Maranta-tricolor ou Lírio-da-paz?
Comparação em 19 pontos de cultivo, com destaque para o lado que exige menos trabalho em cada critério.
Maranta-tricolor
Maranta leuconeura
Pede atenção
- Meia-sombra
- 5 dias no verão
- Pequena
com vantagem
7 empates
Lírio-da-paz
Spathiphyllum wallisii
Tranquila com rotina
- Meia-sombra
- 5 dias no verão
- Média
Lírio-da-paz é a opção mais tranquila do par: 51 pontos de facilidade contra 42 de Maranta-tricolor. As duas trabalham na mesma faixa de luz: meia-sombra. No espaço ocupado a diferença também aparece: Maranta-tricolor (25 cm a 40 cm) contra Lírio-da-paz (35 cm a 90 cm).
Depende do que você precisa
Não existe planta melhor em termos absolutos. Para cada situação de uso, uma das duas leva vantagem por motivos diferentes.
Lírio-da-paz perdoa mais erros: fácil e manutenção média.
Empate: as duas seguram intervalos parecidos entre regas.
As duas lidam de forma semelhante com pouca claridade.
Maranta-tricolor aproveita a umidade alta: faixa ideal de 60% a 80%.
Lírio-da-paz cresce em ritmo moderado e chega a 35 cm a 90 cm.
Maranta-tricolor fica em 25 cm a 40 cm, porte pequena.
Maranta-tricolor não tem toxicidade relatada para cães e gatos.
Critério por critério
9 escalas de esforço e mais 10 dados técnicos de ficha. A marca indica o lado que dá menos trabalho — quando isso faz sentido no critério.
| Critério | Maranta-tricolor | Lírio-da-paz |
|---|---|---|
| Necessidade de luz Quantidade de claridade que a espécie precisa receber por dia para manter folhas firmes e coloridas. |
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| Frequência de rega Com que frequência o substrato precisa receber água em condições normais de interior. |
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| Nível de dificuldade Quanta experiência a espécie cobra para se manter bonita ao longo dos meses. |
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| Umidade do ar ideal Quanto vapor de água a espécie quer no ar em volta das folhas. |
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| Tamanho médio Altura que a planta costuma alcançar cultivada dentro de casa, em vaso. |
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| Velocidade de crescimento Ritmo com que a planta emite folhas novas e ganha volume na primavera e no verão. |
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| Necessidade de manutenção Trabalho de rotina além da rega: poda, limpeza de folhas, adubo, giro do vaso e transplante. |
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| Tolerância ao esquecimento Quanto tempo a planta atravessa sem água antes de dar sinal de sofrimento. |
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| Tolerância à pouca luz Capacidade de seguir saudável em ambientes escuros, longe de janelas. |
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| Intervalo de rega no verão Dias entre uma rega e a próxima na estação quente. |
5 dias
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5 dias
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| Intervalo de rega no inverno Dias entre regas quando o crescimento desacelera. |
9 dias
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9 dias
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| Altura em vaso Faixa de altura mais comum quando cultivada dentro de casa. |
25 cm a 40 cm
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35 cm a 90 cm
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| Temperatura recomendada Faixa em que a espécie cresce sem estresse. |
20°C a 27°C
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18°C a 28°C
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| Umidade do ar ideal Percentual de umidade relativa preferido pela folhagem. |
60% a 80%
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55% a 75%
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| Tipo de solo Perfil de substrato que sustenta a planta com segurança. |
Leve, com boa retenção de umidade e drenagem livre
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Rico em matéria orgânica, umidade constante e drenagem funcionando
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| Ambiente mais indicado Espaço da casa em que a espécie rende melhor. |
Quarto
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Banheiro
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| Segurança para pets Presença de compostos tóxicos em caso de mordida ou ingestão. |
Sem toxicidade relatada
mais segura
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Tóxica se ingerida
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| Propagação Forma mais confiável de multiplicar a espécie em casa. |
Estaca de caule com um nó abaixo da folha, em água ou substrato
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Divisão da touceira na primavera, com rizoma e raízes em cada parte
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| Floração dentro de casa Se a espécie costuma florescer em ambiente interno. |
Raro em interior
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Sim, com condições adequadas
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Rega das duas ao longo do ano
O intervalo entre regas muda com a estação. No verão, Maranta-tricolor pede água a cada 5 dias e Lírio-da-paz a cada 5 dias. No inverno os dois intervalos se abrem para 9 e 9 dias.
Se as duas forem para a mesma casa, vale lembrar que elas não devem entrar na mesma rotina de rega: regar as duas no mesmo dia é o caminho mais rápido para encharcar a mais resistente à seca.
Toxicidade e convivência
Maranta-tricolor: Não consta em listas de plantas tóxicas para cães e gatos, e está entre as folhagens mais indicadas para casas com animais. A ressalva vale para qualquer espécie: folha em quantidade pode provocar vômito ou fezes moles, e o substrato adubado costuma incomodar o estômago mais do que a folha em si.
Lírio-da-paz: Folhas, pecíolos e espata carregam ráfides de oxalato de cálcio. A mordida provoca ardência imediata, salivação abundante, dificuldade para engolir e vômito em cães e gatos, com inchaço da boca que pode durar algumas horas. A seiva também irrita pele sensível durante a divisão da touceira.



