Ir para o conteúdo
Budgethatch
  • Orchidaceae
  • Luz média
  • Rega moderada
  • Segura para pets

Orquídea Phalaenopsis

Phalaenopsis amabilis

Floração que se mantém por meses na mesma haste. Orquídea epífita de flores duradouras que vive em casca, não em terra, e depende de rega por imersão semanal com drenagem completa.

40/100
Pede atenção

Índice de facilidade calculado a partir de dificuldade, manutenção, rega, umidade exigida e tolerância a descuido. Como calculamos.

Calendário de rega
Orquídea Phalaenopsis (Phalaenopsis amabilis), folhagem de interior em detalhe

Foto: Orchi · CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons

Luz
Luz indireta média
Rega no verão
a cada 7 dias
inverno: a cada 10 dias
Altura em vaso
30 cm a 50 cm
Pequena (25 a 50 cm)
Temperatura ideal
20°C a 28°C
mínima tolerada: 15°C
Umidade do ar
55% a 75%
Alta
Solo
Sem terra: substrato de casca grossa com muita aeração
Crescimento
Lento
Ambiente ideal
Sala de estar
Manutenção
Média
Origem
Florestas úmidas de baixa altitude da Indonésia, das Filipinas e do norte da Austrália
Escalas de cultivo

O que cada nota significa nesta espécie

As mesmas 9 escalas são aplicadas a todas as espécies do catálogo, o que permite a comparação direta entre duas plantas quaisquer.

Necessidade de luz 3/5
Luz média

Precisa de um ponto claro, a 1 ou 2 metros de uma janela, sem raios batendo na folha.

Frequência de rega 3/5
Moderada

Rega a cada 7 a 10 dias, quando os primeiros centímetros secam.

Nível de dificuldade 3/5
Média

Pede rotina razoavelmente constante para ficar bonita.

Umidade do ar ideal 4/5
Alta

Quer 60% ou mais de umidade; ar seco queima as pontas.

Tamanho médio 2/5
Pequena

Boa para aparador, cabeceira e bancada.

Velocidade de crescimento 2/5
Lento

Ganha corpo devagar, sem precisar de troca de vaso frequente.

Necessidade de manutenção 3/5
Média

Poda leve, adubo mensal no calor e giro do vaso.

Tolerância ao esquecimento 2/5
Pequena

Aguenta cerca de uma semana antes de reclamar.

Tolerância à pouca luz 2/5
Pequena

Sobrevive em canto escuro, mas cresce torta e sem cor.

Sobre a orquídea phalaenopsis

A Phalaenopsis é epífita: na natureza ela vive fixada na casca de árvores, com as raízes expostas ao ar e à chuva, sem nenhum contato com o solo. Essas raízes são grossas e recobertas por um tecido esponjoso chamado velame, que absorve água rapidamente e depois deixa passar ar até a parte interna. É por isso que a planta não vive em terra: qualquer substrato compactado bloqueia essa troca gasosa e sufoca a raiz em poucas semanas, independentemente de quanto se acerte na rega.

O crescimento é monopodial, ou seja, acontece a partir de um único ponto no alto da planta, que emite duas a três folhas por ano, sempre alternadas. Ela não tem pseudobulbos, aquelas reservas engrossadas de outras orquídeas, e guarda água nas próprias folhas e raízes. Isso a torna mais dependente de regularidade do que uma Cattleya, por exemplo. Folha enrugada e mole quase sempre significa raiz comprometida, e não falta de água na superfície do substrato.

A rega por imersão é o método que melhor imita o regime natural de chuva forte seguida de secagem. A haste floral nasce da base de uma folha madura, cresce por algumas semanas e abre botões em sequência, de baixo para cima. Um detalhe que faz diferença: o ponto de crescimento fica no centro da planta, entre as folhas, e água acumulada ali apodrece o meristema. Como esse ponto é único, perdê-lo significa que a planta não emite mais folhas novas.

Ler as raízes é a habilidade que separa quem mantém a orquídea viva por anos de quem a descarta depois da floração. Raiz prateada e firme está simplesmente seca e pronta para receber água; raiz verde e brilhante está hidratada e não precisa de nada; raiz marrom, achatada e mole está apodrecida e deve ser cortada. O vaso transparente existe justamente para tornar essa leitura possível sem desenterrar nada. Vale conferir o conjunto de raízes uma vez por semana, antes de decidir a rega, porque dois exemplares na mesma casa raramente secam no mesmo ritmo.

