Ir para o conteúdo
Budgethatch
  • Begoniaceae
  • Luz média
  • Rega moderada
  • Tóxica para pets

Begônia-maculata

Begonia maculata

Folha de bolinhas prateadas e verso vinho. Begônia de caule ereto com folhas assimétricas pintadas de bolinhas prateadas, verso vinho e cachos de flores brancas dentro de casa.

40/100
Pede atenção

Índice de facilidade calculado a partir de dificuldade, manutenção, rega, umidade exigida e tolerância a descuido. Como calculamos.

Calendário de rega
Begônia-maculata (Begonia maculata), folhagem de interior em detalhe

Foto: H. Kewell profil · CC BY 4.0 via Wikimedia Commons

Luz
Luz indireta média
Rega no verão
a cada 7 dias
inverno: a cada 12 dias
Altura em vaso
50 cm a 1 m
Média (50 cm a 1 m)
Temperatura ideal
18°C a 26°C
mínima tolerada: 13°C
Umidade do ar
50% a 70%
Alta
Solo
Leve, drenante, rico em matéria orgânica e levemente ácido
Crescimento
Rápido
Ambiente ideal
Sala de estar
Manutenção
Média
Origem
Barrancos úmidos e sombreados da Mata Atlântica no sudeste do Brasil
Escalas de cultivo

O que cada nota significa nesta espécie

As mesmas 9 escalas são aplicadas a todas as espécies do catálogo, o que permite a comparação direta entre duas plantas quaisquer.

Necessidade de luz 3/5
Luz média

Precisa de um ponto claro, a 1 ou 2 metros de uma janela, sem raios batendo na folha.

Frequência de rega 3/5
Moderada

Rega a cada 7 a 10 dias, quando os primeiros centímetros secam.

Nível de dificuldade 3/5
Média

Pede rotina razoavelmente constante para ficar bonita.

Umidade do ar ideal 4/5
Alta

Quer 60% ou mais de umidade; ar seco queima as pontas.

Tamanho médio 3/5
Média

Ocupa um canto de móvel ou um vaso de chão baixo.

Velocidade de crescimento 4/5
Rápido

Enche o vaso em uma temporada e pede poda ou apoio.

Necessidade de manutenção 3/5
Média

Poda leve, adubo mensal no calor e giro do vaso.

Tolerância ao esquecimento 2/5
Pequena

Aguenta cerca de uma semana antes de reclamar.

Tolerância à pouca luz 2/5
Pequena

Sobrevive em canto escuro, mas cresce torta e sem cor.

Sobre a begônia-maculata

A begônia-maculata é brasileira: cresce naturalmente em barrancos sombreados e úmidos da Mata Atlântica, apoiada em caules eretos e segmentados que lembram bambu. Cada folha é fortemente assimétrica, com uma metade maior que a outra, formato típico do gênero e responsável pelo apelido de asa-de-anjo. A face superior é verde-escura salpicada de manchas prateadas arredondadas, e a inferior tem um vinho intenso. Esse contraste entre as duas faces é o principal motivo pelo qual a espécie é cultivada em vaso.

Dentro de casa ela se comporta como arbusto de caule fino: cresce em altura mais do que em largura e, sem poda, vira uma planta alta, desguarnecida na base e propensa a tombar. Os caules são quebradiços e ocos, e um esbarrão parte um ramo inteiro com facilidade. A boa notícia é que cada segmento cortado enraíza em água em cerca de duas semanas, então a poda de condução é ao mesmo tempo estética e uma fonte constante de mudas novas.

A armadilha do cultivo tem nome: oídio. As folhas largas e o hábito denso, combinados com ar parado e umidade alta, criam a condição perfeita para o fungo branco e pulverulento que cobre a lâmina e a deforma. É por isso que a espécie pede o oposto do que se recomenda para as marantáceas: umidade moderada com boa circulação de ar, e nada de molhar a folhagem. Regar sempre no substrato, e não por cima, evita metade dos problemas.

Diferente das outras plantas deste conjunto, ela floresce com facilidade em ambiente interno: cachos pendentes de flores brancas ou levemente rosadas, em hastes que surgem entre as folhas, sobretudo da primavera ao verão, e que podem durar semanas. As flores são unissexuadas na mesma planta, característica do gênero. Em contrapartida, a folhagem contém oxalato de cálcio e outras substâncias irritantes, o que exige atenção em casas com cães e gatos.

