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Filodendro Brasil

Philodendron hederaceum 'Brasil'

Folha de cetim em forma de coração com uma faixa verde-limão no meio. Trepadeira de folha fina e cordiforme com faixa verde-limão central: aceita meia-sombra, alonga um nó por semana no calor e enraíza em qualquer nó cortado.

60/100
Tranquila com rotina

Índice de facilidade calculado a partir de dificuldade, manutenção, rega, umidade exigida e tolerância a descuido. Como calculamos.

Calendário de rega
Filodendro Brasil (Philodendron hederaceum 'Brasil'), folhagem de interior em detalhe

Foto: Krzysztof Ziarnek, Kenraiz · CC BY-SA 4.0 via Wikimedia Commons

Luz
Luz indireta média
Rega no verão
a cada 6 dias
inverno: a cada 11 dias
Altura em vaso
30 cm a 90 cm
Média (50 cm a 1 m)
Temperatura ideal
19°C a 28°C
mínima tolerada: 13°C
Umidade do ar
45% a 70%
Média
Solo
Leve e arejado, retendo umidade sem compactar
Crescimento
Rápido
Ambiente ideal
Sala de estar
Manutenção
Baixa
Origem
Sub-bosque úmido das Antilhas ao litoral brasileiro; o cultivar Brasil nasceu de seleção em viveiro
Escalas de cultivo

O que cada nota significa nesta espécie

As mesmas 9 escalas são aplicadas a todas as espécies do catálogo, o que permite a comparação direta entre duas plantas quaisquer.

Necessidade de luz 3/5
Luz média

Precisa de um ponto claro, a 1 ou 2 metros de uma janela, sem raios batendo na folha.

Frequência de rega 3/5
Moderada

Rega a cada 7 a 10 dias, quando os primeiros centímetros secam.

Nível de dificuldade 2/5
Fácil

Poucos cuidados resolvem; erros pontuais não deixam marca.

Umidade do ar ideal 3/5
Média

Agradece um agrupamento de vasos ou um prato com pedras úmidas.

Tamanho médio 3/5
Média

Ocupa um canto de móvel ou um vaso de chão baixo.

Velocidade de crescimento 4/5
Rápido

Enche o vaso em uma temporada e pede poda ou apoio.

Necessidade de manutenção 2/5
Baixa

Uma limpeza de folhas e adubo ocasional dão conta.

Tolerância ao esquecimento 3/5
Média

Passa duas semanas de férias sem grande estrago.

Tolerância à pouca luz 3/5
Média

Aceita sombra parcial com crescimento mais devagar.

Sobre a filodendro brasil

O Philodendron hederaceum é uma trepadeira de sub-bosque que se fixa nos troncos por raízes curtas emitidas em cada nó, e o cultivar Brasil é uma seleção de viveiro na qual o centro da lâmina vem pintado de verde-limão irregular. A folha é francamente cordiforme, com dois lobos arredondados na base, ponta afilada e espessura de papel: dobra ao toque, reflete a luz como cetim e perde rigidez em poucas horas quando o substrato seca. Cada folha nova brota envolvida por um catáfilo, uma peça esverdeada que seca até parecer casca de cebola e cai sozinha, sem deixar bainha presa ao pecíolo anterior.

A haste é o segundo sinal de reconhecimento: fina como um lápis, flexível e tingida de vinho nos entrenós que recebem claridade direta. No vaso ela avança um nó a cada cinco ou sete dias entre outubro e março, e cada nó traz junto uma folha, uma raiz curta e a chance de uma ramificação futura. Pendurada, forma cortinas de um metro com lâminas de oito a doze centímetros. Amarrada em tutor de fibra de coco, as mesmas hastes engrossam e passam a abrir folhas de quinze a vinte centímetros em duas temporadas, porque o apoio vertical é o gatilho que libera a fase adulta.

A variegação do Brasil é instável e isso surpreende quem compra pelo desenho. É comum um mesmo exemplar emitir hastes inteiramente verdes e outras quase amarelas, sem contorno definido, e as duas versões trazem problema. O ramo verde cresce mais rápido, assume a dominância e em um ano ocupa o vaso inteiro; o ramo quase branco tem pouca clorofila, alonga pouco e seca da ponta para dentro. A condução é simples: a cada dois meses, corte os dois extremos logo acima de um nó e mantenha só as hastes de desenho equilibrado. Claridade fraca acelera a perda da faixa clara.

