Ir para o conteúdo
Budgethatch
  • Araceae
  • Luz média
  • Rega frequente
  • Tóxica para pets

Alocásia-amazônica

Alocasia x amazonica

Folha de flecha com nervuras brancas em relevo. Híbrido de folhas em forma de flecha, verde quase preto com nervuras brancas, que exige calor, umidade alta e descansa durante o inverno.

20/100
Exige dedicação

Índice de facilidade calculado a partir de dificuldade, manutenção, rega, umidade exigida e tolerância a descuido. Como calculamos.

Calendário de rega
Alocásia-amazônica (Alocasia x amazonica), folhagem de interior em detalhe

Foto: Forest and Kim Starr · CC BY 3.0 us via Wikimedia Commons

Luz
Luz indireta média
Rega no verão
a cada 5 dias
inverno: a cada 10 dias
Altura em vaso
40 cm a 90 cm
Média (50 cm a 1 m)
Temperatura ideal
20°C a 28°C
mínima tolerada: 15°C
Umidade do ar
60% a 80%
Muito alta
Solo
Muito arejado e drenante, no estilo dos substratos usados para aroides
Crescimento
Moderado
Ambiente ideal
Varanda sombreada
Manutenção
Alta
Origem
Híbrido criado em cultivo a partir de espécies do Sudeste Asiático; não existe em ambiente natural
Escalas de cultivo

O que cada nota significa nesta espécie

As mesmas 9 escalas são aplicadas a todas as espécies do catálogo, o que permite a comparação direta entre duas plantas quaisquer.

Necessidade de luz 3/5
Luz média

Precisa de um ponto claro, a 1 ou 2 metros de uma janela, sem raios batendo na folha.

Frequência de rega 4/5
Frequente

Rega a cada 4 a 6 dias; não gosta de secar por completo.

Nível de dificuldade 4/5
Exigente

Reage rápido a qualquer desequilíbrio de água, ar seco ou luz.

Umidade do ar ideal 5/5
Muito alta

Só fica impecável em banheiro úmido, estufa ou com umidificador.

Tamanho médio 3/5
Média

Ocupa um canto de móvel ou um vaso de chão baixo.

Velocidade de crescimento 3/5
Moderado

Cresce de forma visível a cada estação quente.

Necessidade de manutenção 4/5
Alta

Poda, limpeza, adubo e vigilância de pragas com regularidade.

Tolerância ao esquecimento 1/5
Nenhuma

Murcha e perde folha em poucos dias de substrato seco.

Tolerância à pouca luz 2/5
Pequena

Sobrevive em canto escuro, mas cresce torta e sem cor.

Sobre a alocásia-amazônica

Apesar do nome, a alocásia-amazônica não tem nenhuma relação com a Amazônia. É um híbrido criado em cultivo a partir de espécies asiáticas, e o nome comercial veio de um viveiro chamado Amazon Nursery, na Flórida, na década de 1950. A planta não ocorre em ambiente natural: todos os exemplares descendem de multiplicação vegetativa ou de propagação em laboratório. Isso explica o vigor irregular entre lotes de floricultura e a ausência de populações silvestres para consultar quando se quer entender suas exigências.

Cada folha sai de um rizoma subterrâneo, sustentada por um pecíolo longo e ereto, e tem formato de ponta de flecha, com lâmina verde muito escura, quase metálica, e nervuras brancas em alto-relevo. A planta trabalha com um número pequeno de folhas ao mesmo tempo, em geral entre quatro e sete: quando emite uma nova, costuma aposentar a mais velha. Esse revezamento assusta quem espera acúmulo de folhagem, mas é o comportamento normal do híbrido cultivado em vaso.

A grande armadilha é o inverno. Com temperatura abaixo de 15 °C e dias curtos, a alocásia entra em dormência: perde as folhas uma a uma, às vezes todas, e parece morta. Quem descarta o vaso nessa fase joga fora um rizoma vivo, que rebrota na primavera se o substrato for mantido apenas levemente úmido e o vaso ficar em local morno. O erro fatal é continuar regando no ritmo do verão enquanto a planta está sem folha nenhuma.

