Ambiente ideal
Banheiro
Manutenção
Baixa
Origem
Sub-bosque de florestas tropicais do sul do México até a Bolívia
Escalas de cultivo

O que cada nota significa nesta espécie

As mesmas 9 escalas são aplicadas a todas as espécies do catálogo, o que permite a comparação direta entre duas plantas quaisquer.

Necessidade de luz 3/5
Luz média

Precisa de um ponto claro, a 1 ou 2 metros de uma janela, sem raios batendo na folha.

Frequência de rega 3/5
Moderada

Rega a cada 7 a 10 dias, quando os primeiros centímetros secam.

Nível de dificuldade 2/5
Fácil

Poucos cuidados resolvem; erros pontuais não deixam marca.

Umidade do ar ideal 3/5
Média

Agradece um agrupamento de vasos ou um prato com pedras úmidas.

Tamanho médio 2/5
Pequena

Boa para aparador, cabeceira e bancada.

Velocidade de crescimento 4/5
Rápido

Enche o vaso em uma temporada e pede poda ou apoio.

Necessidade de manutenção 2/5
Baixa

Uma limpeza de folhas e adubo ocasional dão conta.

Tolerância ao esquecimento 2/5
Pequena

Aguenta cerca de uma semana antes de reclamar.

Tolerância à pouca luz 4/5
Grande

Segue bonita em salas internas e corredores claros.

Sobre a singônio

O singônio começa a vida no chão da floresta com folhas em forma de flecha e, quando encontra um tronco para escalar, muda de aparência: as folhas adultas se dividem em três, cinco ou mais segmentos e o caule engrossa bastante. Essa troca de formato ao longo do desenvolvimento, chamada heterofilia, é o motivo pelo qual uma muda de floricultura e um exemplar antigo de jardim parecem espécies diferentes. Em interior, quase todo mundo cultiva a planta na fase jovem, mantendo o formato de flecha por anos.

Em vaso, o resultado depende do que se faz com os ramos. Sem nenhuma intervenção, a muda compacta vendida em vaso de doze centímetros alonga os caules em poucos meses, abandona as folhas da base e vira uma cascata desarrumada. Com beliscadas regulares nas pontas, a mesma planta ramifica e mantém volume arredondado. Também é possível conduzi-la para cima em um tutor de fibra de coco: nesse caso as folhas ganham tamanho a cada nó e começam a exibir os recortes da fase adulta.

A armadilha mais frequente é o desencontro entre a variegação e a luz disponível. Cultivares de folhas quase brancas ou rosadas têm menos clorofila e precisam de claridade abundante para manter o desenho; num canto escuro elas emitem folhas cada vez mais verdes, com entrenós compridos e frouxos. O extremo oposto também cobra caro, porque o sol direto queima primeiro as áreas claras, menos protegidas. Luz forte filtrada por cortina fina é o ponto de equilíbrio que preserva o contraste sem marcar a folha.

A raiz é fina e sensível à falta de ar, então substrato compactado produz folhas murchas mesmo com terra úmida, um sintoma que engana e faz muita gente regar de novo em seguida. Outro ponto a considerar antes de comprar: a seiva contém cristais de oxalato de cálcio e causa ardência na boca de cães e gatos que mastigam a folhagem. Como os ramos pendem e ficam justamente na altura de qualquer bicho curioso, prateleira alta ou vaso suspenso resolvem o risco sem abrir mão da planta.

Também conhecida como: Planta-flecha, Singônio-branco, Novita.

Atenção com animais e crianças

Folhas e caules têm oxalato de cálcio. A mordida provoca ardência imediata na boca, salivação e recusa de alimento em cães e gatos, e a seiva também irrita pele sensível durante a poda. Como a espécie pende e fica ao alcance dos animais, prefira vaso suspenso.

