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Budgethatch
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Hera-inglesa

Hedera helix

Trepadeira rústica que prefere ambientes frescos. Trepadeira de folhas lobadas que cresce rápido em local claro e fresco, mas exige vigilância contra ácaros e cuidado com animais.

52/100
Tranquila com rotina

Índice de facilidade calculado a partir de dificuldade, manutenção, rega, umidade exigida e tolerância a descuido. Como calculamos.

Calendário de rega
Hera-inglesa (Hedera helix), folhagem de interior em detalhe

Foto: Dominicus Johannes Bergsma · CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons

Luz
Luz indireta média
Rega no verão
a cada 7 dias
inverno: a cada 12 dias
Altura em vaso
20 cm a 50 cm
Pequena (25 a 50 cm)
Temperatura ideal
12°C a 22°C
mínima tolerada: 4°C
Umidade do ar
50% a 70%
Média
Solo
Fértil, com boa drenagem e ligeiramente úmido
Crescimento
Rápido
Ambiente ideal
Varanda sombreada
Manutenção
Média
Origem
Bosques temperados da Europa, do noroeste da África e do oeste da Ásia
Escalas de cultivo

O que cada nota significa nesta espécie

As mesmas 9 escalas são aplicadas a todas as espécies do catálogo, o que permite a comparação direta entre duas plantas quaisquer.

Necessidade de luz 3/5
Luz média

Precisa de um ponto claro, a 1 ou 2 metros de uma janela, sem raios batendo na folha.

Frequência de rega 3/5
Moderada

Rega a cada 7 a 10 dias, quando os primeiros centímetros secam.

Nível de dificuldade 2/5
Fácil

Poucos cuidados resolvem; erros pontuais não deixam marca.

Umidade do ar ideal 3/5
Média

Agradece um agrupamento de vasos ou um prato com pedras úmidas.

Tamanho médio 2/5
Pequena

Boa para aparador, cabeceira e bancada.

Velocidade de crescimento 4/5
Rápido

Enche o vaso em uma temporada e pede poda ou apoio.

Necessidade de manutenção 3/5
Média

Poda leve, adubo mensal no calor e giro do vaso.

Tolerância ao esquecimento 2/5
Pequena

Aguenta cerca de uma semana antes de reclamar.

Tolerância à pouca luz 3/5
Média

Aceita sombra parcial com crescimento mais devagar.

Sobre a hera-inglesa

A hera-inglesa vem de bosques de clima temperado, onde cobre o chão da mata e sobe por troncos e paredes de pedra. A escalada não usa gavinhas nem espinhos: em cada ramo nascem raízes adventícias curtas que secretam uma substância adesiva e se agarram diretamente à superfície. Essa fixação é forte o suficiente para deixar marcas no reboco quando a planta é arrancada, motivo pelo qual, em cultivo doméstico, ela costuma ser mantida em vaso pendente ou conduzida em treliça, longe da parede.

A espécie tem duas fases de vida bem distintas. Na fase juvenil, que é a cultivada em vaso, os ramos são flexíveis e as folhas têm três a cinco lobos pontiagudos. Depois de décadas na natureza, e quase nunca em interior, ela passa à fase adulta: os ramos ficam arbustivos, as folhas perdem os lobos e assumem formato oval, e só então aparecem as flores e os frutos escuros. Uma hera de vaso praticamente nunca chega a esse estágio.

O erro mais frequente é tratá-la como uma tropical de sala quente. Ela cresce melhor em temperaturas amenas, entre 12 °C e 22 °C, e sofre visivelmente com a combinação de calor, ar seco e pouca ventilação, o cenário típico de um apartamento fechado no verão. É nessa condição que os ácaros se instalam, e a infestação avança rápido, com folhas empoeiradas, pontilhadas e caindo aos punhados. Um lugar claro e fresco, com ar circulando, resolve o problema antes de ele começar.

