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Costela-de-adão

Monstera deliciosa

A folha recortada que virou símbolo da decoração com plantas. Folhagem tropical de folhas enormes e recortadas que cresce rápido, aceita luz indireta e perdoa falhas na rega.

56/100
Tranquila com rotina

Índice de facilidade calculado a partir de dificuldade, manutenção, rega, umidade exigida e tolerância a descuido. Como calculamos.

Calendário de rega
Costela-de-adão (Monstera deliciosa), folhagem de interior em detalhe

Foto: Agnieszka Kwiecień, Nova · CC BY-SA 4.0 via Wikimedia Commons

Luz
Luz indireta média
Rega no verão
a cada 7 dias
inverno: a cada 12 dias
Altura em vaso
1 m a 2,5 m
Grande (1 a 2 m)
Temperatura ideal
18°C a 27°C
mínima tolerada: 12°C
Umidade do ar
50% a 70%
Média
Solo
Leve, rico em matéria orgânica e com drenagem rápida
Crescimento
Rápido
Ambiente ideal
Sala de estar
Manutenção
Média
Origem
Florestas úmidas do sul do México até o Panamá
Escalas de cultivo

O que cada nota significa nesta espécie

As mesmas 9 escalas são aplicadas a todas as espécies do catálogo, o que permite a comparação direta entre duas plantas quaisquer.

Necessidade de luz 3/5
Luz média

Precisa de um ponto claro, a 1 ou 2 metros de uma janela, sem raios batendo na folha.

Frequência de rega 3/5
Moderada

Rega a cada 7 a 10 dias, quando os primeiros centímetros secam.

Nível de dificuldade 2/5
Fácil

Poucos cuidados resolvem; erros pontuais não deixam marca.

Umidade do ar ideal 3/5
Média

Agradece um agrupamento de vasos ou um prato com pedras úmidas.

Tamanho médio 4/5
Grande

Vira ponto focal do ambiente e precisa de vaso de chão.

Velocidade de crescimento 4/5
Rápido

Enche o vaso em uma temporada e pede poda ou apoio.

Necessidade de manutenção 3/5
Média

Poda leve, adubo mensal no calor e giro do vaso.

Tolerância ao esquecimento 3/5
Média

Passa duas semanas de férias sem grande estrago.

Tolerância à pouca luz 3/5
Média

Aceita sombra parcial com crescimento mais devagar.

Sobre a costela-de-adão

A costela-de-adão é uma trepadeira de floresta tropical que, na natureza, sobe pelos troncos das árvores em busca de claridade. Esse detalhe explica quase tudo sobre o comportamento dela dentro de casa: as raízes aéreas procuram um apoio vertical, os caules se alongam na direção da luz e as folhas ficam maiores conforme a planta encontra sustentação. Um exemplar cultivado sem suporte nenhum tende a se espalhar na horizontal e produzir folhas menores do que poderia.

Os cortes característicos nas folhas — chamados fenestrações — não aparecem de imediato. Plantas jovens emitem folhas inteiras, em forma de coração, e só começam a recortar quando ganham maturidade e recebem claridade suficiente. Se a sua monstera já tem certo tamanho e continua produzindo folhas fechadas, o motivo mais provável é falta de luz, e não falta de adubo.

No cultivo em vaso ela raramente atinge as dimensões de mata fechada, mas ainda assim é uma planta grande: um vaso de 30 centímetros de boca sustenta um exemplar com folhas de 40 a 60 centímetros de largura, ocupando um bom canto da sala. É uma espécie generosa com quem está aprendendo, porque avisa cedo quando algo está errado: folha amarela na base costuma indicar excesso de água, e ponta marrom seca aponta ar seco demais.

Vale saber de antemão que a seiva contém cristais de oxalato de cálcio, o que torna a folhagem irritante para a boca de cães e gatos. Não é uma planta letal, mas provoca dor e salivação se mordida, então casas com animais curiosos pedem um lugar alto ou outra escolha.

Também conhecida como: Monstera, Banana-de-macaco, Planta-do-buraco.

Atenção com animais e crianças

A seiva tem oxalato de cálcio: a mordida causa ardência na boca, salivação intensa e inchaço em cães e gatos. Mantenha o vaso fora do alcance ou escolha outra espécie se o animal costuma roer folhas.

Como cuidar

Rotina de cultivo, ponto por ponto

Iluminação

O ponto ideal é a um ou dois metros de uma janela ampla, recebendo claridade forte mas sem raios batendo direto na folha. Sol direto do meio-dia queima manchas brancas irreversíveis; sombra profunda produz folhas pequenas, sem recortes, e caules alongados procurando luz. Se a única opção for um canto escuro, aceite um crescimento mais devagar e folhas menores, ou faça um revezamento mensal levando o vaso para um lugar claro por alguns dias.

