- Urticaceae
- Luz média
- Rega moderada
- Segura para pets
Planta-do-dinheiro-chinesa
Pilea peperomioides
Folhas redondas em pecíolos que giram atrás da luz. Compacta de folhas circulares em hastes finas, fácil de multiplicar por brotos e ideal para mesa perto de janela clara.
Índice de facilidade calculado a partir de dificuldade, manutenção, rega, umidade exigida e tolerância a descuido. Como calculamos.
Foto: Husky · CC0 via Wikimedia Commons
O que cada nota significa nesta espécie
As mesmas 9 escalas são aplicadas a todas as espécies do catálogo, o que permite a comparação direta entre duas plantas quaisquer.
Precisa de um ponto claro, a 1 ou 2 metros de uma janela, sem raios batendo na folha.
Rega a cada 7 a 10 dias, quando os primeiros centímetros secam.
Poucos cuidados resolvem; erros pontuais não deixam marca.
Não faz exigências: qualquer sala comum serve.
Boa para aparador, cabeceira e bancada.
Cresce de forma visível a cada estação quente.
Uma limpeza de folhas e adubo ocasional dão conta.
Aguenta cerca de uma semana antes de reclamar.
Sobrevive em canto escuro, mas cresce torta e sem cor.
Sobre a planta-do-dinheiro-chinesa
A pileia pertence à família da urtiga, embora não tenha nenhum pelo urticante. O traço que a torna inconfundível é a folha peltada: o pecíolo se conecta ao centro do disco, e não à borda, o que faz cada folha parecer uma pequena bandeja equilibrada em um cabo verde. Como cada pecíolo se move de forma independente atrás da claridade, a planta assume aquele arranjo desencontrado de discos em alturas diferentes, que muda de aparência conforme o ângulo de quem olha.
Em vaso ela cresce a partir de um caule único que engrossa e vai perdendo as folhas de baixo, deixando à mostra um pequeno tronco com cicatrizes circulares. Isso não é doença, é a arquitetura da espécie, e com o tempo o exemplar ganha aspecto de árvore em miniatura. Ao mesmo tempo, a base emite brotos que furam o substrato ao redor do caule principal, formando uma pequena colônia que pode ser separada ou mantida junta para dar volume.
A armadilha aqui é a água. As raízes são finas e o substrato de vaso pequeno demora a secar em ambiente sem ventilação, então a rega semanal automática apodrece a base do caule com facilidade. O sintoma inicial é traiçoeiro: folhas de baixo amarelando e caindo, o que muita gente interpreta como falta de nutriente e trata com adubo, agravando o quadro. Conferir a umidade do substrato com o dedo antes de cada rega evita quase todos os problemas dessa planta.
A pileia também é sensível a mudanças bruscas de posição. Ao ir de uma estufa de produção para uma sala escura, ela derruba várias folhas em poucos dias e leva semanas para retomar. Vale escolher o lugar definitivo antes de comprar, de preferência a um metro de uma janela clara, e girar o vaso com regularidade para que os pecíolos não se inclinem todos para o mesmo lado, o que desequilibra o caule e chega a tombar o exemplar.
Também conhecida como: Pileia, Planta-panqueca, Planta-da-moeda.
Não há relato de toxicidade para cães e gatos, e a espécie não produz látex nem oxalato irritante. A ingestão de folhas em quantidade pode causar desconforto digestivo passageiro, como acontece com praticamente qualquer vegetal fora da dieta do animal.
Rotina de cultivo, ponto por ponto
Iluminação
Claridade indireta abundante é o cenário perfeito: um metro de distância de janela leste ou norte, sem raio de sol batendo no disco da folha. Meia hora de sol da manhã não incomoda, mas o sol da tarde marca a superfície com pontos claros permanentes. Em ambiente escuro os pecíolos se alongam além de quinze centímetros, as folhas ficam menores e a planta pende para o lado da fonte de luz até tombar.
Rega
Molhe quando os três centímetros superiores estiverem secos, o que costuma dar oito dias no verão e treze no inverno. Água em quantidade de uma vez, até escorrer, é melhor do que pouca água todos os dias, porque a raiz precisa alternar entre úmido e arejado. As folhas denunciam os dois extremos com clareza: murcham e ficam moles na sede, amarelam e caem da base para cima no excesso.
Solo e substrato
Use um substrato claramente mais leve do que terra comum, com perlita à vista na mistura. Vaso pequeno com substrato pesado é a receita da podridão de caule nessa espécie, porque a base fica em contato permanente com material úmido. Uma camada de dois centímetros de areia grossa na superfície ajuda a manter o colo do caule seco e desestimula mosquinhas atraídas pela matéria orgânica exposta.