Toxicidade é um ponto que merece atenção maior nessa espécie do que nas outras deste grupo. Folhas e frutos contêm saponinas e falcarinol, compostos que provocam vômito, salivação intensa e apatia em cães e gatos que ingerem a folhagem, além de dermatite de contato em pessoas sensíveis que podam sem luvas. Como os ramos pendem e são convidativos para gatos brincarem, casas com animais que roem plantas ficam melhor servidas por outra escolha.

Também conhecida como: Hera, Hera-comum, Hedera.

Atenção com animais e crianças

É a espécie mais preocupante deste grupo para quem tem animais. As folhas e os frutos contêm saponinas e falcarinol, que causam vômito, salivação, dor abdominal e apatia em cães e gatos que mastigam a planta, e a seiva provoca dermatite de contato em pele sensível. Pode com luvas e mantenha o vaso inacessível.

Como cuidar

Rotina de cultivo, ponto por ponto

Iluminação

Claridade indireta média a forte é o ideal, e nas variedades de folha variegada a exigência sobe: sem luz suficiente as bordas creme somem e a folha volta ao verde uniforme. Sol direto na maior parte do dia amarela e endurece a folhagem, principalmente em vaso pequeno que esquenta rápido. Ela é uma das poucas trepadeiras que se mantêm razoáveis em hall de entrada e corredor claro, embora cresçam bem menos ali.

Rega

O substrato deve ficar levemente úmido, sem encharcar e sem secar por completo. No verão isso significa regar a cada sete dias; no inverno, a cada doze, sempre conferindo com o dedo antes. Diferente das suculentas, ela não perdoa uma semana extra de esquecimento: as folhas secam de fora para dentro e não voltam. Regue na borda do vaso, deixe escorrer bem e nunca mantenha o prato com água.

Solo e substrato

Aceita substrato comum de jardim desde que a mistura tenha areia grossa para acelerar a drenagem. A raiz é abundante e ocupa o vaso rapidamente, formando um bloco denso que passa a repelir água. Quando a rega começa a escorrer pelas laterais sem molhar o miolo, é hora de trocar o substrato e desmanchar parte do novelo de raízes com os dedos, cortando as mais enroladas.

Umidade do ar

Umidade relativa acima de 50% reduz drasticamente o risco de ácaro, que é o inimigo número um dessa planta em interior. Em inverno com aquecedor ou verão com ar-condicionado, coloque o vaso sobre um prato largo com pedras molhadas e dê um banho de chuveiro na folhagem a cada quinze dias. Esse banho tem função dupla: hidrata as folhas e remove mecanicamente boa parte dos ácaros instalados.

Temperatura

É a espécie mais tolerante ao frio deste grupo: aguenta 4 °C sem dano e vegeta melhor entre 12 °C e 22 °C. Acima de 28 °C com ar parado o crescimento cessa e a planta fica vulnerável a pragas. Se você tem varanda coberta e voltada para o sul, é lá que ela vai ficar melhor durante o ano inteiro, inclusive no inverno.

Adubação

Adube a cada quatro semanas na primavera e no outono, que são as estações de crescimento real, usando fertilizante equilibrado na dose recomendada. No auge do verão e no inverno, suspenda. Variedades variegadas pedem dose menor, porque o excesso de nitrogênio estimula tecido verde e apaga o desenho claro das folhas. Sinal de excesso: brotos moles, muito espaçados e de cor uniforme.

Poda e limpeza

Corte os ramos sempre que passarem do comprimento desejado, de preferência no fim do inverno, e encurte também os que estiverem com folhas apenas na ponta. A resposta é vigorosa e sai da base, o que renova a planta inteira. Retire as folhas amareladas do interior da touceira para melhorar a circulação de ar, medida simples que reduz muito a chance de ácaro. Use luvas e tesoura limpa.

