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Pau-d'água

Dracaena fragrans

Tronco robusto com folhagem larga e listrada. Dracena de folhas largas e arqueadas sobre tronco grosso, que aguenta pouca luz, intervalos longos de rega e ar-condicionado sem reclamar.

75/100
Muito tranquila

Índice de facilidade calculado a partir de dificuldade, manutenção, rega, umidade exigida e tolerância a descuido. Como calculamos.

Calendário de rega
Pau-d'água (Dracaena fragrans), folhagem de interior em detalhe

Foto: Rosina Peixoto · CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons

Luz
Meia-sombra
Rega no verão
a cada 13 dias
inverno: a cada 20 dias
Altura em vaso
1 m a 2 m
Grande (1 a 2 m)
Temperatura ideal
18°C a 28°C
mínima tolerada: 13°C
Umidade do ar
40% a 60%
Baixa
Solo
Fértil, solto e com drenagem eficiente
Crescimento
Lento
Ambiente ideal
Escritório
Manutenção
Baixa
Origem
Sub-bosque de florestas tropicais da África, do Sudão à Costa do Marfim
Escalas de cultivo

O que cada nota significa nesta espécie

As mesmas 9 escalas são aplicadas a todas as espécies do catálogo, o que permite a comparação direta entre duas plantas quaisquer.

Necessidade de luz 2/5
Meia-sombra

Aceita cantos claros, longe da janela, com poucas horas de claridade.

Frequência de rega 2/5
Espaçada

Rega a cada 12 a 18 dias, sempre com o substrato bem seco.

Nível de dificuldade 2/5
Fácil

Poucos cuidados resolvem; erros pontuais não deixam marca.

Umidade do ar ideal 2/5
Baixa

Não faz exigências: qualquer sala comum serve.

Tamanho médio 4/5
Grande

Vira ponto focal do ambiente e precisa de vaso de chão.

Velocidade de crescimento 2/5
Lento

Ganha corpo devagar, sem precisar de troca de vaso frequente.

Necessidade de manutenção 2/5
Baixa

Uma limpeza de folhas e adubo ocasional dão conta.

Tolerância ao esquecimento 4/5
Grande

Fica bem por três a quatro semanas sem rega.

Tolerância à pouca luz 4/5
Grande

Segue bonita em salas internas e corredores claros.

Sobre a pau-d'água

Espécie africana de sub-bosque, o pau-d'água cresce à sombra de árvores maiores em regiões que vão do Sudão à Costa do Marfim, e essa origem explica a tolerância dele a ambientes internos pouco iluminados. O caule é grosso, marcado por anéis, e armazena água e amido suficientes para a planta atravessar semanas de seca. As folhas são largas, arqueadas e passam de sessenta centímetros nas variedades maiores, com uma faixa amarelo-clara no centro na forma mais vendida.

Boa parte dos exemplares no comércio nasce de um método curioso: troncos maduros são cortados em toras, enraizados em viveiro e depois brotam tufos novos no topo. É por isso que tantos vasos trazem duas ou três toras de alturas diferentes, cada uma com seu penacho. Esse ponto muda o cuidado, porque a tora é um tecido lenhoso exposto e, se ficar constantemente úmida, apodrece de dentro para fora sem apresentar sintoma externo evidente até tarde demais.

Como a marginata, a espécie reage ao flúor da água tratada com pontas secas, mas o problema mais frequente em casa é outro: confundir tolerância a pouca luz com ausência de necessidade de luz. Em sombra profunda a planta continua viva por muito tempo, só que as folhas novas saem estreitas, a faixa central perde definição e o tufo vai ficando ralo. Vale avaliar a claridade real do canto antes de decidir onde o vaso vai ficar.

O epíteto fragrans não é casual: quando amadurece e recebe luz suficiente, a planta produz uma panícula de flores brancas de perfume adocicado muito forte, quase enjoativo à noite. Em interior isso raramente acontece e, quando acontece, costuma exigir muitos anos de cultivo estável. Outro detalhe é a limpeza, já que as folhas largas acumulam poeira rápido e ficam opacas, o que reduz a fotossíntese justamente em uma planta que já vive com pouca luz disponível.

