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Duelo de espécies

Costela-de-adão ou Lírio-da-paz?

Comparação em 19 pontos de cultivo, com destaque para o lado que exige menos trabalho em cada critério.

Menos trabalho no dia a dia Costela-de-adão (Monstera deliciosa), folhagem de interior em detalhe

Costela-de-adão

Monstera deliciosa

56 de 100 em facilidade

Tranquila com rotina

  • Luz média
  • 7 dias no verão
  • Grande
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3 — 2 critérios de esforço
com vantagem
4 empates
Inverter lados
Lírio-da-paz (Spathiphyllum wallisii), folhagem de interior em detalhe

Lírio-da-paz

Spathiphyllum wallisii

51 de 100 em facilidade

Tranquila com rotina

  • Meia-sombra
  • 5 dias no verão
  • Média
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Costela-de-adão e Lírio-da-paz cobram um esforço muito parecido no dia a dia (56 e 51 pontos de facilidade), então a escolha tende a se resolver pela luz disponível e pelo espaço. Em luz, Lírio-da-paz se contenta com meia-sombra, enquanto Costela-de-adão pede luz indireta média. No verão, o intervalo de rega é de 7 dias para Costela-de-adão e 5 dias para Lírio-da-paz. No espaço ocupado a diferença também aparece: Costela-de-adão (1 m a 2,5 m) contra Lírio-da-paz (35 cm a 90 cm).

Veredito por objetivo

Depende do que você precisa

Não existe planta melhor em termos absolutos. Para cada situação de uso, uma das duas leva vantagem por motivos diferentes.

Para quem está começando agora
Costela-de-adão

Costela-de-adão perdoa mais erros: fácil e manutenção média.

Para quem viaja ou esquece de regar
Costela-de-adão

Costela-de-adão atravessa até 12 dias sem rega no inverno.

Para um canto sem janela por perto
Lírio-da-paz

Lírio-da-paz aceita meia-sombra e tem tolerância grande à sombra.

Para banheiro com vapor e pouca luz
Lírio-da-paz

Lírio-da-paz aproveita a umidade alta: faixa ideal de 55% a 75%.

Para preencher o ambiente rápido
Costela-de-adão

Costela-de-adão cresce em ritmo rápido e chega a 1 m a 2,5 m.

Para apartamento pequeno ou prateleira
Lírio-da-paz

Lírio-da-paz fica em 35 cm a 90 cm, porte média.

Para casa com cachorro ou gato
Empate técnico

Nenhuma das duas é indicada: as duas são tóxicas se mordidas.

Tabela completa

Critério por critério

9 escalas de esforço e mais 10 dados técnicos de ficha. A marca indica o lado que dá menos trabalho — quando isso faz sentido no critério.

Critério Costela-de-adão Lírio-da-paz
Necessidade de luz Quantidade de claridade que a espécie precisa receber por dia para manter folhas firmes e coloridas.
Luz indireta média Precisa de um ponto claro, a 1 ou 2 metros de uma janela, sem raios batendo na folha.
Meia-sombra Aceita cantos claros, longe da janela, com poucas horas de claridade. exige menos
Frequência de rega Com que frequência o substrato precisa receber água em condições normais de interior.
Moderada Rega a cada 7 a 10 dias, quando os primeiros centímetros secam. exige menos
Frequente Rega a cada 4 a 6 dias; não gosta de secar por completo.
Nível de dificuldade Quanta experiência a espécie cobra para se manter bonita ao longo dos meses.
Fácil Poucos cuidados resolvem; erros pontuais não deixam marca.
Fácil Poucos cuidados resolvem; erros pontuais não deixam marca.
Umidade do ar ideal Quanto vapor de água a espécie quer no ar em volta das folhas.
Média Agradece um agrupamento de vasos ou um prato com pedras úmidas. exige menos
Alta Quer 60% ou mais de umidade; ar seco queima as pontas.
Tamanho médio Altura que a planta costuma alcançar cultivada dentro de casa, em vaso.
Grande (1 a 2 m) Vira ponto focal do ambiente e precisa de vaso de chão.
Média (50 cm a 1 m) Ocupa um canto de móvel ou um vaso de chão baixo.
Velocidade de crescimento Ritmo com que a planta emite folhas novas e ganha volume na primavera e no verão.
Rápido Enche o vaso em uma temporada e pede poda ou apoio.
Moderado Cresce de forma visível a cada estação quente.
Necessidade de manutenção Trabalho de rotina além da rega: poda, limpeza de folhas, adubo, giro do vaso e transplante.
Média Poda leve, adubo mensal no calor e giro do vaso.
Média Poda leve, adubo mensal no calor e giro do vaso.
Tolerância ao esquecimento Quanto tempo a planta atravessa sem água antes de dar sinal de sofrimento.
Média Passa duas semanas de férias sem grande estrago. resiste mais
Pequena Aguenta cerca de uma semana antes de reclamar.
Tolerância à pouca luz Capacidade de seguir saudável em ambientes escuros, longe de janelas.
Média Aceita sombra parcial com crescimento mais devagar.
Grande Segue bonita em salas internas e corredores claros. resiste mais
Intervalo de rega no verão Dias entre uma rega e a próxima na estação quente.
7 dias
5 dias
Intervalo de rega no inverno Dias entre regas quando o crescimento desacelera.
12 dias
9 dias
Altura em vaso Faixa de altura mais comum quando cultivada dentro de casa.
1 m a 2,5 m
35 cm a 90 cm
Temperatura recomendada Faixa em que a espécie cresce sem estresse.
18°C a 27°C
18°C a 28°C
Umidade do ar ideal Percentual de umidade relativa preferido pela folhagem.
50% a 70%
55% a 75%
Tipo de solo Perfil de substrato que sustenta a planta com segurança.
Leve, rico em matéria orgânica e com drenagem rápida
Rico em matéria orgânica, umidade constante e drenagem funcionando
Ambiente mais indicado Espaço da casa em que a espécie rende melhor.
Sala de estar
Banheiro
Segurança para pets Presença de compostos tóxicos em caso de mordida ou ingestão.
Tóxica se ingerida
Tóxica se ingerida
Propagação Forma mais confiável de multiplicar a espécie em casa.
Estaca de caule com um nó e uma raiz aérea
Divisão da touceira na primavera, com rizoma e raízes em cada parte
Floração dentro de casa Se a espécie costuma florescer em ambiente interno.
Raro em interior
Sim, com condições adequadas

Rega das duas ao longo do ano

O intervalo entre regas muda com a estação. No verão, Costela-de-adão pede água a cada 7 dias e Lírio-da-paz a cada 5 dias. No inverno os dois intervalos se abrem para 12 e 9 dias.

Se as duas forem para a mesma casa, vale lembrar que elas não devem entrar na mesma rotina de rega: regar as duas no mesmo dia é o caminho mais rápido para encharcar a mais resistente à seca.

Calendário de rega da costela-de-adão

Toxicidade e convivência

Costela-de-adão: A seiva tem oxalato de cálcio: a mordida causa ardência na boca, salivação intensa e inchaço em cães e gatos. Mantenha o vaso fora do alcance ou escolha outra espécie se o animal costuma roer folhas.

Lírio-da-paz: Folhas, pecíolos e espata carregam ráfides de oxalato de cálcio. A mordida provoca ardência imediata, salivação abundante, dificuldade para engolir e vômito em cães e gatos, com inchaço da boca que pode durar algumas horas. A seiva também irrita pele sensível durante a divisão da touceira.