Também conhecida como: Begônia-asa-de-anjo, Begônia-bolinha, Begônia-poá.

Atenção com animais e crianças

As begônias contêm oxalato de cálcio, concentrado sobretudo nos caules e nas partes subterrâneas. A mordida provoca ardência na boca, salivação e vômito em cães e gatos, e a ingestão das raízes é a situação mais séria. Mantenha o vaso em altura fora do alcance dos animais.

Como cuidar

Rotina de cultivo, ponto por ponto

Iluminação

Luz indireta forte é o que garante bolinhas nítidas e caules firmes: junto a uma janela com cortina fina, ou a um metro de uma janela voltada para o leste, com sol suave da manhã até por volta das nove horas. Sol forte do meio-dia queima manchas secas na lâmina. Em luz fraca os entrenós se alongam, as bolinhas ficam esparsas e a floração simplesmente não acontece. É a espécie deste grupo que mais depende de claridade.

Rega

Regue quando os dois primeiros centímetros do substrato estiverem secos, o que costuma dar uma semana no verão e doze dias no inverno. Molhe diretamente no substrato, pela borda do vaso, mantendo folhas e caules secos. Descarte a água do prato, porque raiz encharcada apodrece rápido em uma planta de caule oco. No inverno, reduza sem deixar secar por completo: substrato seco por muitos dias derruba as folhas mais velhas de uma vez.

Solo e substrato

A mistura precisa drenar bem e ainda assim guardar alguma umidade. Substrato para folhagens com perlita e fibra de coco, nas partes dois, um e um, funciona bem, e a casca de pinus fina ajuda a manter a estrutura por mais tempo. Substrato pesado e compactado é receita de podridão de raiz, especialmente em vasos de boca larga que demoram a secar. Renove a camada superior todo ano, no início da primavera.

Umidade do ar

Entre 50% e 70% ela fica confortável, faixa bem mais fácil de manter do que a das marantáceas. O detalhe importante é a ventilação: umidade alta com ar parado favorece o oídio, o problema número um da espécie. Prefira elevar a umidade com bandeja de pedras e água, nunca com borrifador, porque folha molhada por horas é exatamente o ambiente de que o fungo precisa. Um ponto com brisa suave vale mais que um umidificador.

Temperatura

Entre 18 °C e 26 °C ela cresce e floresce sem dificuldade. Abaixo de 13 °C os caules amolecem e a planta perde folhas rapidamente; frio intenso mata a parte aérea. Acima de 30 °C, com sol batendo, as bordas secam e a floração para. Ela também não gosta de mudanças bruscas: mover o vaso da varanda para dentro de casa de uma vez, em dia frio, costuma provocar queda de folhas em uma semana.

Adubação

Adube a cada quinze dias na primavera e no verão com fertilizante equilibrado diluído à metade. Na fase de floração, um formulado com mais fósforo prolonga os cachos, enquanto o excesso de nitrogênio produz o efeito contrário: muita folha e nenhuma flor. Suspenda no outono e no inverno, quando a planta está parada. Adubo aplicado em substrato seco queima a raiz fina, então regue antes e fertilize logo em seguida.

Poda e limpeza

A poda é obrigatória, e não opcional. Duas vezes por ano, corte os caules pela metade, logo acima de um nó, para forçar brotação lateral e evitar o exemplar alto e pelado na base. Retire folhas velhas, flores murchas e qualquer lâmina com sinal de fungo, descartando o material longe do vaso. Desinfete a tesoura com álcool entre um corte e outro, porque o oídio se espalha com facilidade pela lâmina da ferramenta.

Vaso e transplante

Vaso um pouco mais profundo que largo acomoda melhor o sistema de raízes e ajuda a equilibrar o peso dos caules altos. Cerâmica pesada evita tombos, comuns em plantas de um metro com caule fino. Transplante todo ano na primavera enquanto o crescimento estiver acelerado, subindo três centímetros de diâmetro por vez. Uma estaca de bambu discreta, amarrada com fita macia, sustenta os caules mais altos até que engrossem.