Rega

Regue quando os três primeiros centímetros do substrato estiverem secos, molhando até a água escorrer pelos furos do vaso e descartando o excesso do prato. No verão isso costuma acontecer a cada sete dias; no inverno, a cada doze ou mais. O erro mais comum é regar por calendário fixo: em julho, o mesmo volume de água que funcionava em janeiro apodrece a raiz. Substrato encharcado por dias produz aquele cheiro azedo de terra fermentada, sinal de alerta.

Solo e substrato

Ela precisa de um substrato que segure umidade sem virar lama. A mistura de terra vegetal com casca de pinus e perlita funciona muito bem porque cria bolsões de ar entre as partículas, e é justamente ar na raiz que evita apodrecimento. Nunca use terra de jardim pura em vaso: ela compacta com as regas e transforma o vaso em um bloco impermeável.

Umidade do ar

Entre 50% e 70% de umidade relativa a folhagem fica impecável. Abaixo disso as pontas ficam marrons e quebradiças, algo comum em salas com ar-condicionado ligado muitas horas. Agrupar vasos, usar um prato largo com pedras molhadas ou colocar a planta em um ambiente com mais vapor resolve. Borrifar água na folha ajuda pouco e, se a ventilação for ruim, favorece manchas.

Temperatura

Cresce melhor entre 18 °C e 27 °C. Abaixo de 12 °C o metabolismo desacelera muito e as folhas podem escurecer nas bordas; acima de 32 °C com ar seco a planta perde água mais rápido do que absorve. Evite corrente de ar frio de janela aberta em noites de inverno e o jato direto do ar-condicionado.

Adubação

Adube a cada trinta dias na primavera e no verão com fertilizante equilibrado para folhagens, na dose recomendada pelo fabricante ou um pouco abaixo dela. No outono e no inverno suspenda: a planta não está crescendo e o excesso de sal acumula no substrato, queimando as raízes finas. Um sinal de excesso de adubo é a crosta esbranquiçada na superfície do vaso.

Poda e limpeza

A poda serve para controlar tamanho e renovar a planta. Corte o caule logo acima de um nó com tesoura limpa, e aproveite o pedaço removido como estaca. Folhas velhas amareladas da base podem ser retiradas na altura do pecíolo. Limpe o pó das folhas grandes com um pano úmido a cada duas semanas: poeira acumulada reduz a fotossíntese de forma perceptível.

Vaso e transplante

Prefira vaso com furo de drenagem e diâmetro apenas dois a quatro centímetros maior do que o anterior na hora do transplante. Vaso muito grande demora a secar e aumenta o risco de podridão. A partir de um metro de altura, instale um tutor de fibra de coco ou uma ripa de madeira e amarre os caules com fita macia: as raízes aéreas vão se fixar no suporte e as folhas novas saem maiores.

Propagação

A forma mais confiável é a estaca de caule. Escolha um trecho que tenha pelo menos um nó com raiz aérea, corte logo abaixo dele e coloque em água ou direto em substrato leve e úmido, em local claro. Em duas a quatro semanas aparecem raízes brancas; quando passarem de cinco centímetros, plante em vaso pequeno. Estacas com nó, mesmo sem folha, brotam; pedaços de folha sem nó nunca enraízam.

Receita de substrato que funciona

2 partes de substrato para folhagens, 1 parte de casca de pinus e 1 parte de perlita ou areia grossa.

Rega ao longo do ano

Intervalo estimado mês a mês

Estimativa para vaso plástico de porte médio, em ambiente de claridade média. Ajuste o vaso, o local e o ar do ambiente na ferramenta completa.

Ajustar às minhas condições
Jan
7
dias entre regas
Verão
Fev
7
dias entre regas
Verão
Mar
8
dias entre regas
Outono
Abr
10
dias entre regas
Outono
Mai
11
dias entre regas
Outono
Jun
12
dias entre regas
Inverno
Jul
12
dias entre regas
Inverno
Ago
12
dias entre regas
Inverno
Set
11
dias entre regas
Primavera
Out
9
dias entre regas
Primavera
Nov
8
dias entre regas
Primavera
Dez
7
dias entre regas
Verão
Como saber a hora certa

Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.

Diagnóstico

Sintomas comuns e o que fazer

A leitura correta do sintoma evita o erro clássico de regar mais uma planta que já está encharcada.

Sintoma Causa provável O que fazer
Folhas novas pequenas e sem recortes Luz insuficiente, planta jovem ou falta de apoio vertical para subir. Aproxime o vaso de uma janela clara, sem sol direto, e instale um tutor. As folhas seguintes já saem maiores e recortadas.
Folhas amarelas começando pela base Excesso de água ou substrato compactado sem drenagem. Suspenda a rega até o substrato secar bem, confira se o furo do vaso não está entupido e replante com mistura mais arejada se a terra estiver pesada.
Pontas e bordas marrons e secas Ar seco, comum em ambientes com ar-condicionado, ou acúmulo de sais de adubo. Aumente a umidade em volta do vaso e, uma vez por mês, regue em excesso na pia para lavar o substrato e arrastar o sal acumulado.
Manchas marrons secas no centro da folha, com halo amarelado Queimadura de sol direto batendo no vidro da janela. Afaste o vaso do vidro ou instale uma cortina fina. A mancha não regenera, mas as folhas novas nascem perfeitas.
Gotas de água na ponta das folhas pela manhã Não é doença: é sudação normal quando o substrato está muito úmido e a umidade do ar é alta. Espace um pouco mais as regas. Se acontece todos os dias, é sinal de que você está regando além do necessário.