Umidade do ar
Não é exigente: entre 40% e 60% de umidade relativa ela se comporta bem, o que cobre a média das casas e escritórios. Ar muito seco de aquecedor deixa as bordas das folhas com um contorno fino e amarronzado, corrigido com um prato de pedras umedecidas embaixo do vaso. Borrifar água sobre os discos deixa marcas de mineral quando seca, e por isso não é recomendado.
Temperatura
A faixa preferida vai de 16 °C a 25 °C, com boa tolerância a noites frescas. Abaixo de 12 °C as folhas ficam translúcidas nas bordas e o crescimento para; acima de 30 °C, sobretudo com sol direto, o pecíolo perde firmeza e as folhas encurvam. Evite deixar o vaso sobre eletrodomésticos que aquecem e em batentes de janela que esquentam muito no meio do dia.
Adubação
De outubro a março, fertilizante equilibrado a cada trinta dias, na metade da dose de rótulo, é suficiente. Ela consome pouco e responde mal ao excesso: dose alta produz folhas grandes e frágeis, com pecíolos que não sustentam o peso. Suspenda no outono e no inverno. Se a planta acabou de ganhar substrato novo, aguarde de seis a oito semanas antes da primeira adubação.
Poda e limpeza
Não precisa de poda de formação. O trabalho de rotina é retirar as folhas amarelas rente ao caule, com tesoura, e limpar a poeira dos discos com um pano macio e seco a cada duas semanas, já que a superfície plana e horizontal acumula muito mais pó do que uma folha inclinada. Se o caule principal ficar torto e alto demais, corte-o acima de uma cicatriz e enraíze a ponta.
Vaso e transplante
Prefira vaso de boca média, um pouco maior do que o diâmetro da folhagem, e sempre com furo. A planta fica pesada na parte de cima e um vaso estreito tomba com facilidade, então base larga ou vaso de cerâmica pesada ajudam na estabilidade. Transplante a cada dois anos, ou quando os brotos da base já não tiverem espaço. Não exagere no salto de tamanho: dois a três centímetros bastam.
Propagação
É onde ela brilha. Os brotos que surgem do substrato ao redor do caule vêm de rizomas e já trazem raízes próprias: com o vaso de lado, escave um deles com uma colher, separe com faca limpa e plante em vaso de oito centímetros. Aguarde os brotos passarem de cinco centímetros de altura antes de retirá-los. Brotos que nascem no próprio caule também enraízam se cortados e mantidos em água por duas semanas.
2 partes de substrato para folhagens, 1 parte de perlita e 1 parte de fibra de coco.
Intervalo estimado mês a mês
Estimativa para vaso plástico de porte médio, em ambiente de claridade média. Ajuste o vaso, o local e o ar do ambiente na ferramenta completa.
Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.
Sintomas comuns e o que fazer
A leitura correta do sintoma evita o erro clássico de regar mais uma planta que já está encharcada.
| Sintoma | Causa provável | O que fazer |
|---|---|---|
| Folhas de baixo amarelando e caindo, uma após a outra | Excesso de água no substrato, que sufoca as raízes finas próximas ao caule. | Pare de regar até os três centímetros de cima secarem, confira se o furo do vaso está desobstruído e, se o substrato estiver pesado, replante em mistura com perlita. |
| Pecíolos muito longos e planta inclinada para um lado | Luz insuficiente e vaso sempre na mesma posição. | Aproxime de uma janela clara e gire o vaso um quarto de volta por semana. Pecíolos já esticados não encurtam, mas as folhas novas nascem com haste curta. |
| Base do caule escura e mole, com a planta bambeando no vaso | Podridão de colo por umidade constante em contato com o caule. | Corte o caule acima da parte apodrecida, deixe a superfície cortada secar por algumas horas e enraíze a ponta sadia em água, substituindo todo o substrato antigo. |
| Bordas das folhas enroladas para baixo, com contorno seco | Ar seco de aquecedor ou ar-condicionado, às vezes combinado com sede. | Coloque o vaso sobre prato largo com pedras molhadas, afaste da saída de ar e reveja o intervalo de rega, encurtando um ou dois dias. |
| Manchas claras e secas no meio dos discos das folhas | Sol direto atravessando o vidro da janela nas horas mais fortes. | Recue o vaso um metro ou coloque cortina fina. Corte só as folhas com mais de metade da área comprometida, porque a mancha não regenera. |
Pragas que aparecem com mais frequência
- Mosquinha do substrato: Insetos escuros e pequenos voando junto ao vaso, especialmente nas horas seguintes à rega. Deixe a superfície secar bem entre regas, cubra com dois centímetros de areia grossa e use armadilha adesiva amarela para interromper o ciclo dos adultos.
- Cochonilha-farinhenta: Tufos brancos no encontro do pecíolo com o caule e junto aos brotos da base. Limpe cada ponto com cotonete e álcool a 70%, depois aplique calda de sabão neutro por três semanas seguidas, uma vez por semana.
