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Figueira-lira

Ficus lyrata

Folha enorme em formato de violino. Árvore de interior com folhas coriáceas e onduladas que exige luz abundante e reage mal a qualquer mudança brusca de lugar.

31/100
Exige dedicação

Índice de facilidade calculado a partir de dificuldade, manutenção, rega, umidade exigida e tolerância a descuido. Como calculamos.

Calendário de rega
Figueira-lira (Ficus lyrata), folhagem de interior em detalhe

Foto: Photo by David J. Stang · CC BY-SA 4.0 via Wikimedia Commons

Luz
Luz indireta forte
Rega no verão
a cada 8 dias
inverno: a cada 13 dias
Altura em vaso
1,2 m a 3 m
Muito grande (acima de 2 m)
Temperatura ideal
18°C a 27°C
mínima tolerada: 13°C
Umidade do ar
50% a 70%
Média
Solo
Fértil, encorpado e com drenagem rápida
Crescimento
Moderado
Ambiente ideal
Sala de estar
Manutenção
Alta
Origem
Florestas tropicais de planície da África Ocidental, de Serra Leoa aos Camarões
Escalas de cultivo

O que cada nota significa nesta espécie

As mesmas 9 escalas são aplicadas a todas as espécies do catálogo, o que permite a comparação direta entre duas plantas quaisquer.

Necessidade de luz 4/5
Luz forte

Quer luz abundante o dia todo, colada em janela com cortina fina.

Frequência de rega 3/5
Moderada

Rega a cada 7 a 10 dias, quando os primeiros centímetros secam.

Nível de dificuldade 4/5
Exigente

Reage rápido a qualquer desequilíbrio de água, ar seco ou luz.

Umidade do ar ideal 3/5
Média

Agradece um agrupamento de vasos ou um prato com pedras úmidas.

Tamanho médio 5/5
Muito grande

Pede pé-direito alto e espaço livre em volta.

Velocidade de crescimento 3/5
Moderado

Cresce de forma visível a cada estação quente.

Necessidade de manutenção 4/5
Alta

Poda, limpeza, adubo e vigilância de pragas com regularidade.

Tolerância ao esquecimento 2/5
Pequena

Aguenta cerca de uma semana antes de reclamar.

Tolerância à pouca luz 2/5
Pequena

Sobrevive em canto escuro, mas cresce torta e sem cor.

Sobre a figueira-lira

Na África Ocidental a figueira-lira começa a vida no alto: a semente germina na forquilha de outra árvore e lança raízes que descem até o chão, engrossando ao redor do tronco hospedeiro até substituí-lo. Uma árvore adulta passa dos doze metros e sustenta folhas coriáceas de quase meio metro, com bordas onduladas que lembram o corpo de um violino. Dentro de casa esse porte fica reduzido a dois ou três metros, mas o desenho da folha permanece igual, e é ele que explica a presença dessa espécie em tanta fotografia de interior.

Em vaso, a lira cresce em haste única enquanto ninguém interfere: um caule central que empurra folhas novas do topo e abandona as de baixo à medida que ganha altura. Cada folha é uma placa larga e pesada, cara de produzir, e a planta só monta uma nova quando tem energia sobrando. Por isso a claridade importa tanto aqui: em ponto bem iluminado ela emite uma folha a cada três semanas no calor; a dois metros de distância da janela, a produção cai para duas ou três folhas por ano.

A fama de difícil vem de um traço específico. A espécie leva semanas para ajustar o metabolismo a um novo nível de luz e umidade, e enquanto faz esse ajuste derruba folhas. Trocar o vaso de cômodo, girá-lo meia volta ou trazê-lo da estufa da floricultura para uma sala fechada produz o mesmo resultado: folhas caindo por quinze dias. Não é doença nem falta de água. O caminho é escolher o lugar definitivo antes de comprar e resistir à tentação de mudar a planta enquanto ela reclama.

Como todo fícus, ela tem látex branco que escorre de qualquer corte e mancha piso, roupa e pele sensível. Esse leite também é o motivo de a folhagem ser considerada tóxica para cães e gatos. Outro detalhe prático: as folhas são grandes e capturam poeira em quantidade, o que reduz a fotossíntese de forma perceptível em poucos meses. Um exemplar bonito é, antes de tudo, um exemplar limpo, com o topo conduzido por poda e o tronco firme o bastante para sustentar o peso da copa.