Também conhecida como: Dracena-de-milho, Árvore-da-felicidade, Dracena-massangeana.

Atenção com animais e crianças

Contém saponinas que causam vômito, salivação e perda de apetite em cães e gatos, e em gatos pode haver ainda pupilas dilatadas. As folhas caídas continuam sendo um risco, então vale recolher o que se soltar no chão.

Como cuidar

Rotina de cultivo, ponto por ponto

Iluminação

Meia-sombra é o ponto de conforto: claridade suficiente para ler sem acender a luz, a dois ou três metros de uma janela. É uma das poucas folhagens grandes que se mantêm apresentáveis em escritório iluminado apenas por lâmpada, desde que sejam dez horas de luz por dia. Sol direto por horas queima manchas claras nas folhas largas. Se a faixa amarela do centro estiver sumindo, o problema é falta de claridade, e não falta de adubo.

Rega

Regue quando dois terços do substrato estiverem secos, o que costuma dar treze dias no verão e vinte no inverno. Molhe ao redor do tronco, nunca sobre ele, e jamais deixe água acumular na coroa de folhas ou na base da tora. Use água filtrada ou de chuva sempre que possível. Em exemplares formados por toras, a atenção é redobrada: o interior lenhoso apodrece sem dar sinal externo até o tronco amolecer sob o dedo.

Solo e substrato

Substrato solto com perlita e casca de pinus mantém ar em volta das raízes grossas e evita a compactação típica de vasos grandes que ficam anos sem troca. Terra pesada de jardim é o pior cenário, porque retém água no fundo, onde se concentram as raízes principais, e cria o ambiente perfeito para podridão. Ao replantar, mantenha a base do tronco exatamente na mesma profundidade em que estava antes.

Umidade do ar

Aceita bem 40% a 60% de umidade relativa e passa o inverno em ambiente aquecido sem grandes marcas. O que aparece em ar muito seco é o triângulo marrom na ponta das folhas, agravado quando a água tem muito flúor. Uma bandeja larga com argila expandida úmida sob o vaso amortece a secura, e uma limpeza mensal com pano úmido nas duas faces das folhas ajuda mais do que borrifadas rápidas de água.

Temperatura

Entre 18 °C e 28 °C tudo funciona bem. Abaixo de 13 °C as folhas escurecem em manchas encharcadas e o crescimento para. Nunca deixe o vaso próximo de porta que abre para a rua no inverno nem sob a saída do ar-condicionado: o gênero inteiro reage mal a fluxo de ar frio constante, e o dano aparece nas pontas em menos de uma semana. Calor de 32 °C é tolerado com a raiz úmida.

Adubação

Fertilizante equilibrado a meia dose a cada quarenta e cinco dias na primavera e no verão dá conta do recado. O crescimento é lento e o consumo, baixo; dose cheia acumula sal e queima as pontas. Se a planta vive em ambiente de luz fraca, adube apenas duas vezes ao ano, porque ali o fator limitante é a claridade e não o nutriente. Lave o substrato com água abundante a cada seis meses.

Poda e limpeza

Corte o tronco na altura desejada no começo da primavera, usando serrote fino para não esmagar o tecido. Em quatro a oito semanas surgem dois ou três brotos abaixo do corte, e o resultado é uma planta mais cheia. Folhas velhas e amarelas devem ser puxadas para baixo até soltarem inteiras. Vale também remover brotos fracos do tronco para concentrar energia em dois ou três penachos bem formados.

Vaso e transplante

Vaso de base larga e paredes rígidas, com furo generoso. Aumente o diâmetro em quatro ou cinco centímetros por transplante, feito a cada três anos: essa espécie fica bem com a raiz um pouco apertada e sofre em vaso grande demais. Exemplares de dois metros com duas toras exigem vaso pesado, porque um recipiente plástico leve com substrato seco tomba com um simples esbarrão no penacho.

