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Areca-bambu

Dypsis lutescens

Touceira leve de hastes finas e amareladas. Palmeira em touceira de folhas plumosas e hastes finas, que dá volume rápido em ambientes claros e cobra rega atenta e umidade alta.

37/100
Pede atenção

Índice de facilidade calculado a partir de dificuldade, manutenção, rega, umidade exigida e tolerância a descuido. Como calculamos.

Calendário de rega
Areca-bambu (Dypsis lutescens), folhagem de interior em detalhe

Foto: Wee Hong · CC BY-SA 4.0 via Wikimedia Commons

Luz
Luz indireta média
Rega no verão
a cada 5 dias
inverno: a cada 9 dias
Altura em vaso
1,5 m a 2,5 m
Muito grande (acima de 2 m)
Temperatura ideal
20°C a 28°C
mínima tolerada: 12°C
Umidade do ar
55% a 75%
Alta
Solo
Fértil, com boa retenção de umidade e drenagem rápida
Crescimento
Moderado
Ambiente ideal
Varanda sombreada
Manutenção
Média
Origem
Madagascar, em bordas de floresta e áreas próximas a cursos de água
Escalas de cultivo

O que cada nota significa nesta espécie

As mesmas 9 escalas são aplicadas a todas as espécies do catálogo, o que permite a comparação direta entre duas plantas quaisquer.

Necessidade de luz 3/5
Luz média

Precisa de um ponto claro, a 1 ou 2 metros de uma janela, sem raios batendo na folha.

Frequência de rega 4/5
Frequente

Rega a cada 4 a 6 dias; não gosta de secar por completo.

Nível de dificuldade 3/5
Média

Pede rotina razoavelmente constante para ficar bonita.

Umidade do ar ideal 4/5
Alta

Quer 60% ou mais de umidade; ar seco queima as pontas.

Tamanho médio 5/5
Muito grande

Pede pé-direito alto e espaço livre em volta.

Velocidade de crescimento 3/5
Moderado

Cresce de forma visível a cada estação quente.

Necessidade de manutenção 3/5
Média

Poda leve, adubo mensal no calor e giro do vaso.

Tolerância ao esquecimento 2/5
Pequena

Aguenta cerca de uma semana antes de reclamar.

Tolerância à pouca luz 2/5
Pequena

Sobrevive em canto escuro, mas cresce torta e sem cor.

Sobre a areca-bambu

A areca-bambu vem de Madagascar, onde ocupa bordas de floresta em solo úmido e hoje é considerada ameaçada em ambiente natural, apesar de estar entre as palmeiras mais vendidas do mundo. Cresce em touceira: várias hastes finas, anilhadas e de tom amarelado saem de uma base comum, cada uma sustentando folhas plumosas com dezenas de folíolos estreitos. Essa arquitetura leve, que se move com qualquer corrente de ar, é o principal motivo da popularidade dela em interiores.

Em vaso, o crescimento é rápido para os padrões de palmeira: uma touceira bem posicionada ganha de vinte a trinta centímetros por temporada quente e emite hastes novas a partir da base, adensando o conjunto. Um exemplar de dois metros pode ter quinze ou vinte hastes, e é justamente essa densidade que produz o efeito de biombo verde. O reverso é o consumo, porque mais hastes significam mais água, mais luz e mais nutrientes que uma palmeira solitária do mesmo porte.

A comparação com a ráfis é útil. Enquanto a palmeira-ráfis se contenta com meia-sombra, a areca quer claridade abundante e difusa o dia inteiro, de preferência a menos de um metro de uma janela ampla ou em varanda coberta. Longe da luz, as hastes esticam, os folíolos ficam ralos e a touceira abre para os lados. O outro sintoma clássico é a ponta seca dos folíolos, causada por ar seco, água salina ou substrato que secou demais entre as regas.

