- Araliaceae
- Luz média
- Rega moderada
- Tóxica para pets
Hera-inglesa
Hedera helix
Trepadeira rústica que prefere ambientes frescos. Trepadeira de folhas lobadas que cresce rápido em local claro e fresco, mas exige vigilância contra ácaros e cuidado com animais.
Índice de facilidade calculado a partir de dificuldade, manutenção, rega, umidade exigida e tolerância a descuido. Como calculamos.
Foto: Dominicus Johannes Bergsma · CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons
O que cada nota significa nesta espécie
As mesmas 9 escalas são aplicadas a todas as espécies do catálogo, o que permite a comparação direta entre duas plantas quaisquer.
Precisa de um ponto claro, a 1 ou 2 metros de uma janela, sem raios batendo na folha.
Rega a cada 7 a 10 dias, quando os primeiros centímetros secam.
Poucos cuidados resolvem; erros pontuais não deixam marca.
Agradece um agrupamento de vasos ou um prato com pedras úmidas.
Boa para aparador, cabeceira e bancada.
Enche o vaso em uma temporada e pede poda ou apoio.
Poda leve, adubo mensal no calor e giro do vaso.
Aguenta cerca de uma semana antes de reclamar.
Aceita sombra parcial com crescimento mais devagar.
Sobre a hera-inglesa
A hera-inglesa vem de bosques de clima temperado, onde cobre o chão da mata e sobe por troncos e paredes de pedra. A escalada não usa gavinhas nem espinhos: em cada ramo nascem raízes adventícias curtas que secretam uma substância adesiva e se agarram diretamente à superfície. Essa fixação é forte o suficiente para deixar marcas no reboco quando a planta é arrancada, motivo pelo qual, em cultivo doméstico, ela costuma ser mantida em vaso pendente ou conduzida em treliça, longe da parede.
A espécie tem duas fases de vida bem distintas. Na fase juvenil, que é a cultivada em vaso, os ramos são flexíveis e as folhas têm três a cinco lobos pontiagudos. Depois de décadas na natureza, e quase nunca em interior, ela passa à fase adulta: os ramos ficam arbustivos, as folhas perdem os lobos e assumem formato oval, e só então aparecem as flores e os frutos escuros. Uma hera de vaso praticamente nunca chega a esse estágio.
O erro mais frequente é tratá-la como uma tropical de sala quente. Ela cresce melhor em temperaturas amenas, entre 12 °C e 22 °C, e sofre visivelmente com a combinação de calor, ar seco e pouca ventilação, o cenário típico de um apartamento fechado no verão. É nessa condição que os ácaros se instalam, e a infestação avança rápido, com folhas empoeiradas, pontilhadas e caindo aos punhados. Um lugar claro e fresco, com ar circulando, resolve o problema antes de ele começar.
Toxicidade é um ponto que merece atenção maior nessa espécie do que nas outras deste grupo. Folhas e frutos contêm saponinas e falcarinol, compostos que provocam vômito, salivação intensa e apatia em cães e gatos que ingerem a folhagem, além de dermatite de contato em pessoas sensíveis que podam sem luvas. Como os ramos pendem e são convidativos para gatos brincarem, casas com animais que roem plantas ficam melhor servidas por outra escolha.
Também conhecida como: Hera, Hera-comum, Hedera.
É a espécie mais preocupante deste grupo para quem tem animais. As folhas e os frutos contêm saponinas e falcarinol, que causam vômito, salivação, dor abdominal e apatia em cães e gatos que mastigam a planta, e a seiva provoca dermatite de contato em pele sensível. Pode com luvas e mantenha o vaso inacessível.
Rotina de cultivo, ponto por ponto
Iluminação
Claridade indireta média a forte é o ideal, e nas variedades de folha variegada a exigência sobe: sem luz suficiente as bordas creme somem e a folha volta ao verde uniforme. Sol direto na maior parte do dia amarela e endurece a folhagem, principalmente em vaso pequeno que esquenta rápido. Ela é uma das poucas trepadeiras que se mantêm razoáveis em hall de entrada e corredor claro, embora cresçam bem menos ali.
Rega
O substrato deve ficar levemente úmido, sem encharcar e sem secar por completo. No verão isso significa regar a cada sete dias; no inverno, a cada doze, sempre conferindo com o dedo antes. Diferente das suculentas, ela não perdoa uma semana extra de esquecimento: as folhas secam de fora para dentro e não voltam. Regue na borda do vaso, deixe escorrer bem e nunca mantenha o prato com água.
Solo e substrato
Aceita substrato comum de jardim desde que a mistura tenha areia grossa para acelerar a drenagem. A raiz é abundante e ocupa o vaso rapidamente, formando um bloco denso que passa a repelir água. Quando a rega começa a escorrer pelas laterais sem molhar o miolo, é hora de trocar o substrato e desmanchar parte do novelo de raízes com os dedos, cortando as mais enroladas.