Também conhecida como: Fícus-lira, Figueira-folha-de-violino, Lira.

Atenção com animais e crianças

O látex leitoso dos ramos e das folhas irrita a boca e o estômago de cães e gatos, com salivação intensa e vômito, e provoca dermatite em pessoas de pele sensível. Use luvas na poda e recolha as folhas que caírem no chão.

Como cuidar

Rotina de cultivo, ponto por ponto

Iluminação

Quer o ponto mais claro da casa sem raio batendo na folha: a menos de um metro de uma janela grande voltada para o leste, ou atrás de cortina fina em janela ampla de outra orientação. Claridade insuficiente aparece primeiro no espaçamento entre as folhas, que aumenta, e depois no tamanho delas, que diminui. Sol direto da tarde queima placas marrons no meio da lâmina. Se o único lugar disponível tiver luz fraca, uma lâmpada de cultivo acesa por dez horas resolve boa parte do problema.

Rega

Regue quando os cinco primeiros centímetros do substrato estiverem secos, o que costuma dar oito dias no verão e treze no inverno em vaso de trinta centímetros. Molhe devagar, em círculos, até a água sair pelos furos, e esvazie o prato depois de dez minutos. Ela detesta os dois extremos: substrato encharcado apodrece a raiz e provoca manchas escuras que avançam da borda para o centro; secar por completo faz a folha murchar e cair sem aviso prévio.

Solo e substrato

Precisa de um substrato que segure nutriente sem virar barro. A mistura de terra vegetal com casca de pinus e perlita mantém ar entre as partículas mesmo depois de um ano de regas, e o húmus dá a fertilidade que uma folhagem desse tamanho consome. Evite substrato pronto muito fino e turfoso: ele encolhe ao secar, descola das paredes do vaso e faz a água escorrer pelas laterais sem molhar o miolo da raiz.

Umidade do ar

Entre 50% e 70% de umidade relativa a folhagem fica firme e sem bordas queimadas. Em sala com ar-condicionado ligado o dia inteiro o número cai para perto de 35%, e as margens das folhas escurecem e endurecem. Um umidificador pequeno a dois metros do vaso, um agrupamento com outras plantas ou uma bandeja larga com argila expandida molhada corrigem a diferença. Borrifar a folha tem efeito curto e, com pouca ventilação, favorece mancha bacteriana.

Temperatura

Trabalha bem entre 18 °C e 27 °C e não gosta de variação rápida. Abaixo de 13 °C a raiz reduz a absorção de água enquanto a folha continua transpirando, e o resultado é queda de folhagem em pleno inverno. Acima de 32 °C com ar seco, as bordas secam. Os dois vilões domésticos são o jato do ar-condicionado e a corrente fria de porta de varanda aberta à noite: nenhum fícus tolera esse tipo de sopro constante.

Adubação

Na primavera e no verão, adube a cada vinte dias com fertilizante para folhagens rico em nitrogênio, na dose do rótulo. Essa é uma planta que constrói estrutura lenhosa e folhas grandes, então consome mais do que a média das espécies de interior. No outono reduza para uma aplicação mensal e no inverno suspenda. Crosta branca na superfície do substrato indica sal acumulado: lave o vaso com água abundante na pia e volte a adubar só no mês seguinte.

Poda e limpeza

A poda de topo é o que transforma uma vara solitária em árvore com copa. Corte o ápice do caule no fim do inverno, logo acima de uma folha, e espere: em quatro a seis semanas brotam dois ou três ramos laterais abaixo do corte. Encoste um pano seco na ferida por um minuto, porque o látex escorre bastante. Aproveite a rotina para limpar as folhas com pano úmido dos dois lados a cada quinze dias.

Vaso e transplante

Use vaso com furo largo e diâmetro apenas três a cinco centímetros maior que o anterior; excesso de substrato úmido em volta da raiz é o caminho mais curto para a podridão. A partir de um metro e meio de altura o conjunto fica pesado no topo, e o vaso precisa ter base larga ou receber peso extra no fundo. Transplante a cada dois anos no início da primavera e, nos anos intermediários, troque só os cinco centímetros superiores do substrato.