Também conhecida como: Orquídea-borboleta, Falenópsis, Orquídea-do-luar.

Convive bem com animais

Não há toxicidade relatada para cães e gatos: flores, folhas e raízes não contêm compostos irritantes conhecidos. A atenção deve ir para o substrato, já que pedaços de casca engolidos causam desconforto digestivo, e para as hastes floridas, que quebram com uma patada.

Como cuidar

Rotina de cultivo, ponto por ponto

Iluminação

Claridade indireta abundante, do tipo em que a planta vê o céu mas não o sol: janela leste com cortina fina ou a um metro de uma janela ampla. Um teste prático é olhar a folha, que deve ter verde médio e não verde-escuro brilhante; folha muito escura indica luz insuficiente e é a razão mais comum de a planta nunca voltar a florescer. Sol direto queima manchas amarelas irrecuperáveis em minutos.

Rega

Uma vez por semana no verão e a cada dez dias no inverno, mergulhe o vaso em um recipiente com água até a altura do substrato e deixe por quinze minutos. Depois retire e escorra por completo, sem devolver o vaso para dentro de qualquer prato com água. As raízes visíveis pelo vaso mudam de prateado para verde durante a imersão, o que confirma que a hidratação foi suficiente. Nunca molhe o centro da planta.

Solo e substrato

O substrato não é terra e não tem função nutritiva: é apenas apoio físico com muito espaço de ar. Casca de pinus média forma a base, o esfagno ou a fibra de coco retêm alguma umidade e o carvão evita fermentação. Esse material se degrada e compacta em dois anos, quando passa a segurar água em excesso. Trocá-lo nesse intervalo é o cuidado que mais preserva a saúde das raízes.

Umidade do ar

A faixa ideal fica entre 55% e 75% de umidade relativa. Em ar seco os botões florais podem secar e cair antes de abrir, o fenômeno conhecido como aborto de botão. Um prato largo com pedras molhadas sob o vaso, o agrupamento com outras plantas ou a proximidade de um banheiro com janela ajudam. Ventilação constante é igualmente importante, porque umidade alta com ar parado favorece manchas nas folhas.

Temperatura

A faixa confortável vai de 20 °C a 28 °C, com mínima de 15 °C. Uma sequência de duas a três semanas com noites entre 16 °C e 18 °C no outono é o estímulo que dispara a formação da haste floral, e é por isso que muitos exemplares em ambiente climatizado o ano inteiro nunca florescem. Acima de 33 °C a planta interrompe o crescimento e fica suscetível a apodrecimento na base das folhas.

Adubação

Use fertilizante específico para orquídeas em dose baixa, a cada duas ou três regas, sempre com o substrato já úmido pela imersão para não queimar as raízes. Na fase de crescimento vegetativo prefira formulações com mais nitrogênio; no fim do verão, uma com mais fósforo favorece a formação de haste. Uma vez por mês, faça uma imersão apenas com água limpa para lavar os sais acumulados na casca.

Poda e limpeza

Depois de a última flor cair, avalie a haste. Se ela estiver verde e firme, corte dois centímetros acima do segundo nó de baixo, o que às vezes gera uma ramificação com novas flores. Se estiver amarelada ou seca, corte rente à base. Folhas amarelas devem ser removidas apenas quando se soltarem com facilidade. Use tesoura esterilizada em álcool ou chama antes de cada corte, porque orquídeas transmitem vírus por ferramenta contaminada.

Vaso e transplante

Vaso transparente com furos laterais e no fundo é a melhor escolha, porque permite acompanhar a cor das raízes e garante circulação de ar em todo o volume. Dispense o cachepô decorativo fechado no dia a dia, ou pelo menos retire o vaso dele para regar e escorrer. O tamanho deve ser justo, com as raízes ocupando quase todo o espaço interno. Vaso grande demais mantém casca úmida sem raiz para absorver a água.