Propagação

É das folhagens mais fáceis de multiplicar. Corte um trecho de caule com um ou dois nós, remova as folhas de baixo e coloque em copo com água em local claro; as raízes brotam em duas semanas e a muda vai para o vaso quando passarem de cinco centímetros. Também funciona a estaca direto em substrato úmido, coberta com saco plástico furado. Aproveite sempre os ramos removidos na poda em vez de descartá-los.

Receita de substrato que funciona

2 partes de substrato para folhagens, 1 parte de perlita e 1 parte de fibra de coco, com um punhado de casca de pinus fina.

Rega ao longo do ano

Intervalo estimado mês a mês

Estimativa para vaso plástico de porte médio, em ambiente de claridade média. Ajuste o vaso, o local e o ar do ambiente na ferramenta completa.

Ajustar às minhas condições
Jan
7
dias entre regas
Verão
Fev
7
dias entre regas
Verão
Mar
8
dias entre regas
Outono
Abr
10
dias entre regas
Outono
Mai
11
dias entre regas
Outono
Jun
12
dias entre regas
Inverno
Jul
12
dias entre regas
Inverno
Ago
12
dias entre regas
Inverno
Set
11
dias entre regas
Primavera
Out
9
dias entre regas
Primavera
Nov
8
dias entre regas
Primavera
Dez
7
dias entre regas
Verão
Como saber a hora certa

Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.

Diagnóstico

Sintomas comuns e o que fazer

A leitura correta do sintoma evita o erro clássico de regar mais uma planta que já está encharcada.

Sintoma Causa provável O que fazer
Pó branco farináceo cobrindo a face superior das folhas Oídio, favorecido por ar parado, umidade alta e folhagem molhada na rega. Remova e descarte as folhas afetadas, melhore a circulação de ar, pare de molhar a folhagem e aplique calda de bicarbonato de sódio, uma colher de chá por litro com uma gota de detergente neutro, a cada cinco dias.
Queda repentina das folhas da base Choque de temperatura, corrente de ar frio ou substrato que secou por completo. Estabilize o local do vaso, afaste de portas e janelas frias e retome a rega regular. Os caules pelados podem ser cortados pela metade na primavera para brotar de novo.
Caules longos, com folhas espaçadas e poucas bolinhas Claridade insuficiente somada à falta de poda. Mude para um ponto com luz indireta forte e corte os caules pela metade, acima de um nó. As brotações novas saem com o desenho bem mais marcado.
Manchas marrons encharcadas com halo amarelo nas folhas Água parada sobre a lâmina, favorecendo bactérias e fungos. Regue apenas no substrato, elimine as folhas doentes com tesoura desinfetada e aumente a ventilação. Evite banhos de chuveiro nesta espécie.
Planta saudável que não floresce Pouca claridade ou excesso de adubo rico em nitrogênio. Aproxime da janela com cortina fina e troque o fertilizante por um com mais fósforo durante a primavera. A floração costuma vir na temporada seguinte.

Pragas que aparecem com mais frequência

  • Cochonilha: Massas brancas nas axilas das folhas e ao longo dos nós dos caules, com melado grudento. Limpe com cotonete e álcool a 70%, corte os ramos muito atacados e trate com calda de sabão neutro a cada cinco dias por três semanas.
  • Mosca-branca: Insetos brancos minúsculos que levantam voo quando a folhagem é tocada, com o verso das folhas pegajoso. Instale armadilhas amarelas adesivas, lave o verso das folhas e aplique óleo de neem diluído a cada cinco dias, cobrindo bem a face inferior.
  • Tripes: Riscos prateados na lâmina e flores manchadas que caem antes mesmo de abrir. Retire flores e folhas atacadas, use armadilhas azuis adesivas e aplique neem nas duas faces por três semanas seguidas.

Dicas de cultivo

  • Enfie uma estaca de bambu no vaso antes de a planta passar de sessenta centímetros. Caule oco de begônia parte com um esbarrão e não cola de volta.
  • Nunca dê banho de chuveiro nesta begônia. O que faz bem à samambaia é justamente o que abre a porta para o oídio aqui.
  • Aproveite todo ramo que quebrar. Colocado em água no mesmo dia, ele vira uma planta nova e evita o desperdício.
  • Se a base ficou pelada, corte a planta pela metade no começo da primavera. Parece radical, mas ela rebrota mais cheia em dois meses.
  • Um ventilador de mesa em velocidade baixa por algumas horas, longe do jato direto, reduz muito o risco de fungo em ambientes abafados.
Erro mais comum

Molhar a folhagem na rega e deixar o vaso em um canto sem circulação de ar, o que convida o oídio.