Propagação

A rota clássica é a estaca de tora. Corte um pedaço de tronco de vinte a trinta centímetros, marque o topo para não inverter o sentido, deixe secar por dois dias e enterre um terço em substrato arenoso e úmido, em local quente e claro. As raízes levam de seis a dez semanas. O topo cortado, com folhas, também enraíza direto no substrato, e brotos laterais com raiz própria podem ser separados no transplante.

Receita de substrato que funciona

2 partes de substrato para folhagens, 1 parte de perlita e 1 parte de casca de pinus.

Rega ao longo do ano

Intervalo estimado mês a mês

Estimativa para vaso plástico de porte médio, em ambiente de claridade média. Ajuste o vaso, o local e o ar do ambiente na ferramenta completa.

Ajustar às minhas condições
Jan
13
dias entre regas
Verão
Fev
13
dias entre regas
Verão
Mar
15
dias entre regas
Outono
Abr
17
dias entre regas
Outono
Mai
18
dias entre regas
Outono
Jun
20
dias entre regas
Inverno
Jul
20
dias entre regas
Inverno
Ago
20
dias entre regas
Inverno
Set
18
dias entre regas
Primavera
Out
16
dias entre regas
Primavera
Nov
14
dias entre regas
Primavera
Dez
13
dias entre regas
Verão
Como saber a hora certa

Enfie o dedo até a segunda falange: só regue se o substrato estiver seco nessa profundidade e o vaso estiver leve.

Diagnóstico

Sintomas comuns e o que fazer

A leitura correta do sintoma evita o erro clássico de regar mais uma planta que já está encharcada.

Sintoma Causa provável O que fazer
Pontas das folhas secas em triângulo marrom Flúor e sais da água tratada, somados a adubo em excesso. Troque para água filtrada ou de chuva, lave o substrato duas vezes por ano e corte pela metade a dose de fertilizante.
Tronco amolecido, com a casca cedendo à pressão do dedo Podridão interna por substrato encharcado ou água acumulada na base da tora. Corte o tronco acima da região mole até encontrar tecido firme e claro, deixe secar dois dias e reenraíze. Reduza a rega de forma drástica.
Folhas novas estreitas e com a faixa central apagada Luz insuficiente há vários meses. Mude o vaso para um ponto mais claro ou acrescente uma lâmpada de cultivo por dez horas diárias. As folhas seguintes saem largas e com a faixa definida.
Folhas amarelas em massa na parte de baixo do penacho Excesso de água ou substrato compactado que não seca mais. Espere secar dois terços do vaso antes da próxima rega e replante em mistura com perlita se a terra estiver dura como um bloco.
Manchas marrons secas no meio da lâmina Queimadura de sol direto atravessando o vidro da janela. Afaste o vaso ou instale uma cortina fina. As manchas não regeneram, mas param de avançar assim que o sol deixa de bater.

Pragas que aparecem com mais frequência

  • Cochonilha: Aglomerados brancos entre as bainhas das folhas e atrás da nervura central. Limpe cada bainha com cotonete e álcool a 70%, depois aplique calda de sabão neutro a cada cinco dias por três semanas.
  • Ácaro: Folhas opacas e ásperas, com pontinhos claros visíveis contra a luz; comum em escritório com ar-condicionado. Lave as folhas com pano úmido dos dois lados, eleve a umidade em volta do vaso e trate com óleo de neem duas vezes, com dez dias entre as aplicações.
  • Mosquinha do substrato: Insetos escuros e pequenos voando junto ao vaso logo depois da rega. Deixe a superfície secar por completo entre as regas e cubra o substrato com dois centímetros de areia grossa para quebrar o ciclo.

Dicas de cultivo

  • Não deixe água parar no encaixe das folhas com o tronco. É ali que a podridão começa em exemplares formados por toras.
  • Limpe as folhas largas apoiando a mão por baixo e passando o pano do caule para a ponta, no sentido das nervuras.
  • Se o vaso vive em escritório, regue sempre no mesmo dia da semana. O intervalo longo dessa espécie combina bem com rotina fixa.
  • Para dar volume rápido, corte uma das toras mais baixas: o penacho novo preenche a parte de baixo do conjunto em uma temporada.
  • Antes de descartar uma planta com o tronco podre na base, salve o topo. Ele enraíza e vira um exemplar novo em cerca de dois meses.
Erro mais comum

Colocar o vaso em um canto sem nenhuma luz natural e esperar que a folhagem continue larga e listrada.