Propagação

A multiplicação doméstica se limita aos keikis, brotos que às vezes surgem em um nó da haste floral e desenvolvem folhas e raízes próprias. Espere o broto ter duas ou três raízes de cinco centímetros antes de separá-lo, cortando a haste dois centímetros acima e abaixo dele. Plante em vaso pequeno com casca fina e mantenha o ambiente mais úmido nas primeiras semanas. Divisão de touceira não se aplica, pois a planta tem ponto de crescimento único.

Receita de substrato que funciona

3 partes de casca de pinus média, 1 parte de esfagno ou fibra de coco e 1 parte de carvão vegetal em pedaços.

Rega ao longo do ano

Intervalo estimado mês a mês

Estimativa para vaso plástico de porte médio, em ambiente de claridade média. Ajuste o vaso, o local e o ar do ambiente na ferramenta completa.

Ajustar às minhas condições
Jan
7
dias entre regas
Verão
Fev
7
dias entre regas
Verão
Mar
8
dias entre regas
Outono
Abr
9
dias entre regas
Outono
Mai
9
dias entre regas
Outono
Jun
10
dias entre regas
Inverno
Jul
10
dias entre regas
Inverno
Ago
10
dias entre regas
Inverno
Set
9
dias entre regas
Primavera
Out
8
dias entre regas
Primavera
Nov
7
dias entre regas
Primavera
Dez
7
dias entre regas
Verão
Como saber a hora certa

Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.

Diagnóstico

Sintomas comuns e o que fazer

A leitura correta do sintoma evita o erro clássico de regar mais uma planta que já está encharcada.

Sintoma Causa provável O que fazer
Raízes marrons, achatadas e moles ao toque Podridão por substrato velho compactado ou por água retida no vaso e no cachepô. Retire toda a casca antiga, corte as raízes moles com tesoura esterilizada, replante em substrato novo e volte a regar por imersão só depois de cinco dias.
Raízes prateadas e enrugadas, folhas ligeiramente flácidas Desidratação: o velame está seco e a planta consumiu a reserva das folhas. Faça uma imersão de vinte minutos e observe as raízes ficarem verdes. Retome o intervalo semanal. Raiz prateada é sede, não doença, e responde rápido.
Folhas verde-escuras, planta saudável, mas sem florescer ao longo de anos Luz insuficiente e ausência de queda de temperatura noturna no outono. Aproxime de uma janela clara com cortina fina e, no outono, deixe a planta em ambiente com noites entre 16 °C e 18 °C por três semanas.
Centro da planta escurecido, com folhas novas soltando da base Água acumulada no ponto de crescimento entre as folhas, apodrecendo o meristema. Seque o centro com papel absorvente, aplique canela em pó na área e passe a regar somente por imersão. Se o ponto morrer, a planta pode ainda emitir um keiki na haste.
Botões amarelando e caindo antes de abrir Ar muito seco, mudança brusca de local ou corrente de ar frio sobre a haste. Mantenha o vaso no mesmo lugar durante a floração, longe de saída de ar-condicionado, e eleve a umidade com prato de pedras molhadas embaixo do vaso.

Pragas que aparecem com mais frequência

  • Cochonilha-escama: Carapaças pequenas e marrons no verso das folhas, junto à nervura, e na base das hastes florais. Remova uma a uma com cotonete e álcool a 70%, limpe as duas faces de todas as folhas e repita a inspeção semanalmente por um mês.
  • Ácaro-falso: Áreas prateadas e depois amarronzadas no verso das folhas, com aspecto de pele engelhada. Limpe as folhas com pano úmido, aplique óleo de neem diluído nas duas faces em duas sessões com dez dias de intervalo e melhore a ventilação do local.
  • Lesmas e caracóis: Bordas de flores e pontas de raízes novas comidas durante a noite, com rastro brilhante no vaso. Inspecione o fundo do vaso e o prato ao anoitecer, retire os animais manualmente e evite deixar o vaso apoiado direto no chão de varanda.