Umidade do ar
Umidade relativa acima de 50% reduz drasticamente o risco de ácaro, que é o inimigo número um dessa planta em interior. Em inverno com aquecedor ou verão com ar-condicionado, coloque o vaso sobre um prato largo com pedras molhadas e dê um banho de chuveiro na folhagem a cada quinze dias. Esse banho tem função dupla: hidrata as folhas e remove mecanicamente boa parte dos ácaros instalados.
Temperatura
É a espécie mais tolerante ao frio deste grupo: aguenta 4 °C sem dano e vegeta melhor entre 12 °C e 22 °C. Acima de 28 °C com ar parado o crescimento cessa e a planta fica vulnerável a pragas. Se você tem varanda coberta e voltada para o sul, é lá que ela vai ficar melhor durante o ano inteiro, inclusive no inverno.
Adubação
Adube a cada quatro semanas na primavera e no outono, que são as estações de crescimento real, usando fertilizante equilibrado na dose recomendada. No auge do verão e no inverno, suspenda. Variedades variegadas pedem dose menor, porque o excesso de nitrogênio estimula tecido verde e apaga o desenho claro das folhas. Sinal de excesso: brotos moles, muito espaçados e de cor uniforme.
Poda e limpeza
Corte os ramos sempre que passarem do comprimento desejado, de preferência no fim do inverno, e encurte também os que estiverem com folhas apenas na ponta. A resposta é vigorosa e sai da base, o que renova a planta inteira. Retire as folhas amareladas do interior da touceira para melhorar a circulação de ar, medida simples que reduz muito a chance de ácaro. Use luvas e tesoura limpa.
Vaso e transplante
Vaso de boca larga e altura média acomoda melhor a raiz espalhada dessa espécie do que um modelo estreito e fundo. Transplante uma vez ao ano, subindo três centímetros de diâmetro, sempre no fim do inverno. Modelos suspensos favorecem o hábito pendente e mantêm a folhagem longe de cães e gatos. Se a intenção for uma coluna verde, use treliça de bambu presa no substrato e amarre os ramos.
Propagação
Escolha ramos jovens, ainda flexíveis, e corte trechos com quatro nós. Retire as folhas dos dois nós de baixo e enterre essa porção em substrato úmido e arenoso, mantendo o vaso em local claro e fresco. As raízes aparecem em duas a três semanas, e é normal a estaca parecer parada por mais um mês antes de brotar. Ramos lenhosos e antigos enraízam mal, então evite usá-los.
2 partes de terra vegetal, 1 parte de composto orgânico e 1 parte de areia grossa.
Intervalo estimado mês a mês
Estimativa para vaso plástico de porte médio, em ambiente de claridade média. Ajuste o vaso, o local e o ar do ambiente na ferramenta completa.
Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.
Sintomas comuns e o que fazer
A leitura correta do sintoma evita o erro clássico de regar mais uma planta que já está encharcada.
| Sintoma | Causa provável | O que fazer |
|---|---|---|
| Folhas com aspecto empoeirado, pontilhado claro e queda intensa | Infestação de ácaro, favorecida por ar seco, calor e falta de ventilação. | Lave a planta inteira no chuveiro, corte os ramos mais comprometidos e aplique óleo de neem no verso das folhas três vezes, a cada sete dias. Depois mude o vaso para local mais fresco. |
| Variegação desaparecendo, folhas novas todas verdes | Luz insuficiente para sustentar o tecido claro, que não faz fotossíntese. | Aproxime o vaso de uma janela clara e corte os ramos que voltaram ao verde, porque eles crescem mais rápido e dominam a planta se ficarem. |
| Pontas dos ramos secas e folhas crocantes nas extremidades | Substrato que secou por completo entre as regas ou ar excessivamente seco. | Regue com mais regularidade, mantendo o substrato levemente úmido, e corte as pontas secas até o primeiro nó vivo para estimular brotação nova. |
| Folhas amarelando no interior da touceira, com cheiro de terra fermentada | Excesso de água somado a substrato compactado e prato com água acumulada. | Troque o substrato por uma mistura com mais areia, corte as raízes escuras e retome a rega apenas quando os dois centímetros de cima estiverem secos. |
| Água escorrendo pelas bordas sem molhar o centro do vaso | Raízes formando um bloco compacto que repele a água depois de anos no mesmo vaso. | Mergulhe o vaso em um balde por vinte minutos para reidratar, depois replante em vaso três centímetros maior, desmanchando o novelo de raízes. |
Pragas que aparecem com mais frequência
- Ácaro-rajado: Folhas sem brilho com pontos amarelados e teia fina nas axilas; é a praga mais comum da espécie em interior. Banho de chuveiro semanal por um mês, poda dos ramos internos para arejar e três aplicações de óleo de neem diluído, com sete dias de intervalo.