Como cuidar

Rotina de cultivo, ponto por ponto

Iluminação

Luz indireta forte é o que ela pede: perto de uma janela ampla, atrás de cortina fina, ou a no máximo um metro e meio do vidro. Cultivares muito claras precisam do ponto mais iluminado da casa, enquanto as verdes seguem bem em meia-sombra sem perder o formato. Duas horas de sol direto no verão já deixam manchas secas nas partes brancas. Quando os entrenós passam de cinco centímetros, o problema é claridade, não adubo.

Rega

Regue quando os dois primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque, molhando até a água sair pelos furos e esvaziando o prato em seguida. No calor isso acontece a cada sete dias em média; no inverno, a cada onze ou doze. Ela avisa a sede murchando as folhas mais novas e se recompõe em poucas horas depois da rega, mas repetir esse ciclo muitas vezes deixa bordas queimadas de forma permanente.

Solo e substrato

O substrato precisa segurar alguma umidade e, ao mesmo tempo, manter ar circulando entre as partículas. Duas partes de substrato para folhagens com uma de casca de pinus e uma de perlita dão conta e levam cerca de dois anos para compactar. Terra de jardim pura vira barro depois de algumas regas e está por trás da maioria dos casos de raiz apodrecida na espécie. Ao replantar, desmanche o bloco de raízes com os dedos antes de acomodar.

Umidade do ar

Entre 50% e 70% de umidade relativa a folhagem fica lisa e sem defeito. Em sala com ar-condicionado ligado muitas horas as pontas escurecem e ficam quebradiças. Agrupar o vaso com outras plantas, apoiar sobre um prato largo com pedras molhadas ou levar a planta para um banheiro com janela funciona melhor do que borrifar água na folha, que evapora em minutos e altera pouco o ar em volta.

Temperatura

A faixa confortável vai de 18 °C a 28 °C. Abaixo de 13 °C surgem manchas escuras irregulares e o crescimento para; acima de 32 °C com ar seco a planta transpira mais do que a raiz consegue repor e murcha no meio da tarde. Corrente de ar frio de janela aberta em noite de inverno faz mais estrago do que a média do ambiente, por isso vale escolher um canto abrigado do fluxo.

Adubação

De setembro a março, adube a cada três ou quatro semanas com fertilizante equilibrado para folhagens, usando metade da dose indicada no rótulo. O crescimento é rápido e o consumo acompanha, mas dose cheia em vaso pequeno queima as raízes finas com facilidade. No outono e no inverno, suspenda por completo. Se aparecer crosta esbranquiçada na borda do vaso, lave o substrato com água abundante na pia antes de voltar a adubar.

Poda e limpeza

A poda é o que separa um singônio cheio de um emaranhado ralo. Belisque as pontas dos ramos a cada dois meses na estação quente, cortando logo acima de um nó, e a planta responde com dois brotos no lugar de um. Ramos que já perderam as folhas da base podem ser encurtados até a altura de três ou quatro nós, sem risco. Use tesoura limpa e aproveite todo o material removido como estaca.

Vaso e transplante

Furo de drenagem é obrigatório e o aumento de diâmetro deve ser modesto: dois a três centímetros por transplante, uma vez ao ano no início da primavera. Vaso folgado demais mantém o substrato úmido por dias e favorece podridão. Modelos suspensos combinam com o hábito pendente e deixam a folhagem fora do alcance dos animais. Se a ideia for uma planta vertical, escolha vaso pesado e instale o tutor já no transplante.

Propagação

Enraíza com facilidade. Corte um trecho de caule com dois nós, retire a folha de baixo e deixe em um copo com água em local claro: entre sete e quinze dias aparecem raízes brancas. Com três centímetros de raiz, plante três ou quatro estacas juntas no mesmo vaso para formar uma touceira densa desde o começo. Quem preferir pode enterrar a estaca direto em substrato úmido, o que evita o choque de adaptação da raiz formada na água.

Receita de substrato que funciona

2 partes de substrato para folhagens, 1 parte de casca de pinus e 1 parte de perlita.