Cada haste tem vida própria e finita: cresce, produz folhas por alguns anos, floresce discretamente e depois amarela e morre, enquanto brotos novos surgem na base. Cortar a haste esgotada rente ao substrato faz parte da rotina e não prejudica o conjunto. A espécie não tem toxicidade relatada para cães e gatos, o que a coloca entre as opções seguras para casas com animais, e é uma das folhagens mais citadas quando se fala em transpiração dentro de ambientes fechados.

Também conhecida como: Palmeira-areca, Areca-de-madagascar, Palmeira-borboleta.

Convive bem com animais

Não há registro de toxicidade para cães e gatos, e a espécie aparece nas listas de plantas seguras usadas por entidades veterinárias. Folha mastigada em grande quantidade ainda pode causar vômito por irritação mecânica, sem gravidade.

Como cuidar

Rotina de cultivo, ponto por ponto

Iluminação

Quer o ponto mais claro possível sem sol direto forte: a menos de um metro de uma janela ampla, atrás de cortina fina, ou em varanda coberta. Ela aceita algumas horas de sol suave da manhã e responde com hastes mais grossas e folhagem cheia. Em luz média a touceira sobrevive, porém rala e aberta; em sombra, definha em uma ou duas temporadas. Sol da tarde no verão amarela os folíolos e seca as pontas em poucos dias.

Rega

É a espécie mais sedenta deste grupo. Mantenha o substrato úmido de forma constante, regando quando os dois primeiros centímetros secarem, o que na prática dá cinco dias no verão e nove no inverno em vaso de quarenta centímetros. Não deixe secar por completo, porque folíolo ressecado não volta. Também não deixe o prato cheio, já que raiz submersa apodrece. Água filtrada ou de chuva reduz muito o aparecimento de pontas marrons.

Solo e substrato

A mistura precisa resolver duas exigências opostas: reter umidade entre as regas e ainda assim escorrer rápido. Substrato para folhagens com fibra de coco e areia grossa dá esse equilíbrio, e a fibra segura água sem compactar como a turfa faz. Em vaso grande, revise a drenagem uma vez por ano, porque raízes de palmeira formam um novelo denso que entope o furo e transforma o fundo do vaso em poça permanente.

Umidade do ar

Entre 55% e 75% a folhagem se mantém verde da base à ponta. Abaixo de 45% aparecem as pontas marrons que marcam quase toda areca de sala com ar-condicionado. Um umidificador próximo, um agrupamento de vasos ou uma bandeja larga com argila expandida úmida fazem diferença real. Um banho de chuveiro com água morna a cada dois meses limpa a folhagem, eleva a umidade na hora e ainda derruba ácaros instalados no verso.

Temperatura

Prefere calor: de 20 °C a 28 °C é a faixa em que cresce de verdade. Abaixo de 12 °C o crescimento cessa e as folhas mais velhas podem amarelar; geada mata a planta. Suporta 33 °C sem problema quando o substrato está úmido e o ar não está seco demais. Corrente de ar-condicionado é especialmente ruim para essa espécie, porque resfria e retira umidade justamente do lado que recebe o fluxo.

Adubação

Adube a cada trinta dias na primavera e no verão com fertilizante formulado para palmeiras, que traz magnésio e potássio além do nitrogênio. A carência de potássio é comum e aparece como pontilhado amarelo-alaranjado nas folhas mais velhas, começando pela ponta. Uma alternativa prática é o granulado de liberação lenta aplicado duas vezes por ano. No outono e no inverno, suspenda: com pouco crescimento, o adubo só acumula sal no substrato.

Poda e limpeza

Corte rente ao substrato as hastes que amarelaram por completo, porque o ciclo delas terminou e não há recuperação. Folhas velhas inteiramente secas também saem na base do pecíolo. Não desbaste hastes verdes para afinar a touceira: a espécie depende dessa renovação constante para manter volume. Pontas secas podem ser aparadas com tesoura acompanhando o formato do folíolo, o que melhora o visual sem prejudicar a planta.