É a espécie mais exigente deste conjunto e a que menos perdoa improviso: quer calor constante, umidade acima de 60%, claridade forte sem sol direto e substrato que nunca encharque. Junte a isso a atração que exerce sobre o ácaro-rajado e fica claro por que muita gente desiste no primeiro ano. A seiva contém oxalato de cálcio em concentração alta, o que a torna irritante para cães, gatos e crianças pequenas, tanto pela mordida quanto pelo contato com a pele.

Também conhecida como: Orelha-de-elefante, Alocásia-polly, Máscara-africana.

Atenção com animais e crianças

A seiva é rica em oxalato de cálcio e provoca ardência intensa na boca, salivação, inchaço da língua e vômito em cães e gatos. O contato irrita a pele de quem tem sensibilidade, e vale usar luvas ao dividir rizomas ou cortar pecíolos.

Como cuidar

Rotina de cultivo, ponto por ponto

Iluminação

Claridade abundante e indireta, do tipo que se encontra a um metro de uma janela ampla com cortina fina, ou em varanda coberta voltada para o leste. Sol direto por mais de uma hora queima manchas irreversíveis na lâmina escura. Em luz fraca as folhas novas saem menores, os pecíolos se alongam e a planta tomba para o lado da janela. Gire o vaso um quarto de volta por semana para manter o conjunto equilibrado.

Rega

Mantenha o substrato levemente úmido no calor, com rega a cada quatro ou cinco dias, e reduza bastante no frio, para intervalos de dez dias ou mais. Verifique sempre a dois ou três centímetros de profundidade antes de molhar, porque substrato arejado engana na superfície. Use água em temperatura ambiente e descarte o excesso do prato. Durante a dormência, com poucas folhas ou nenhuma, apenas umedeça o suficiente para o rizoma não ressecar.

Solo e substrato

Aroides querem ar em volta da raiz. A mistura ideal aqui leva menos terra e mais material grosso: casca de pinus, perlita e um pouco de fibra de coco sobre uma base de substrato para folhagens. O resultado escorre rápido, seca de maneira uniforme e ainda mantém umidade entre as partículas. Substrato de saco usado puro retém água demais e é a causa mais comum de podridão de rizoma nesta espécie.

Umidade do ar

Umidade acima de 60% não é preferência, é requisito. Abaixo disso as bordas secam, o ácaro-rajado se instala e as folhas novas saem deformadas. Umidificador, bandeja com pedras e água, agrupamento de vasos ou uma varanda naturalmente úmida resolvem. Evite borrifar a lâmina: a água deixa marcas de calcário na superfície escura e não altera a média de umidade do ambiente. Sob ar-condicionado permanente, a espécie não se mantém bonita.

Temperatura

Entre 20 °C e 28 °C ela cresce bem. Abaixo de 15 °C entra em dormência, e abaixo de 10 °C o rizoma corre risco real. Como é uma planta de clima quente e úmido, o inverno de regiões mais frias sempre reduz a folhagem, mesmo dentro de casa. Nesses meses, leve o vaso para o cômodo mais quente e estável, longe de janelas frias, e aceite a pausa em vez de tentar forçar crescimento.

Adubação

Adube a cada quinze dias, de outubro a março, com fertilizante para folhagens diluído à metade da dose. É uma planta de crescimento vigoroso no calor e consome bastante, mas o excesso de sal queima as raízes finas e aparece como borda marrom. Suspenda por completo no outono e no inverno, quando o metabolismo cai. Lave o substrato com água abundante uma vez por temporada para arrastar resíduos de fertilizante.

Poda e limpeza

Corte na base do pecíolo, rente ao substrato, toda folha que amarelar por inteiro, usando tesoura limpa e luvas por causa da seiva. Não force a retirada de folhas ainda verdes: mesmo uma folha velha continua alimentando o rizoma. Limpe a lâmina com pano macio a cada duas semanas, o que além de manter o brilho serve como inspeção regular contra ácaros, que se instalam no verso antes de qualquer sintoma visível.

Vaso e transplante

Vaso alto e relativamente estreito, com furos amplos, acomoda melhor o rizoma vertical e reduz o volume de substrato úmido em volta dele. Evite recipientes muito maiores que o torrão: sobra de substrato molhado é o cenário clássico de podridão. Transplante a cada dois anos, na primavera, e aproveite para separar rizomas laterais. Cerâmica ou plástico rígido funcionam bem, desde que o prato nunca fique com água acumulada.