Duas particularidades merecem decisão antes da compra. As raízes são bem mais finas do que as das aráceas de folha grossa e morrem rápido em substrato saturado: um cachepô sem furo derruba um exemplar bonito em duas semanas, e a folhagem não avisa nada até o colapso. E a seiva contém oxalato de cálcio, que provoca ardência na boca de cães e gatos. Como o vaso costuma ficar suspenso com as pontas balançando na altura do gato, a chance de mordida é maior do que em uma folhagem rígida de chão. Gancho no teto, prateleira fechada ou outra espécie resolvem o impasse.

Também conhecida como: Filodendro-coração, Philodendron Brasil, Filodendro-cordado.

Atenção com animais e crianças

A seiva carrega ráfides de oxalato de cálcio: a mordida provoca ardência imediata na boca, salivação e vômito em cães e gatos, e a haste recém-cortada irrita pele sensível. Nada letal, mas as pontas suspensas balançam justamente na altura em que o gato brinca, o que aumenta a chance de mordida.

Como cuidar

Rotina de cultivo, ponto por ponto

Iluminação

O ponto certo fica a um metro de janela clara, ou colado nela atrás de cortina fina, com quatro a seis horas de claridade forte por dia. Nessa faixa o desenho verde-limão aparece em todas as folhas novas e os entrenós ficam entre três e cinco centímetros. A três metros da janela a planta segue viva, com entrenós de dez a doze centímetros e lâminas cada vez menores. Sol direto por mais de quarenta minutos branqueia as áreas claras, que em dois dias secam e ganham tom de palha. Em corredor iluminado só por lâmpada, mantenha a luz acesa umas dez horas e aceite metade da velocidade.

Rega

Regue quando os dois primeiros centímetros do substrato estiverem secos e as folhas mais baixas começarem a perder tensão: no verão isso dá uma rega a cada seis dias, no inverno a cada onze. Aplique água até escorrer pelos furos, espere dez minutos e esvazie o prato. A lâmina fina avisa cedo, murchando por inteiro, e se recompõe em três ou quatro horas depois de uma rega generosa, mas duas ou três repetições desse episódio deixam borda seca permanente. Vaso suspenso seca cerca de trinta por cento mais rápido do que vaso de chão, porque o ar circula em volta dele.

Solo e substrato

Monte uma mistura leve que segure umidade sem virar bloco: três partes de substrato para folhagens, uma de casca de pinus de granulometria média e uma de perlita. O alvo é o vaso voltar a ficar apenas levemente úmido, e não pesado, três dias depois da rega. Fibra de coco pode substituir metade do substrato pronto e ajuda a segurar água nos vasos suspensos, que perdem umidade mais rápido. Terra de jardim pura compacta em quatro ou cinco meses, e a água passa a escorrer pelas laterais sem molhar o miolo. Renove o material a cada dezoito meses, mesmo mantendo o diâmetro.

Umidade do ar

A faixa confortável vai de 45% a 70%. Abaixo de 40% por semanas seguidas, a borda da folha fina seca em um contorno marrom de um a dois milímetros que não regenera. Agrupar três ou quatro vasos, apoiar o conjunto em um prato de trinta centímetros com pedras molhadas ou aproveitar o vapor diário de um banheiro rende muito mais do que borrifar. A borrifada eleva a umidade por dez ou quinze minutos e, sem ventilação, deixa gota parada no catáfilo, onde nasce mancha escura. Não pendure o vaso na linha do jato do ar-condicionado nem sobre aquecedor.

Temperatura

Trabalha entre 19 °C e 28 °C e aguenta picos de 32 °C desde que o substrato não seque por completo. Entre 15 °C e 18 °C o alongamento cai para um nó por mês; abaixo de 13 °C surgem manchas escuras e encharcadas na base da lâmina, que antecedem a queda do pecíolo. Nas noites de junho a agosto, afaste o vaso uns trinta centímetros do vidro: a superfície fria da janela cria um bolsão vários graus abaixo da média do ambiente. Corrente de ar por fresta em madrugada fria estraga mais do que a temperatura média do mês.

Adubação

De outubro a março, adube a cada quinze dias com fertilizante equilibrado para folhagens na metade da dose do rótulo, ou uma vez por mês na dose cheia. De abril a setembro, suspenda: sem crescimento, o sal fica retido no substrato e queima a ponta das raízes finas. O indicador de excesso é a crosta esbranquiçada na borda do vaso e nas pedras do prato. Quando ela aparecer, leve o vaso à pia e passe água por dois minutos, algo em torno de três vezes o volume do recipiente, antes de retomar a rotina normal de adubo.

Poda e limpeza

A poda é o que mantém o desenho vivo. Duas vezes por ano, na primavera e no fim do verão, encurte em um terço as hastes que passaram de oitenta centímetros, cortando meio centímetro acima de um nó com tesoura desinfetada em álcool a 70%. Em duas ou três semanas nascem dois brotos naquele ponto. Corte rente as hastes que voltaram totalmente verdes e também as que perderam quase toda a clorofila. Folha amarela isolada sai junto ao pecíolo, sem deixar toco, porque o tecido morto vira porta de entrada para fungos. Guarde as pontas retiradas: elas viram mudas.