Propagação

A alporquia dá o melhor resultado. Escolha um trecho de caule com dois centímetros de diâmetro, raspe um anel de casca de um centímetro, envolva com esfagno úmido e plástico transparente e amarre nas duas pontas. Em seis a dez semanas surgem raízes visíveis; corte abaixo delas e plante. Estaca de ponta com uma folha também funciona: deixe o corte secar por uma hora para estancar o látex, aplique hormônio de enraizamento e mantenha em substrato leve e quente.

Receita de substrato que funciona

2 partes de terra vegetal, 1 parte de casca de pinus média, 1 parte de perlita e um punhado de húmus de minhoca.

Rega ao longo do ano

Intervalo estimado mês a mês

Estimativa para vaso plástico de porte médio, em ambiente de claridade média. Ajuste o vaso, o local e o ar do ambiente na ferramenta completa.

Ajustar às minhas condições
Jan
8
dias entre regas
Verão
Fev
8
dias entre regas
Verão
Mar
9
dias entre regas
Outono
Abr
11
dias entre regas
Outono
Mai
12
dias entre regas
Outono
Jun
13
dias entre regas
Inverno
Jul
13
dias entre regas
Inverno
Ago
13
dias entre regas
Inverno
Set
12
dias entre regas
Primavera
Out
10
dias entre regas
Primavera
Nov
9
dias entre regas
Primavera
Dez
8
dias entre regas
Verão
Como saber a hora certa

Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.

Diagnóstico

Sintomas comuns e o que fazer

A leitura correta do sintoma evita o erro clássico de regar mais uma planta que já está encharcada.

Sintoma Causa provável O que fazer
Queda de folhas poucos dias depois de mudar o vaso de lugar Estresse de aclimatação: a planta ajusta o metabolismo ao novo nível de luz e descarta as folhas que não consegue sustentar. Deixe o vaso parado no lugar escolhido, mantenha a rega regular e não adube por um mês. A emissão de folhas volta ao normal em quatro a seis semanas.
Manchas marrons escuras nascendo na borda da folha e avançando para dentro Excesso de água na raiz, quase sempre por prato cheio ou substrato compactado. Tire a planta do vaso, corte as raízes escuras e moles, replante em mistura com mais perlita e só volte a regar quando a superfície estiver seca há três dias.
Pontos marrons secos no meio da lâmina, com aspecto de papel Ar muito seco somado a acúmulo de sal de adubo no substrato. Lave o substrato na pia com água abundante, corte a dose de fertilizante pela metade e aumente a umidade em volta do vaso.
Folhas novas cada vez menores e caule alongado Luz insuficiente por vários meses. Aproxime o vaso da janela ou instale uma lâmpada de cultivo por dez horas diárias. Corte o topo no fim do inverno para forçar ramos novos mais compactos.
Folhas amarelas caindo na base do tronco Comportamento normal do crescimento vertical, agravado por rega irregular. Uma folha velha de vez em quando é esperada. Se caírem várias na mesma semana, confira a umidade do substrato antes de qualquer outra coisa.

Pragas que aparecem com mais frequência

  • Cochonilha-farinhenta: Grumos algodonosos na axila do pecíolo e melado pegajoso escorrendo sobre as folhas de baixo. Passe cotonete com álcool a 70% em cada grumo, lave a folhagem com calda de sabão neutro e repita a cada cinco dias por três semanas.
  • Ácaro-vermelho: Folha sem brilho, com pontilhado claro no verso e teia fina no encontro do pecíolo com o caule. Leve o vaso ao chuveiro e lave o verso das folhas com água morna, depois aplique óleo de neem diluído em duas sessões com dez dias de intervalo.
  • Tripes: Riscos prateados e pontinhos escuros no verso das folhas novas, que abrem deformadas. Retire as folhas mais atacadas, instale armadilha adesiva azul perto do vaso e trate o ponto de crescimento com óleo de neem a cada sete dias.