Propagação

A multiplicação acontece pela separação dos rizomas laterais que se formam ao lado da planta-mãe. Na primavera, desenvase, lave o torrão com água para enxergar as estruturas e destaque os pequenos tubérculos ou brotos que já tenham raiz própria. Plante cada um em vaso pequeno com substrato arejado, mantenha morno, úmido e em local claro, e espere de quatro a oito semanas pela primeira folha. Use luvas durante todo o processo.

Receita de substrato que funciona

1 parte de substrato para folhagens, 1 parte de casca de pinus, 1 parte de perlita e meia parte de fibra de coco.

Rega ao longo do ano

Intervalo estimado mês a mês

Estimativa para vaso plástico de porte médio, em ambiente de claridade média. Ajuste o vaso, o local e o ar do ambiente na ferramenta completa.

Ajustar às minhas condições
Jan
5
dias entre regas
Verão
Fev
5
dias entre regas
Verão
Mar
6
dias entre regas
Outono
Abr
8
dias entre regas
Outono
Mai
9
dias entre regas
Outono
Jun
10
dias entre regas
Inverno
Jul
10
dias entre regas
Inverno
Ago
10
dias entre regas
Inverno
Set
9
dias entre regas
Primavera
Out
7
dias entre regas
Primavera
Nov
6
dias entre regas
Primavera
Dez
5
dias entre regas
Verão
Como saber a hora certa

Mantenha o substrato levemente úmido: regue assim que a superfície secar, sem deixar água parada no prato.

Diagnóstico

Sintomas comuns e o que fazer

A leitura correta do sintoma evita o erro clássico de regar mais uma planta que já está encharcada.

Sintoma Causa provável O que fazer
Perda de folhas uma a uma no outono e no inverno Dormência natural provocada pelo frio e pelos dias curtos, quase sempre agravada por rega no ritmo do verão. Reduza a rega ao mínimo, mantenha o vaso em local morno e não adube. O rizoma rebrota na primavera; descartar a planta nessa fase é o erro mais comum da espécie.
Teia finíssima no verso e folhas com aspecto poeirento Ácaro-rajado, praga favorita desta alocásia em ambientes secos. Lave as duas faces no chuveiro, eleve a umidade do ambiente e aplique óleo de neem diluído a cada cinco dias por três semanas, insistindo no verso e nas axilas dos pecíolos.
Pecíolos amolecendo perto do substrato e planta tombando Podridão de rizoma por substrato encharcado durante semanas. Desenvase de imediato, corte as partes moles e escuras até chegar ao tecido firme, deixe secar por algumas horas e replante em mistura com muito mais casca e perlita. Regue só depois de uma semana.
Gotas de água nas pontas das folhas pela manhã Sudação normal, que ocorre quando o substrato está muito úmido e o ar, saturado. Não é doença, mas serve de aviso: aumente o intervalo entre as regas, porque a planta está recebendo mais água do que consegue usar.
Folhas novas menores e mais claras a cada ciclo Luz insuficiente, vaso apertado ou rizoma esgotado depois de anos sem transplante. Replante na primavera em substrato novo e arejado, aproxime de uma janela clara com cortina e retome o adubo diluído durante os meses quentes.

Pragas que aparecem com mais frequência

  • Ácaro-rajado: Pontos claros no verso da folha, teia fina nas axilas e perda do brilho metálico; instala-se em dias secos. Lave a folhagem com água morna, corrija a umidade do ambiente e aplique óleo de neem a cada cinco dias durante três semanas. Mantenha a inspeção semanal por mais um mês.
  • Cochonilha-farinhenta: Grumos algodonosos na base dos pecíolos e nos brotos que saem do rizoma. Remova com cotonete e álcool a 70%, use luvas por causa da seiva e trate com calda de sabão neutro por três semanas seguidas.
  • Tripes: Riscos prateados e deformação das folhas novas ainda enroladas no pecíolo. Elimine as folhas mais atacadas, instale armadilhas azuis adesivas e aplique neem nas duas faces a cada cinco dias por três semanas.