Rega ao longo do ano

Intervalo estimado mês a mês

Estimativa para vaso plástico de porte médio, em ambiente de claridade média. Ajuste o vaso, o local e o ar do ambiente na ferramenta completa.

Ajustar às minhas condições
Jan
7
dias entre regas
Verão
Fev
7
dias entre regas
Verão
Mar
8
dias entre regas
Outono
Abr
9
dias entre regas
Outono
Mai
10
dias entre regas
Outono
Jun
11
dias entre regas
Inverno
Jul
11
dias entre regas
Inverno
Ago
11
dias entre regas
Inverno
Set
10
dias entre regas
Primavera
Out
9
dias entre regas
Primavera
Nov
8
dias entre regas
Primavera
Dez
7
dias entre regas
Verão
Como saber a hora certa

Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.

Diagnóstico

Sintomas comuns e o que fazer

A leitura correta do sintoma evita o erro clássico de regar mais uma planta que já está encharcada.

Sintoma Causa provável O que fazer
Folhas novas verdes, sem a variegação da planta comprada Claridade insuficiente: sem luz, a planta prioriza tecido verde, que produz mais energia. Mude o vaso para junto de uma janela clara, com cortina fina, e corte os ramos que já perderam o desenho. Os brotos que saírem depois voltam a sair variegados.
Caules longos, com folhas espaçadas e base sem nenhuma folha Pouca luz somada à ausência de poda de formação. Encurte cada ramo até três nós da base, no início da primavera, e aproxime o vaso da janela. Plante as estacas cortadas no mesmo vaso para preencher a parte de baixo.
Folhas murchas mesmo com o substrato úmido Raiz sem oxigênio por substrato compactado ou prato com água acumulada. Tire a planta do vaso, corte as raízes escuras e moles, replante em mistura com casca e perlita e só regue de novo depois de cinco dias. Nunca deixe água parada no prato.
Manchas claras e translúcidas que depois secam e ficam quebradiças Sol direto batendo na folha, sempre começando pelas áreas brancas. Afaste o vaso meio metro do vidro ou instale cortina de voil. Retire as folhas com mais de metade da área queimada, porque elas não recuperam o tecido.
Bordas marrons e secas nas folhas maiores Ar muito seco ou acúmulo de sais de fertilizante no substrato. Aumente a umidade em volta do vaso e, a cada dois meses, regue em excesso na pia por um minuto para arrastar o sal. Reduza o adubo à metade da dose.

Pragas que aparecem com mais frequência

  • Cochonilha-farinhenta: Aglomerados brancos parecidos com algodão nas axilas das folhas e nos nós dos ramos pendentes. Passe cotonete com álcool a 70% em cada foco e aplique calda de sabão neutro a cada cinco dias, três vezes, cobrindo também o verso das folhas.
  • Ácaro-rajado: Folhas sem brilho, com pontilhado claro e teia finíssima no verso; aparece em ambiente seco e quente. Lave a folhagem no chuveiro com água morna, eleve a umidade do ar e aplique óleo de neem diluído duas vezes, com dez dias de intervalo.
  • Pulgão: Insetos verdes ou escuros agrupados nas pontas em crescimento, que ficam deformadas e grudentas. Corte a ponta mais infestada, esguiche água com pressão no restante e trate com calda de sabão neutro em dois dias seguidos.

Dicas de cultivo

  • Plante três estacas por vaso em vez de uma. A planta parece cheia desde o primeiro mês e você não precisa esperar a ramificação.
  • Se quiser folhas grandes e recortadas, dê um tutor de fibra e amarre os caules. É a única forma de acelerar a chegada da fase adulta em vaso.
  • Guarde as estacas da poda em um vidro com água na cozinha: elas duram meses assim e servem de reserva caso a planta principal sofra algum acidente.
  • Gire o vaso um quarto de volta por semana. Os ramos crescem em direção à luz e um lado fica visivelmente mais vazio sem esse hábito.
  • Ao comprar, prefira exemplares com brotos saindo da base do substrato: eles indicam raiz saudável e planta em fase de crescimento ativo.
Erro mais comum

Deixar os ramos crescerem soltos por um ano inteiro sem beliscar as pontas, o que produz uma planta comprida e sem folhas na base.