Dicas de cultivo

  • Escolha o canto definitivo antes de levar a planta para casa. Cada mudança de posição custa algumas folhas e semanas de recuperação.
  • No transporte da loja, envolva a copa em papel solto de baixo para cima. Folha dobrada dentro do carro marca e não desamassa.
  • Ao limpar, apoie a mão embaixo da folha enquanto passa o pano na face de cima. Sem apoio, o pecíolo racha com a pressão.
  • Um tutor de bambu amarrado com fita macia mantém o tronco reto nos dois primeiros anos, enquanto a madeira ainda é flexível.
  • Gire o vaso um oitavo de volta por mês, em vez de meia volta de uma vez. Mudanças pequenas de luz não desencadeiam queda de folha.
Erro mais comum

Mudar a planta de lugar em busca do ponto perfeito e derrubar folha atrás de folha nessa procura.

Curiosidades

  • O epíteto lyrata vem do latim para lira: quem descreveu a espécie viu no contorno estreito no meio e largo na ponta o formato do instrumento antigo. Em inglês a comparação virou violino, e o apelido acabou atravessando idiomas.
  • Na natureza é uma hemiepífita estranguladora: germina sobre outra árvore, desce raízes até o solo e acaba envolvendo o tronco que a hospedou, que morre sufocado por falta de luz e espaço.
  • Ela só ganhou espaço nas casas a partir dos anos 2010, empurrada por revistas de decoração e redes sociais. Antes disso era planta de jardim tropical e de saguão de edifício, raramente vendida em vaso pequeno.
  • Cada folha adulta pode passar de quarenta centímetros de comprimento e é sustentada por um pecíolo curto e rígido, o que torna a copa surpreendentemente pesada para a espessura do tronco jovem.
Boa escolha para

sala com janela grande · quem quer uma árvore de interior · ponto focal de ambiente. Menos indicada para: ambientes escuros, casas com animais que roem folhagem e quem muda os móveis de lugar com frequência.

Comparações diretas

Coloque a figueira-lira frente a frente

As espécies abaixo têm exigências parecidas e costumam disputar o mesmo lugar da casa. A afinidade indica o quanto elas se aproximam nas 9 escalas.

Espécies parecidas

Se gostou desta, considere também

37/100 fácil

Areca-bambu

Dypsis lutescens

92% de afinidade com a figueira-lira. Touceira leve de hastes finas e amareladas.

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Média
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63/100 fácil

Seringueira

Ficus elastica

89% de afinidade com a figueira-lira. Folha larga e envernizada que aguenta descuido.

Luz média
Moderada
Fácil
Ver ficha
40/100 fácil

Begônia-maculata

Begonia maculata

88% de afinidade com a figueira-lira. Folha de bolinhas prateadas e verso vinho.

Luz média
Moderada
Média
Ver ficha
20/100 fácil

Alocásia-amazônica

Alocasia x amazonica

88% de afinidade com a figueira-lira. Folha de flecha com nervuras brancas em relevo.

Luz média
Frequente
Exigente
Ver ficha
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a figueira-lira

De quanto em quanto tempo regar a figueira-lira?

Em média, a cada 8 dias no verão e a cada 13 dias no inverno. Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.

Figueira-lira precisa de sol direto?

Não de sol direto na folha, mas de muita claridade: o ideal é junto a uma janela clara, com cortina fina filtrando o excesso.

É tóxica para cães e gatos?

O látex leitoso dos ramos e das folhas irrita a boca e o estômago de cães e gatos, com salivação intensa e vômito, e provoca dermatite em pessoas de pele sensível. Use luvas na poda e recolha as folhas que caírem no chão.

Serve para quem nunca cuidou de plantas?

Ela cobra alguma experiência. O nível de dificuldade é exigente e a manutenção de rotina é alta, o que dá um índice de facilidade de 31 em 100 no nosso cálculo.

Qual o melhor lugar da casa para ela?

O ambiente que rende melhor é sala de estar. A espécie chega a 1,2 m a 3 m, prefere temperatura entre 18°C a 27°C e umidade do ar de 50% a 70%.

Cresce rápido?

O ritmo é moderado. Em local claro produz de dez a quinze folhas por temporada quente e ganha perto de trinta centímetros de altura por ano. No frio interrompe o crescimento por completo.

Qual substrato usar?

Fértil, encorpado e com drenagem rápida. Uma mistura que funciona bem: 2 partes de terra vegetal, 1 parte de casca de pinus média, 1 parte de perlita e um punhado de húmus de minhoca.

Aguenta ficar sem rega durante uma viagem?

Só por poucos dias. A tolerância ao esquecimento é pequena: aguenta cerca de uma semana antes de reclamar.