- Tripes: Riscos prateados na superfície dos discos e pontinhos escuros de excremento no verso. Remova as folhas mais atingidas, lave a planta com jato suave e aplique óleo de neem diluído em duas aplicações, com uma semana de intervalo.
Dicas de cultivo
- Escolha o lugar antes de comprar e evite mudar depois. Ela reage a troca de ambiente derrubando folhas por alguns dias.
- Deixe os brotos da base crescerem cinco centímetros antes de separá-los. Mudas menores enraízam mal e param de crescer no vaso novo.
- Se o caule principal ficar comprido e desengonçado, decapite sem medo: a ponta enraíza em água e a base rebrota com várias hastes.
- Limpe o pó dos discos com pano seco, nunca com produto de brilho. A superfície é horizontal, acumula muito pó e reflete bem a luz quando limpa.
- Um vaso de cerâmica pesada resolve o problema de tombamento sem nenhuma outra intervenção, já que o peso da planta fica todo na parte de cima.
Regar em intervalo fixo semanal, o que mantém a base do caule sempre úmida e leva à podridão de colo.
Curiosidades
- A espécie ficou conhecida no Ocidente por vias domésticas: um missionário norueguês levou mudas de Yunnan nos anos 1940 e a planta se espalhou pela Escandinávia através de brotos trocados entre vizinhos, muito antes de aparecer em viveiro comercial.
- Durante décadas ela circulou em coleções particulares sem identificação confiável, ao ponto de instituições botânicas europeias publicarem pedidos de informação para descobrir o nome correto da planta que tanta gente cultivava.
- A folha peltada, com o pecíolo preso no centro do disco, é uma característica pouco comum entre plantas de interior e é a maneira mais segura de reconhecer a espécie em uma prateleira de floricultura.
- Um exemplar adulto produz brotos suficientes para render vários vasos por ano, o que explica sua reputação de planta que se recebe de presente e se devolve multiplicada.
mesa de trabalho · prateleira perto de janela · quem gosta de dar mudas. Menos indicada para: cantos escuros e locais com sol direto na maior parte do dia.
Coloque a planta-do-dinheiro-chinesa frente a frente
As espécies abaixo têm exigências parecidas e costumam disputar o mesmo lugar da casa. A afinidade indica o quanto elas se aproximam nas 9 escalas.


Planta-do-dinheiro-chinesa ou Singônio?
97% de afinidade nas escalas de cultivo


Planta-do-dinheiro-chinesa ou Hera-inglesa?
97% de afinidade nas escalas de cultivo


Planta-do-dinheiro-chinesa ou Peperômia-melancia?
96% de afinidade nas escalas de cultivo


Planta-do-dinheiro-chinesa ou Filodendro Brasil?
94% de afinidade nas escalas de cultivo
Se gostou desta, considere também
Hera-inglesa
Hedera helix
97% de afinidade com a planta-do-dinheiro-chinesa. Trepadeira rústica que prefere ambientes frescos.
Peperômia-melancia
Peperomia argyreia
96% de afinidade com a planta-do-dinheiro-chinesa. Folhas com desenho de casca de melancia.
Filodendro Brasil
Philodendron hederaceum 'Brasil'
94% de afinidade com a planta-do-dinheiro-chinesa. Folha de cetim em forma de coração com uma faixa verde-limão no meio.
Dúvidas sobre a planta-do-dinheiro-chinesa
De quanto em quanto tempo regar a planta-do-dinheiro-chinesa?
Em média, a cada 8 dias no verão e a cada 13 dias no inverno. Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.
Planta-do-dinheiro-chinesa precisa de sol direto?
Não. A espécie trabalha com luz indireta média e o sol direto pode marcar as folhas de forma permanente.
É tóxica para cães e gatos?
Não há relato de toxicidade para cães e gatos, e a espécie não produz látex nem oxalato irritante. A ingestão de folhas em quantidade pode causar desconforto digestivo passageiro, como acontece com praticamente qualquer vegetal fora da dieta do animal.
Serve para quem nunca cuidou de plantas?
Ela cobra alguma experiência. O nível de dificuldade é fácil e a manutenção de rotina é baixa, o que dá um índice de facilidade de 56 em 100 no nosso cálculo.
Qual o melhor lugar da casa para ela?
O ambiente que rende melhor é escritório. A espécie chega a 20 cm a 40 cm, prefere temperatura entre 16°C a 25°C e umidade do ar de 40% a 60%.
Cresce rápido?
O ritmo é moderado. Abre de duas a quatro folhas por mês no calor e produz brotos na base a partir do segundo ano. No inverno praticamente estaciona.
Qual substrato usar?
Leve, arejado e de secagem rápida. Uma mistura que funciona bem: 2 partes de substrato para folhagens, 1 parte de perlita e 1 parte de fibra de coco.
Aguenta ficar sem rega durante uma viagem?
Só por poucos dias. A tolerância ao esquecimento é pequena: aguenta cerca de uma semana antes de reclamar.