Curiosidades

  • A espécie foi descrita a partir de material coletado no Brasil no início do século XIX e é nativa da Mata Atlântica. Hoje é vendida no mundo inteiro como planta de interior, com o desenho pontilhado das folhas como principal atrativo.
  • O verso vinho das folhas é comum em plantas de sub-bosque, e há a hipótese de que o pigmento ajude a aproveitar a luz que atravessa a lâmina, refletindo-a de volta para os tecidos que fazem fotossíntese.
  • As begônias têm flores masculinas e femininas separadas na mesma planta. Nos cachos, as femininas se reconhecem pelo ovário alado logo atrás das pétalas, uma estrutura de três abas que depois vira a cápsula de sementes.
  • O gênero Begonia é um dos maiores do reino vegetal, com mais de dois mil nomes aceitos, e o Brasil abriga centenas de espécies nativas, muitas restritas a áreas pequenas de mata.
Boa escolha para

sala com janela clara · quem quer flor dentro de casa · vaso de meia altura. Menos indicada para: casas com animais que roem folhas e cantos escuros sem ventilação.

Comparações diretas

Coloque a begônia-maculata frente a frente

As espécies abaixo têm exigências parecidas e costumam disputar o mesmo lugar da casa. A afinidade indica o quanto elas se aproximam nas 9 escalas.

Espécies parecidas

Se gostou desta, considere também

40/100 fácil

Orquídea Phalaenopsis

Phalaenopsis amabilis

99% de afinidade com a begônia-maculata. Floração que se mantém por meses na mesma haste.

Luz média
Moderada
Média
Ver ficha
38/100 fácil

Antúrio

Anthurium andraeanum

98% de afinidade com a begônia-maculata. Espata encerada que fica aberta por dois meses.

Luz forte
Moderada
Média
Ver ficha
37/100 fácil

Areca-bambu

Dypsis lutescens

97% de afinidade com a begônia-maculata. Touceira leve de hastes finas e amareladas.

Luz média
Frequente
Média
Ver ficha
52/100 fácil

Hera-inglesa

Hedera helix

96% de afinidade com a begônia-maculata. Trepadeira rústica que prefere ambientes frescos.

Luz média
Moderada
Fácil
Ver ficha
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a begônia-maculata

De quanto em quanto tempo regar a begônia-maculata?

Em média, a cada 7 dias no verão e a cada 12 dias no inverno. Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.

Begônia-maculata precisa de sol direto?

Não. A espécie trabalha com luz indireta média e o sol direto pode marcar as folhas de forma permanente.

É tóxica para cães e gatos?

As begônias contêm oxalato de cálcio, concentrado sobretudo nos caules e nas partes subterrâneas. A mordida provoca ardência na boca, salivação e vômito em cães e gatos, e a ingestão das raízes é a situação mais séria. Mantenha o vaso em altura fora do alcance dos animais.

Serve para quem nunca cuidou de plantas?

Ela cobra alguma experiência. O nível de dificuldade é intermediária e a manutenção de rotina é média, o que dá um índice de facilidade de 40 em 100 no nosso cálculo.

Qual o melhor lugar da casa para ela?

O ambiente que rende melhor é sala de estar. A espécie chega a 50 cm a 1 m, prefere temperatura entre 18°C a 26°C e umidade do ar de 50% a 70%.

Cresce rápido?

O ritmo é rápido. Na primavera e no verão alonga vários centímetros por mês e pede poda de condução duas vezes por ano. No inverno para e pode perder folhas da base.

Qual substrato usar?

Leve, drenante, rico em matéria orgânica e levemente ácido. Uma mistura que funciona bem: 2 partes de substrato para folhagens, 1 parte de perlita e 1 parte de fibra de coco, com um punhado de casca de pinus fina.

Aguenta ficar sem rega durante uma viagem?

Só por poucos dias. A tolerância ao esquecimento é pequena: aguenta cerca de uma semana antes de reclamar.