Vaso e transplante

Vaso de boca larga e altura média acomoda melhor a raiz espalhada dessa espécie do que um modelo estreito e fundo. Transplante uma vez ao ano, subindo três centímetros de diâmetro, sempre no fim do inverno. Modelos suspensos favorecem o hábito pendente e mantêm a folhagem longe de cães e gatos. Se a intenção for uma coluna verde, use treliça de bambu presa no substrato e amarre os ramos.

Propagação

Escolha ramos jovens, ainda flexíveis, e corte trechos com quatro nós. Retire as folhas dos dois nós de baixo e enterre essa porção em substrato úmido e arenoso, mantendo o vaso em local claro e fresco. As raízes aparecem em duas a três semanas, e é normal a estaca parecer parada por mais um mês antes de brotar. Ramos lenhosos e antigos enraízam mal, então evite usá-los.

Receita de substrato que funciona

2 partes de terra vegetal, 1 parte de composto orgânico e 1 parte de areia grossa.

Rega ao longo do ano

Intervalo estimado mês a mês

Estimativa para vaso plástico de porte médio, em ambiente de claridade média. Ajuste o vaso, o local e o ar do ambiente na ferramenta completa.

Ajustar às minhas condições
Jan
7
dias entre regas
Verão
Fev
7
dias entre regas
Verão
Mar
8
dias entre regas
Outono
Abr
10
dias entre regas
Outono
Mai
11
dias entre regas
Outono
Jun
12
dias entre regas
Inverno
Jul
12
dias entre regas
Inverno
Ago
12
dias entre regas
Inverno
Set
11
dias entre regas
Primavera
Out
9
dias entre regas
Primavera
Nov
8
dias entre regas
Primavera
Dez
7
dias entre regas
Verão
Como saber a hora certa

Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.

Diagnóstico

Sintomas comuns e o que fazer

A leitura correta do sintoma evita o erro clássico de regar mais uma planta que já está encharcada.

Sintoma Causa provável O que fazer
Folhas com aspecto empoeirado, pontilhado claro e queda intensa Infestação de ácaro, favorecida por ar seco, calor e falta de ventilação. Lave a planta inteira no chuveiro, corte os ramos mais comprometidos e aplique óleo de neem no verso das folhas três vezes, a cada sete dias. Depois mude o vaso para local mais fresco.
Variegação desaparecendo, folhas novas todas verdes Luz insuficiente para sustentar o tecido claro, que não faz fotossíntese. Aproxime o vaso de uma janela clara e corte os ramos que voltaram ao verde, porque eles crescem mais rápido e dominam a planta se ficarem.
Pontas dos ramos secas e folhas crocantes nas extremidades Substrato que secou por completo entre as regas ou ar excessivamente seco. Regue com mais regularidade, mantendo o substrato levemente úmido, e corte as pontas secas até o primeiro nó vivo para estimular brotação nova.
Folhas amarelando no interior da touceira, com cheiro de terra fermentada Excesso de água somado a substrato compactado e prato com água acumulada. Troque o substrato por uma mistura com mais areia, corte as raízes escuras e retome a rega apenas quando os dois centímetros de cima estiverem secos.
Água escorrendo pelas bordas sem molhar o centro do vaso Raízes formando um bloco compacto que repele a água depois de anos no mesmo vaso. Mergulhe o vaso em um balde por vinte minutos para reidratar, depois replante em vaso três centímetros maior, desmanchando o novelo de raízes.

Pragas que aparecem com mais frequência

  • Ácaro-rajado: Folhas sem brilho com pontos amarelados e teia fina nas axilas; é a praga mais comum da espécie em interior. Banho de chuveiro semanal por um mês, poda dos ramos internos para arejar e três aplicações de óleo de neem diluído, com sete dias de intervalo.
  • Cochonilha-escama: Carapaças marrons imóveis coladas ao longo dos ramos e na nervura central das folhas. Raspe as escamas com escova de dentes macia e álcool a 70%, corte os ramos muito colonizados e reveja a ventilação do local.
  • Mosca-branca: Insetos brancos minúsculos que levantam voo quando a folhagem é tocada, com melado grudento no verso. Instale armadilha adesiva amarela junto ao vaso e trate com calda de sabão neutro a cada cinco dias, insistindo no verso das folhas.