Vaso e transplante

Furo de drenagem é obrigatório, e cachepô decorativo só funciona com o vaso plástico dentro, retirado na hora da rega e devolvido depois de escorrer. Para efeito pendente cheio, prefira recipiente raso e largo, de dezoito a vinte e dois centímetros de boca e no máximo quinze de fundura, com cinco ou seis mudas plantadas juntas. Transplante a cada dois anos, aumentando o diâmetro em dois ou três centímetros, quando as raízes começarem a sair pelos furos. Teste alça e gancho com o dobro do peso do conjunto molhado, que passa fácil de três quilos.

Propagação

Corte trechos com dois ou três nós, retire a folha do nó mais baixo e enterre esse nó em substrato leve e úmido, ou mergulhe apenas ele em um copo de água em local claro. Na água, raízes brancas aparecem entre oito e quinze dias; direto na terra o processo demora um pouco mais e rende raiz mais firme. Plante quando passarem de cinco centímetros, três estacas por vaso de doze centímetros de boca. Escolha estacas de trecho bem variegado: a muda repete o padrão da haste de origem, então ponta verde só gera planta verde.

Receita de substrato que funciona

3 partes de substrato para folhagens, 1 parte de casca de pinus média e 1 parte de perlita.

Rega ao longo do ano

Intervalo estimado mês a mês

Estimativa para vaso plástico de porte médio, em ambiente de claridade média. Ajuste o vaso, o local e o ar do ambiente na ferramenta completa.

Ajustar às minhas condições
Jan
6
dias entre regas
Verão
Fev
6
dias entre regas
Verão
Mar
7
dias entre regas
Outono
Abr
9
dias entre regas
Outono
Mai
10
dias entre regas
Outono
Jun
11
dias entre regas
Inverno
Jul
11
dias entre regas
Inverno
Ago
11
dias entre regas
Inverno
Set
10
dias entre regas
Primavera
Out
8
dias entre regas
Primavera
Nov
7
dias entre regas
Primavera
Dez
6
dias entre regas
Verão
Como saber a hora certa

Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.

Diagnóstico

Sintomas comuns e o que fazer

A leitura correta do sintoma evita o erro clássico de regar mais uma planta que já está encharcada.

Sintoma Causa provável O que fazer
Entrenós de dez centímetros e folhas de cinco, cada vez mais espaçadas Claridade insuficiente por meses: a haste se estica em busca de luz e economiza tecido na folha. Traga o vaso para um metro de janela clara e corte as hastes esticadas pela metade, acima de um nó. Os brotos seguintes nascem com entrenó curto.
Folhas novas totalmente verdes, sem a faixa clara no centro Pouca luz somada à dominância de uma haste que reverteu: sem a área variegada, ela cresce mais rápido que as demais. Aumente a claridade e corte a haste revertida na base, não na ponta. As gemas que sobram no trecho variegado retomam o desenho na temporada seguinte.
Folhagem inteira murcha e mole no fim da tarde Substrato seco até o fundo ou, na situação oposta, raiz apodrecida que já não absorve água. Levante o vaso: leve indica sede e a rega resolve em quatro horas. Pesado e com cheiro azedo indica podridão, e aí a saída é desenvasar, cortar raiz escura e replantar.
Base do pecíolo escura e amolecida, folha caindo ao primeiro toque Água acumulada no prato ou dentro do cachepô fechado, com substrato saturado por dias. Descarte o substrato encharcado, replante em mistura arejada, espere cinco dias para regar e passe a esvaziar o prato dez minutos depois de cada rega.
Contorno marrom fino acompanhando toda a borda da folha Ar seco prolongado ou sal de fertilizante acumulado no substrato. Lave o substrato na pia a cada dois meses, reduza o adubo à metade e agrupe vasos para elevar a umidade em volta da folhagem em cinco a dez pontos percentuais.

Pragas que aparecem com mais frequência

  • Cochonilha-farinhenta: Grumos brancos com aspecto de algodão escondidos no nó, atrás do catáfilo seco e no encaixe do pecíolo com a haste. Retire o catáfilo seco, limpe cada foco com cotonete e álcool a 70% e trate a planta inteira com calda de sabão neutro em três aplicações espaçadas por cinco dias.
  • Tripes: Riscos prateados na superfície da lâmina, pontinhos escuros de excremento e folhas novas que abrem enrugadas e deformadas. Elimine as folhas novas deformadas, lave a folhagem com atenção ao verso e aplique óleo de neem em três sessões semanais, alcançando também a superfície do substrato.
  • Ácaro-rajado: Perda de brilho do cetim, pontuação clara no verso e fio de teia nas axilas, quase sempre em ambiente com ar-condicionado ligado o dia inteiro. Leve o vaso ao chuveiro e lave folha por folha com água morna, repita em sete dias e mantenha a umidade acima de 50% para interromper a reinfestação.