Vaso e transplante

Vaso alto, pesado e de boca larga, com furo generoso. A touceira ocupa o volume disponível em dois ou três anos e precisa de transplante nesse ritmo, com aumento de cinco centímetros no diâmetro. Um exemplar de dois metros e meio em vaso plástico leve tomba com o próprio balanço das hastes; cimento ou cachepô pesado resolvem. Ao replantar, corte as raízes enoveladas do fundo e desfaça o novelo com os dedos.

Propagação

A divisão da touceira é o caminho doméstico. Na primavera, retire a planta do vaso, lave a base para enxergar onde um grupo de hastes tem raízes próprias e separe com faca limpa, mantendo pelo menos quatro hastes por muda. Plante em substrato úmido, deixe em sombra por três semanas e não adube nesse período. A semente também germina, mas precisa estar fresca, leva de dois a três meses e resulta em muda minúscula.

Receita de substrato que funciona

2 partes de substrato para folhagens, 1 parte de fibra de coco e 1 parte de areia grossa ou perlita.

Rega ao longo do ano

Intervalo estimado mês a mês

Estimativa para vaso plástico de porte médio, em ambiente de claridade média. Ajuste o vaso, o local e o ar do ambiente na ferramenta completa.

Ajustar às minhas condições
Jan
5
dias entre regas
Verão
Fev
5
dias entre regas
Verão
Mar
6
dias entre regas
Outono
Abr
7
dias entre regas
Outono
Mai
8
dias entre regas
Outono
Jun
9
dias entre regas
Inverno
Jul
9
dias entre regas
Inverno
Ago
9
dias entre regas
Inverno
Set
8
dias entre regas
Primavera
Out
7
dias entre regas
Primavera
Nov
6
dias entre regas
Primavera
Dez
5
dias entre regas
Verão
Como saber a hora certa

Mantenha o substrato levemente úmido: regue assim que a superfície secar, sem deixar água parada no prato.

Diagnóstico

Sintomas comuns e o que fazer

A leitura correta do sintoma evita o erro clássico de regar mais uma planta que já está encharcada.

Sintoma Causa provável O que fazer
Pontas dos folíolos secas e marrons em quase toda a touceira Ar seco, água tratada com flúor e sais ou substrato que secou entre uma rega e outra. Aumente a umidade em volta do vaso, use água filtrada e ajuste a rega para não deixar o substrato secar além dos dois primeiros centímetros.
Folhas velhas com pontilhado amarelo-alaranjado Falta de potássio, carência frequente em palmeiras cultivadas em vaso. Use fertilizante específico para palmeiras na primavera e no verão. As folhas afetadas não recuperam a cor, mas as novas nascem uniformes.
Hastes esticadas, com folhas ralas e touceira aberta Luz insuficiente por uma temporada inteira. Mude o vaso para o ponto mais claro da casa ou para uma varanda coberta. Corte as hastes mais fracas rente à base para concentrar energia nas brotações novas.
Uma haste inteira amarelando de baixo para cima Fim natural do ciclo daquela haste ou apodrecimento da base, se várias amarelarem juntas. Corte rente ao substrato. Se mais de duas hastes amarelarem no mesmo mês, verifique se o furo do vaso está entupido e revise a drenagem.
Faixas amareladas nas bordas dos folíolos mais velhos Carência de magnésio, comum em substrato antigo e nunca renovado. Dilua sulfato de magnésio conforme a orientação do rótulo e aplique uma vez, além de renovar a camada superficial do substrato.