Curiosidades

  • Na floresta o singônio pode subir mais de dez metros pelo tronco de uma árvore. Nessa altura as folhas adultas ficam tão diferentes das juvenis que a mesma planta já foi descrita como espécies distintas por botânicos.
  • Cada nó do caule traz uma raiz adventícia pronta para se fixar. É por isso que qualquer pedaço com nó enraíza tão rápido em água: a estrutura já existe antes do corte.
  • A maioria das dezenas de cultivares de interior surgiu de mutações espontâneas de brotos, selecionadas e multiplicadas por estaquia em viveiro. Como a variegação não vem de semente, cada cultivar é um clone.
  • Em regiões tropicais úmidas fora da América Central a espécie escapou dos jardins e virou planta invasora, cobrindo troncos e sombreando a vegetação nativa do sub-bosque.
Boa escolha para

vaso suspenso · banheiro com janela · quem gosta de multiplicar plantas. Menos indicada para: casas em que gatos têm acesso livre a prateleiras e ramos pendentes.

Comparações diretas

Coloque a singônio frente a frente

As espécies abaixo têm exigências parecidas e costumam disputar o mesmo lugar da casa. A afinidade indica o quanto elas se aproximam nas 9 escalas.

Espécies parecidas

Se gostou desta, considere também

56/100 fácil

Costela-de-adão

Monstera deliciosa

99% de afinidade com a singônio. A folha recortada que virou símbolo da decoração com plantas.

Luz média
Moderada
Fácil
Ver ficha
52/100 fácil

Hera-inglesa

Hedera helix

99% de afinidade com a singônio. Trepadeira rústica que prefere ambientes frescos.

Luz média
Moderada
Fácil
Ver ficha
60/100 fácil

Filodendro Brasil

Philodendron hederaceum 'Brasil'

99% de afinidade com a singônio. Folha de cetim em forma de coração com uma faixa verde-limão no meio.

Luz média
Moderada
Fácil
Ver ficha
75/100 fácil

Jiboia

Epipremnum aureum

98% de afinidade com a singônio. Cresce em quase qualquer canto e enraíza na água.

Luz média
Moderada
Muito fácil
Ver ficha
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a singônio

De quanto em quanto tempo regar a singônio?

Em média, a cada 7 dias no verão e a cada 11 dias no inverno. Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.

Singônio precisa de sol direto?

Não. A espécie trabalha com luz indireta média e o sol direto pode marcar as folhas de forma permanente.

É tóxica para cães e gatos?

Folhas e caules têm oxalato de cálcio. A mordida provoca ardência imediata na boca, salivação e recusa de alimento em cães e gatos, e a seiva também irrita pele sensível durante a poda. Como a espécie pende e fica ao alcance dos animais, prefira vaso suspenso.

Serve para quem nunca cuidou de plantas?

Ela cobra alguma experiência. O nível de dificuldade é fácil e a manutenção de rotina é baixa, o que dá um índice de facilidade de 59 em 100 no nosso cálculo.

Qual o melhor lugar da casa para ela?

O ambiente que rende melhor é banheiro. A espécie chega a 25 cm a 50 cm, prefere temperatura entre 18°C a 28°C e umidade do ar de 50% a 70%.

Cresce rápido?

O ritmo é rápido. Na estação quente alonga de dez a vinte centímetros por mês e abre folha nova quase toda semana. No inverno o ritmo cai para menos da metade.

Qual substrato usar?

Leve, arejado e com boa retenção de umidade. Uma mistura que funciona bem: 2 partes de substrato para folhagens, 1 parte de casca de pinus e 1 parte de perlita.

Aguenta ficar sem rega durante uma viagem?

Só por poucos dias. A tolerância ao esquecimento é pequena: aguenta cerca de uma semana antes de reclamar.