Dicas de cultivo

  • Anote no calendário a chegada do outono e comece a espaçar a rega antes de a primeira folha amarelar. Prevenir a podridão é muito mais fácil do que tratá-la.
  • Se a planta ficar sem folha alguma no inverno, guarde o vaso em um canto morno e quase não regue. Muita gente descarta em julho um rizoma perfeitamente vivo.
  • Inspecione o verso das folhas toda semana com a lanterna do celular. O ácaro nesta espécie aparece cedo e se espalha rápido.
  • Compre no início da primavera. Exemplares vendidos no outono já vêm entrando em dormência e frustram quem espera crescimento imediato.
  • Use luvas na poda e no transplante e lave as mãos depois. A seiva irrita a pele e arde muito se levada aos olhos.
Erro mais comum

Continuar regando no ritmo do verão quando a planta perde folhas no frio, o que apodrece o rizoma.

Curiosidades

  • O nome amazônica é um mal-entendido consagrado: o híbrido foi batizado em referência ao viveiro Amazon Nursery, na Flórida, e não à floresta. As espécies que o originaram são todas do Sudeste Asiático.
  • Trata-se de um híbrido de cultivo sem população natural conhecida. Toda alocásia-amazônica vendida hoje é resultado de multiplicação vegetativa ou de propagação em laboratório, o que explica a uniformidade das folhas entre exemplares.
  • O rizoma subterrâneo funciona como órgão de reserva e permite que a planta perca toda a folhagem no frio e rebrote meses depois. Parentes próximos do gênero, como o taro, só têm partes comestíveis depois de longo cozimento, por causa do oxalato.
  • As nervuras claras em alto-relevo não são apenas decorativas: são feixes condutores robustos que sustentam uma lâmina larga e fina em pecíolo longo, arquitetura comum em plantas de sub-bosque que precisam captar luz escassa.
Boa escolha para

varanda coberta e úmida · folha escultural · cultivo com umidificador. Menos indicada para: casas com animais curiosos e ambientes secos com inverno frio.

Espécies parecidas

Se gostou desta, considere também

29/100 fácil

Samambaia-americana

Nephrolepis exaltata

99% de afinidade com a alocásia-amazônica. Folhagem em cascata que vive de umidade constante.

Luz média
Frequente
Média
Ver ficha
29/100 fácil

Calateia-orbifolia

Goeppertia orbifolia

98% de afinidade com a alocásia-amazônica. Folhas redondas e enormes listradas de prata.

Meia-sombra
Frequente
Exigente
Ver ficha
40/100 fácil

Begônia-maculata

Begonia maculata

93% de afinidade com a alocásia-amazônica. Folha de bolinhas prateadas e verso vinho.

Luz média
Moderada
Média
Ver ficha
37/100 fácil

Areca-bambu

Dypsis lutescens

92% de afinidade com a alocásia-amazônica. Touceira leve de hastes finas e amareladas.

Luz média
Frequente
Média
Ver ficha
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a alocásia-amazônica

De quanto em quanto tempo regar a alocásia-amazônica?

Em média, a cada 5 dias no verão e a cada 10 dias no inverno. Mantenha o substrato levemente úmido: regue assim que a superfície secar, sem deixar água parada no prato.

Alocásia-amazônica precisa de sol direto?

Não. A espécie trabalha com luz indireta média e o sol direto pode marcar as folhas de forma permanente.

É tóxica para cães e gatos?

A seiva é rica em oxalato de cálcio e provoca ardência intensa na boca, salivação, inchaço da língua e vômito em cães e gatos. O contato irrita a pele de quem tem sensibilidade, e vale usar luvas ao dividir rizomas ou cortar pecíolos.

Serve para quem nunca cuidou de plantas?

Ela cobra alguma experiência. O nível de dificuldade é exigente e a manutenção de rotina é alta, o que dá um índice de facilidade de 20 em 100 no nosso cálculo.

Qual o melhor lugar da casa para ela?

O ambiente que rende melhor é varanda sombreada. A espécie chega a 40 cm a 90 cm, prefere temperatura entre 20°C a 28°C e umidade do ar de 60% a 80%.

Cresce rápido?

O ritmo é moderado. De outubro a março emite uma folha nova a cada duas ou três semanas, aposentando as mais velhas. No frio para por completo e pode ficar sem folha alguma.

Qual substrato usar?

Muito arejado e drenante, no estilo dos substratos usados para aroides. Uma mistura que funciona bem: 1 parte de substrato para folhagens, 1 parte de casca de pinus, 1 parte de perlita e meia parte de fibra de coco.

Aguenta ficar sem rega durante uma viagem?

Só por poucos dias. A tolerância ao esquecimento é nenhuma: murcha e perde folha em poucos dias de substrato seco.