Pragas que aparecem com mais frequência

  • Ácaro-rajado: Folíolos com pontilhado claro, superfície opaca e teia finíssima no verso; explode em ambiente com ar-condicionado. Lave a folhagem no chuveiro com atenção ao verso, aumente a umidade e aplique óleo de neem em três sessões com sete dias de intervalo.
  • Cochonilha-de-escudo: Carapaças marrons alinhadas na nervura dos folíolos e nas hastes, com melado grudento embaixo. Raspe com pano embebido em água e sabão neutro, trate com óleo mineral hortícola e repita em quinze dias, cobrindo os dois lados das folhas.
  • Cochonilha-farinhenta: Grumos brancos escondidos entre a base das hastes, onde a limpeza raramente alcança. Aplique álcool a 70% com cotonete em cada grumo e faça três aplicações de calda de sabão neutro com cinco dias de intervalo.

Dicas de cultivo

  • Compre uma touceira densa em vez de duas ralas. Hastes finas demais raramente engrossam depois.
  • Leve o vaso ao chuveiro a cada dois meses e lave o verso das folhas. É a melhor prevenção contra ácaro nessa espécie.
  • Se o ar-condicionado fica ligado o dia inteiro, escolha outro canto da casa ou aceite aparar pontas secas com frequência.
  • Ao aparar uma ponta seca, siga a diagonal natural do folíolo e não corte no tecido ainda verde.
  • Gire o vaso meia volta a cada mês: a touceira inclina rápido na direção da luz e, com o peso das hastes, não volta sozinha.
Erro mais comum

Deixar o substrato secar por completo entre as regas, o que seca as pontas de forma irreversível.

Curiosidades

  • Apesar de ser uma das palmeiras ornamentais mais cultivadas do planeta, a espécie está classificada como ameaçada em Madagascar, onde restam poucas populações naturais em fragmentos de floresta.
  • O nome areca é herdado de outro gênero de palmeiras asiáticas, no qual a planta chegou a ser classificada no passado. A designação atual, Dypsis, veio de uma revisão das palmeiras de Madagascar.
  • As hastes ganham tom amarelado quando recebem bastante claridade, e é daí que vem o epíteto lutescens, que significa algo próximo de tornando-se amarelo.
  • É uma das espécies mais lembradas em estudos sobre transpiração de plantas em ambiente fechado, porque a área foliar somada de uma touceira grande é enorme para o volume de vaso que ela ocupa.
Boa escolha para

varanda coberta · casas com animais · divisória verde entre ambientes. Menos indicada para: cantos escuros e salas com ar-condicionado ligado o dia inteiro.

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Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a areca-bambu

De quanto em quanto tempo regar a areca-bambu?

Em média, a cada 5 dias no verão e a cada 9 dias no inverno. Mantenha o substrato levemente úmido: regue assim que a superfície secar, sem deixar água parada no prato.

Areca-bambu precisa de sol direto?

Não. A espécie trabalha com luz indireta média e o sol direto pode marcar as folhas de forma permanente.

É tóxica para cães e gatos?

Não há registro de toxicidade para cães e gatos, e a espécie aparece nas listas de plantas seguras usadas por entidades veterinárias. Folha mastigada em grande quantidade ainda pode causar vômito por irritação mecânica, sem gravidade.

Serve para quem nunca cuidou de plantas?

Ela cobra alguma experiência. O nível de dificuldade é intermediária e a manutenção de rotina é média, o que dá um índice de facilidade de 37 em 100 no nosso cálculo.

Qual o melhor lugar da casa para ela?

O ambiente que rende melhor é varanda sombreada. A espécie chega a 1,5 m a 2,5 m, prefere temperatura entre 20°C a 28°C e umidade do ar de 55% a 75%.

Cresce rápido?

O ritmo é moderado. Ganha de vinte a trinta centímetros por temporada quente em local claro e emite hastes novas na base todos os anos. Em pouca luz, praticamente estaciona.

Qual substrato usar?

Fértil, com boa retenção de umidade e drenagem rápida. Uma mistura que funciona bem: 2 partes de substrato para folhagens, 1 parte de fibra de coco e 1 parte de areia grossa ou perlita.

Aguenta ficar sem rega durante uma viagem?

Só por poucos dias. A tolerância ao esquecimento é pequena: aguenta cerca de uma semana antes de reclamar.