- Cochonilha-escama: Carapaças marrons imóveis coladas ao longo dos ramos e na nervura central das folhas. Raspe as escamas com escova de dentes macia e álcool a 70%, corte os ramos muito colonizados e reveja a ventilação do local.
- Mosca-branca: Insetos brancos minúsculos que levantam voo quando a folhagem é tocada, com melado grudento no verso. Instale armadilha adesiva amarela junto ao vaso e trate com calda de sabão neutro a cada cinco dias, insistindo no verso das folhas.
Dicas de cultivo
- Prefira uma varanda coberta a um interior aquecido. É a espécie deste grupo que mais agradece o frio e menos gosta de sala fechada.
- Passe a mão pelo verso das folhas uma vez por semana. Textura levemente áspera e folha sem brilho são o primeiro sinal de ácaro, antes de qualquer teia visível.
- Ao comprar, escolha o vaso mais cheio na base, não o de ramos mais compridos. Comprimento se resolve em uma estação, base falha não.
- Nunca deixe a hera encostada em parede pintada que você não quer marcar, porque as raízes de fixação aderem em poucas semanas.
- Faça a poda anual no fim do inverno e enterre as estacas boas no mesmo vaso: é o jeito mais rápido de recuperar densidade.
Manter o vaso em sala quente e seca, o que abre a porta para uma infestação de ácaros em poucas semanas.
Curiosidades
- Os frutos escuros que a hera produz na fase adulta amadurecem no fim do inverno, quando quase nada mais está disponível, e por isso são um recurso importante para aves em bosques europeus.
- As raízes que fixam os ramos na parede não sugam nutrientes da alvenaria: são estruturas de adesão. O dano ao reboco vem da força mecânica da fixação, não de alguma substância corrosiva.
- A planta que se compra em vaso é sempre a fase juvenil, com folhas de lobos pontiagudos. As folhas ovais e sem recorte da fase adulta aparecem só em exemplares muito velhos e bem estabelecidos.
- Em regiões de clima temperado fora de sua área nativa, a espécie se tornou invasora agressiva, abafando o sub-bosque das matas e o dossel de árvores inteiras.
varanda coberta · vaso suspenso · cidades de inverno frio. Menos indicada para: casas com cães ou gatos que mordem folhas e ambientes quentes sem ventilação.
Coloque a hera-inglesa frente a frente
As espécies abaixo têm exigências parecidas e costumam disputar o mesmo lugar da casa. A afinidade indica o quanto elas se aproximam nas 9 escalas.
Se gostou desta, considere também
Costela-de-adão
Monstera deliciosa
99% de afinidade com a hera-inglesa. A folha recortada que virou símbolo da decoração com plantas.
Filodendro Brasil
Philodendron hederaceum 'Brasil'
99% de afinidade com a hera-inglesa. Folha de cetim em forma de coração com uma faixa verde-limão no meio.
Planta-do-dinheiro-chinesa
Pilea peperomioides
97% de afinidade com a hera-inglesa. Folhas redondas em pecíolos que giram atrás da luz.
Dúvidas sobre a hera-inglesa
De quanto em quanto tempo regar a hera-inglesa?
Em média, a cada 7 dias no verão e a cada 12 dias no inverno. Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.
Hera-inglesa precisa de sol direto?
Não. A espécie trabalha com luz indireta média e o sol direto pode marcar as folhas de forma permanente.
É tóxica para cães e gatos?
É a espécie mais preocupante deste grupo para quem tem animais. As folhas e os frutos contêm saponinas e falcarinol, que causam vômito, salivação, dor abdominal e apatia em cães e gatos que mastigam a planta, e a seiva provoca dermatite de contato em pele sensível. Pode com luvas e mantenha o vaso inacessível.
Serve para quem nunca cuidou de plantas?
Ela cobra alguma experiência. O nível de dificuldade é fácil e a manutenção de rotina é média, o que dá um índice de facilidade de 52 em 100 no nosso cálculo.
Qual o melhor lugar da casa para ela?
O ambiente que rende melhor é varanda sombreada. A espécie chega a 20 cm a 50 cm, prefere temperatura entre 12°C a 22°C e umidade do ar de 50% a 70%.
Cresce rápido?
O ritmo é rápido. Em local claro e fresco, cada ramo estende de vinte a quarenta centímetros por temporada. No calor intenso do verão o crescimento praticamente pausa.
Qual substrato usar?
Fértil, com boa drenagem e ligeiramente úmido. Uma mistura que funciona bem: 2 partes de terra vegetal, 1 parte de composto orgânico e 1 parte de areia grossa.
Aguenta ficar sem rega durante uma viagem?
Só por poucos dias. A tolerância ao esquecimento é pequena: aguenta cerca de uma semana antes de reclamar.