Pragas que aparecem com mais frequência

  • Cochonilha: Pontos brancos algodonosos nas axilas das folhas e no verso das nervuras, às vezes com melado grudento. Remova com cotonete embebido em álcool a 70% e trate a planta inteira com calda de sabão neutro a cada cinco dias, por três aplicações.
  • Ácaro-rajado: Folhas com aspecto empoeirado, pontinhos claros e teia muito fina no verso; aparece em ar seco. Lave a folhagem no chuveiro, aumente a umidade do ambiente e aplique óleo de neem diluído no verso das folhas.
  • Mosquinha do substrato: Insetos pequenos e escuros voando perto do vaso, sobretudo depois da rega. Deixe a superfície secar por completo entre as regas e cubra o substrato com uma camada fina de areia grossa para interromper o ciclo.

Dicas de cultivo

  • Instale o tutor antes de a planta pedir: guiar caules jovens é fácil, endireitar uma monstera de dois metros já formada é quase impossível.
  • Gire o vaso um quarto de volta a cada quinzena para o crescimento não pender todo para o lado da janela.
  • Corte a folha velha só quando estiver mais amarela do que verde: até lá, a planta ainda está retirando nutrientes dela.
  • Se quiser folhas maiores, invista em luz e em suporte vertical antes de pensar em adubo. Nenhum fertilizante compensa falta de claridade.
  • Use a estaca da poda para formar um segundo vaso: é a melhor maneira de ter uma planta grande de graça em um ano.
Erro mais comum

Regar em intervalo fixo durante todo o ano, o que encharca a raiz no inverno.

Curiosidades

  • O nome científico vem do fruto: em condições tropicais ideais a espécie produz uma espiga comestível de sabor entre abacaxi e banana, que só amadurece depois de quase um ano.
  • Existe uma hipótese consagrada na botânica de que os buracos nas folhas ajudam a planta a captar manchas dispersas de luz que atravessam a copa da floresta, aproveitando melhor a claridade irregular do sub-bosque.
  • As raízes aéreas não são um defeito da planta nem sinal de doença: são órgãos de fixação e absorção. Podem ser guiadas para o tutor, enterradas no próprio vaso ou apenas deixadas em paz.
  • A versão variegada, com manchas brancas, custa muito mais caro porque cresce bem mais devagar: as áreas claras não fazem fotossíntese, então a planta produz menos energia.
Boa escolha para

sala ampla · quem quer folhagem grande · iniciantes com espaço. Menos indicada para: cantos escuros de corredor e casas com animais que roem folhas.

Comparações diretas

Coloque a costela-de-adão frente a frente

As espécies abaixo têm exigências parecidas e costumam disputar o mesmo lugar da casa. A afinidade indica o quanto elas se aproximam nas 9 escalas.

Espécies parecidas

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99% de afinidade com a costela-de-adão. Folha larga e envernizada que aguenta descuido.

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Singônio

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99% de afinidade com a costela-de-adão. Folhagem versátil que serve pendente ou em tutor.

Luz média
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Fácil
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Luz média
Moderada
Fácil
Ver ficha
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a costela-de-adão

De quanto em quanto tempo regar a costela-de-adão?

Em média, a cada 7 dias no verão e a cada 12 dias no inverno. Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.

Costela-de-adão precisa de sol direto?

Não. A espécie trabalha com luz indireta média e o sol direto pode marcar as folhas de forma permanente.

É tóxica para cães e gatos?

A seiva tem oxalato de cálcio: a mordida causa ardência na boca, salivação intensa e inchaço em cães e gatos. Mantenha o vaso fora do alcance ou escolha outra espécie se o animal costuma roer folhas.

Serve para quem nunca cuidou de plantas?

Ela cobra alguma experiência. O nível de dificuldade é fácil e a manutenção de rotina é média, o que dá um índice de facilidade de 56 em 100 no nosso cálculo.

Qual o melhor lugar da casa para ela?

O ambiente que rende melhor é sala de estar. A espécie chega a 1 m a 2,5 m, prefere temperatura entre 18°C a 27°C e umidade do ar de 50% a 70%.

Cresce rápido?

O ritmo é rápido. Na primavera e no verão emite uma folha nova a cada duas ou três semanas quando bem posicionada. No frio praticamente para, e isso é normal.

Qual substrato usar?

Leve, rico em matéria orgânica e com drenagem rápida. Uma mistura que funciona bem: 2 partes de substrato para folhagens, 1 parte de casca de pinus e 1 parte de perlita ou areia grossa.

Aguenta ficar sem rega durante uma viagem?

Só por poucos dias. A tolerância ao esquecimento é média: passa duas semanas de férias sem grande estrago.