Dicas de cultivo

  • Tire o vaso do cachepô decorativo para regar e devolva só depois de escorrer bem. Água esquecida no fundo do cachepô é a causa mais frequente de raiz podre.
  • Não corte a haste verde depois da última flor. Um corte acima do segundo nó pode render uma ramificação florida em poucas semanas.
  • Esterilize a tesoura na chama ou em álcool antes de cada corte, inclusive entre plantas diferentes. Vírus de orquídea se transmite por ferramenta.
  • Se a planta veio em musgo compactado de floricultura, programe a troca por casca no fim da floração. É o maior ganho de longevidade que você pode dar a ela.
  • Anote a data de cada imersão. O intervalo semanal é fácil de perder de vista e a planta demora a mostrar que algo está errado.
Erro mais comum

Regar um pouco todos os dias com o vaso dentro de um cachepô fechado, o que apodrece as raízes em poucas semanas.

Curiosidades

  • Uma haste bem formada mantém flores abertas por dois a quatro meses, uma das florações mais longas entre plantas cultivadas em vaso. As flores abrem em sequência, de baixo para cima, o que estende ainda mais o período.
  • As raízes aéreas que saem para fora do vaso não estão fugindo nem sobrando: é o comportamento normal de uma epífita, que na natureza mantém boa parte do sistema radicular exposto ao ar e à chuva.
  • A mudança de cor das raízes é um indicador visual direto de hidratação. O velame fica prateado quando seco e verde quando cheio de água, e essa leitura é o motivo pelo qual se recomenda vaso transparente.
  • A espécie é uma das flores nacionais da Indonésia, onde é conhecida como flor-da-lua por causa das pétalas brancas e do formato que lembra asas abertas.
Boa escolha para

sala com janela clara · quem quer flor duradoura · banheiro iluminado. Menos indicada para: quem prefere plantas de rotina simples e não quer aprender a ler as raízes.

Espécies parecidas

Se gostou desta, considere também

40/100 fácil

Begônia-maculata

Begonia maculata

99% de afinidade com a orquídea phalaenopsis. Folha de bolinhas prateadas e verso vinho.

Luz média
Moderada
Média
Ver ficha
38/100 fácil

Antúrio

Anthurium andraeanum

99% de afinidade com a orquídea phalaenopsis. Espata encerada que fica aberta por dois meses.

Luz forte
Moderada
Média
Ver ficha
52/100 fácil

Hera-inglesa

Hedera helix

92% de afinidade com a orquídea phalaenopsis. Trepadeira rústica que prefere ambientes frescos.

Luz média
Moderada
Fácil
Ver ficha
56/100 fácil

Planta-do-dinheiro-chinesa

Pilea peperomioides

92% de afinidade com a orquídea phalaenopsis. Folhas redondas em pecíolos que giram atrás da luz.

Luz média
Moderada
Fácil
Ver ficha
Perguntas frequentes

Dúvidas sobre a orquídea phalaenopsis

De quanto em quanto tempo regar a orquídea phalaenopsis?

Em média, a cada 7 dias no verão e a cada 10 dias no inverno. Regue quando os 3 primeiros centímetros do substrato estiverem secos ao toque.

Orquídea Phalaenopsis precisa de sol direto?

Não. A espécie trabalha com luz indireta média e o sol direto pode marcar as folhas de forma permanente.

É tóxica para cães e gatos?

Não há toxicidade relatada para cães e gatos: flores, folhas e raízes não contêm compostos irritantes conhecidos. A atenção deve ir para o substrato, já que pedaços de casca engolidos causam desconforto digestivo, e para as hastes floridas, que quebram com uma patada.

Serve para quem nunca cuidou de plantas?

Ela cobra alguma experiência. O nível de dificuldade é intermediária e a manutenção de rotina é média, o que dá um índice de facilidade de 40 em 100 no nosso cálculo.

Qual o melhor lugar da casa para ela?

O ambiente que rende melhor é sala de estar. A espécie chega a 30 cm a 50 cm, prefere temperatura entre 20°C a 28°C e umidade do ar de 55% a 75%.

Cresce rápido?

O ritmo é lento. Duas a três folhas novas por ano e uma haste floral por temporada em planta bem estabelecida, geralmente entre o outono e a primavera.

Qual substrato usar?

Sem terra: substrato de casca grossa com muita aeração. Uma mistura que funciona bem: 3 partes de casca de pinus média, 1 parte de esfagno ou fibra de coco e 1 parte de carvão vegetal em pedaços.

Aguenta ficar sem rega durante uma viagem?

Só por poucos dias. A tolerância ao esquecimento é pequena: aguenta cerca de uma semana antes de reclamar.