Dicas de cultivo

  • Plante cinco ou seis estacas no mesmo vaso desde o início. Uma muda solitária leva perto de um ano para dar aparência de vaso cheio, e o efeito pendente depende de volume na boca do recipiente.
  • Na compra, levante a folhagem e olhe a base. Haste nua embaixo com folha só nas pontas indica exemplar estiolado no viveiro, que vai exigir poda severa antes de ficar bonito.
  • Enrole as hastes mais longas em volta da própria borda do vaso, prendendo os nós com clipes de arame. Cada nó em contato com o substrato enraíza e engrossa a touceira sem gasto nenhum.
  • Reserve as estacas de trecho bem variegado para formar vasos novos e descarte as pontas verdes. É a única maneira de manter o desenho estável de uma geração para outra.
  • Passe um pano macio úmido nas folhas a cada três semanas: a superfície acetinada acumula poeira que apaga o contraste entre o verde-escuro e a faixa clara.
Erro mais comum

Deixar o ramo totalmente verde crescer à vontade até ele dominar o vaso e apagar o desenho do cultivar.

Curiosidades

  • O nome do cultivar veio das cores: a faixa verde-limão sobre verde-escuro lembrou aos viveiristas a bandeira brasileira, e a etiqueta Brasil pegou no comércio internacional mesmo com a seleção tendo sido feita fora do país.
  • A espécie acumulou uma pilha de sinônimos ao longo de dois séculos, entre eles Philodendron scandens e Philodendron oxycardium. O filodendro de folha aveludada vendido como micans é a mesma espécie, apenas outra forma.
  • O catáfilo que protege a folha nova é uma folha modificada sem lâmina. Em algumas espécies do gênero ele persiste como uma fibra seca agarrada à haste por meses; neste caso ele resseca e solta em cerca de duas semanas.
  • Philodendron significa amigo da árvore, referência às raízes que abraçam o tronco hospedeiro. A planta não parasita nada: usa a árvore apenas como escada para chegar mais perto da luz do dossel.
Boa escolha para

prateleira alta · nichos e estantes · gancho no teto · primeira trepadeira. Menos indicada para: casas com gatos que roem folhagem pendente e cantos onde a lâmpada fica apagada o dia inteiro.

Comparações diretas

Coloque a filodendro brasil frente a frente

As espécies abaixo têm exigências parecidas e costumam disputar o mesmo lugar da casa. A afinidade indica o quanto elas se aproximam nas 9 escalas.

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Luz média
Moderada
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Luz média
Moderada
Fácil
Ver ficha
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a filodendro brasil

De quanto em quanto tempo regar a filodendro brasil?

Em média, a cada 6 dias no verão e a cada 11 dias no inverno. Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.

Filodendro Brasil precisa de sol direto?

Não. A espécie trabalha com luz indireta média e o sol direto pode marcar as folhas de forma permanente.

É tóxica para cães e gatos?

A seiva carrega ráfides de oxalato de cálcio: a mordida provoca ardência imediata na boca, salivação e vômito em cães e gatos, e a haste recém-cortada irrita pele sensível. Nada letal, mas as pontas suspensas balançam justamente na altura em que o gato brinca, o que aumenta a chance de mordida.

Serve para quem nunca cuidou de plantas?

Sim, é uma boa primeira planta. O nível de dificuldade é fácil e a manutenção de rotina é baixa, o que dá um índice de facilidade de 60 em 100 no nosso cálculo.

Qual o melhor lugar da casa para ela?

O ambiente que rende melhor é sala de estar. A espécie chega a 30 cm a 90 cm, prefere temperatura entre 19°C a 28°C e umidade do ar de 45% a 70%.

Cresce rápido?

O ritmo é rápido. De outubro a março cada haste ganha de quarenta a setenta centímetros, avançando um nó a cada cinco ou sete dias. De maio a agosto o alongamento praticamente cessa e retoma sozinho na primavera.

Qual substrato usar?

Leve e arejado, retendo umidade sem compactar. Uma mistura que funciona bem: 3 partes de substrato para folhagens, 1 parte de casca de pinus média e 1 parte de perlita.

Aguenta ficar sem rega durante uma viagem?

Só por poucos dias. A tolerância ao esquecimento é média: passa duas semanas de férias sem grande estrago.