Dicas de cultivo

  • Prefira uma varanda coberta a um interior aquecido. É a espécie deste grupo que mais agradece o frio e menos gosta de sala fechada.
  • Passe a mão pelo verso das folhas uma vez por semana. Textura levemente áspera e folha sem brilho são o primeiro sinal de ácaro, antes de qualquer teia visível.
  • Ao comprar, escolha o vaso mais cheio na base, não o de ramos mais compridos. Comprimento se resolve em uma estação, base falha não.
  • Nunca deixe a hera encostada em parede pintada que você não quer marcar, porque as raízes de fixação aderem em poucas semanas.
  • Faça a poda anual no fim do inverno e enterre as estacas boas no mesmo vaso: é o jeito mais rápido de recuperar densidade.
Erro mais comum

Manter o vaso em sala quente e seca, o que abre a porta para uma infestação de ácaros em poucas semanas.

Curiosidades

  • Os frutos escuros que a hera produz na fase adulta amadurecem no fim do inverno, quando quase nada mais está disponível, e por isso são um recurso importante para aves em bosques europeus.
  • As raízes que fixam os ramos na parede não sugam nutrientes da alvenaria: são estruturas de adesão. O dano ao reboco vem da força mecânica da fixação, não de alguma substância corrosiva.
  • A planta que se compra em vaso é sempre a fase juvenil, com folhas de lobos pontiagudos. As folhas ovais e sem recorte da fase adulta aparecem só em exemplares muito velhos e bem estabelecidos.
  • Em regiões de clima temperado fora de sua área nativa, a espécie se tornou invasora agressiva, abafando o sub-bosque das matas e o dossel de árvores inteiras.
Boa escolha para

varanda coberta · vaso suspenso · cidades de inverno frio. Menos indicada para: casas com cães ou gatos que mordem folhas e ambientes quentes sem ventilação.

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Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a hera-inglesa

De quanto em quanto tempo regar a hera-inglesa?

Em média, a cada 7 dias no verão e a cada 12 dias no inverno. Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.

Hera-inglesa precisa de sol direto?

Não. A espécie trabalha com luz indireta média e o sol direto pode marcar as folhas de forma permanente.

É tóxica para cães e gatos?

É a espécie mais preocupante deste grupo para quem tem animais. As folhas e os frutos contêm saponinas e falcarinol, que causam vômito, salivação, dor abdominal e apatia em cães e gatos que mastigam a planta, e a seiva provoca dermatite de contato em pele sensível. Pode com luvas e mantenha o vaso inacessível.

Serve para quem nunca cuidou de plantas?

Ela cobra alguma experiência. O nível de dificuldade é fácil e a manutenção de rotina é média, o que dá um índice de facilidade de 52 em 100 no nosso cálculo.

Qual o melhor lugar da casa para ela?

O ambiente que rende melhor é varanda sombreada. A espécie chega a 20 cm a 50 cm, prefere temperatura entre 12°C a 22°C e umidade do ar de 50% a 70%.

Cresce rápido?

O ritmo é rápido. Em local claro e fresco, cada ramo estende de vinte a quarenta centímetros por temporada. No calor intenso do verão o crescimento praticamente pausa.

Qual substrato usar?

Fértil, com boa drenagem e ligeiramente úmido. Uma mistura que funciona bem: 2 partes de terra vegetal, 1 parte de composto orgânico e 1 parte de areia grossa.

Aguenta ficar sem rega durante uma viagem?

Só por poucos dias. A tolerância ao esquecimento é pequena: aguenta cerca de uma semana antes de reclamar.