Curiosidades

  • O epíteto fragrans se refere ao perfume das flores, que abrem à noite e exalam um cheiro doce tão intenso que costuma incomodar em ambiente fechado. Em vaso, a floração é rara e depende de anos de cultivo estável.
  • Boa parte das mudas comercializadas no mundo sai de plantações da América Central, onde troncos maduros são cortados em toras, transportados sem folhas e enraizados já no destino.
  • A variedade de faixa amarela central, conhecida como massangeana, é uma seleção hortícola antiga e responde por quase todos os exemplares vendidos como pau-d'água nas floriculturas.
  • O tronco marcado por anéis é um registro das folhas passadas: cada anel corresponde à cicatriz de uma bainha que envolveu o caule antes de secar e cair.
Boa escolha para

escritório com pouca luz · quem esquece de regar · canto amplo de sala. Menos indicada para: casas com gatos que roem folhagem e cantos que recebem sol direto à tarde.

Comparações diretas

Coloque a pau-d'água frente a frente

As espécies abaixo têm exigências parecidas e costumam disputar o mesmo lugar da casa. A afinidade indica o quanto elas se aproximam nas 9 escalas.

Espécies parecidas

Se gostou desta, considere também

73/100 fácil

Dracena-marginata

Dracaena marginata

99% de afinidade com a pau-d'água. Tronco fino com penacho de folhas em fita.

Luz média
Espaçada
Fácil
Ver ficha
65/100 fácil

Palmeira-ráfis

Rhapis excelsa

97% de afinidade com a pau-d'água. Palmeira de sombra com folha em leque.

Meia-sombra
Moderada
Fácil
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90/100 fácil

Planta-de-ferro

Aspidistra elatior

96% de afinidade com a pau-d'água. A folhagem que aceita os cantos mais escuros.

Sombra
Espaçada
Muito fácil
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98/100 fácil

Espada-de-são-jorge

Dracaena trifasciata

94% de afinidade com a pau-d'água. Atravessa um mês sem rega e cantos sem janela.

Meia-sombra
Rara
Muito fácil
Ver ficha
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a pau-d'água

De quanto em quanto tempo regar a pau-d'água?

Em média, a cada 13 dias no verão e a cada 20 dias no inverno. Enfie o dedo até a segunda falange: só regue se o substrato estiver seco nessa profundidade e o vaso estiver leve.

Pau-d'água precisa de sol direto?

Não. A espécie trabalha com meia-sombra e o sol direto pode marcar as folhas de forma permanente.

É tóxica para cães e gatos?

Contém saponinas que causam vômito, salivação e perda de apetite em cães e gatos, e em gatos pode haver ainda pupilas dilatadas. As folhas caídas continuam sendo um risco, então vale recolher o que se soltar no chão.

Serve para quem nunca cuidou de plantas?

Sim, é uma boa primeira planta. O nível de dificuldade é fácil e a manutenção de rotina é baixa, o que dá um índice de facilidade de 75 em 100 no nosso cálculo.

Qual o melhor lugar da casa para ela?

O ambiente que rende melhor é escritório. A espécie chega a 1 m a 2 m, prefere temperatura entre 18°C a 28°C e umidade do ar de 40% a 60%.

Cresce rápido?

O ritmo é lento. Cresce de dez a vinte centímetros por ano em ambiente interno, quase tudo no calor. Em luz fraca pode passar uma temporada inteira sem mudança visível.

Qual substrato usar?

Fértil, solto e com drenagem eficiente. Uma mistura que funciona bem: 2 partes de substrato para folhagens, 1 parte de perlita e 1 parte de casca de pinus.

Aguenta ficar sem rega durante uma viagem?

Sim, sem grande risco. A tolerância ao esquecimento é grande: fica bem por três a quatro semanas sem rega.