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Duelo de espécies

Figueira-lira ou Alocásia-amazônica?

Comparação em 19 pontos de cultivo, com destaque para o lado que exige menos trabalho em cada critério.

Menos trabalho no dia a dia Figueira-lira (Ficus lyrata), folhagem de interior em detalhe

Figueira-lira

Ficus lyrata

31 de 100 em facilidade

Exige dedicação

  • Luz forte
  • 8 dias no verão
  • Muito grande
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3 — 1 critérios de esforço
com vantagem
5 empates
Inverter lados
Alocásia-amazônica (Alocasia x amazonica), folhagem de interior em detalhe

Alocásia-amazônica

Alocasia x amazonica

20 de 100 em facilidade

Exige dedicação

  • Luz média
  • 5 dias no verão
  • Média
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Figueira-lira é a opção mais tranquila do par: 31 pontos de facilidade contra 20 de Alocásia-amazônica. Em luz, Alocásia-amazônica se contenta com luz indireta média, enquanto Figueira-lira pede luz indireta forte. No verão, o intervalo de rega é de 8 dias para Figueira-lira e 5 dias para Alocásia-amazônica. No espaço ocupado a diferença também aparece: Figueira-lira (1,2 m a 3 m) contra Alocásia-amazônica (40 cm a 90 cm).

Veredito por objetivo

Depende do que você precisa

Não existe planta melhor em termos absolutos. Para cada situação de uso, uma das duas leva vantagem por motivos diferentes.

Para quem está começando agora
Figueira-lira

Figueira-lira perdoa mais erros: exigente e manutenção alta.

Para quem viaja ou esquece de regar
Figueira-lira

Figueira-lira atravessa até 13 dias sem rega no inverno.

Para um canto sem janela por perto
Alocásia-amazônica

Alocásia-amazônica aceita luz indireta média e tem tolerância pequena à sombra.

Para banheiro com vapor e pouca luz
Alocásia-amazônica

Alocásia-amazônica aproveita a umidade alta: faixa ideal de 60% a 80%.

Para preencher o ambiente rápido
Figueira-lira

Figueira-lira cresce em ritmo moderado e chega a 1,2 m a 3 m.

Para apartamento pequeno ou prateleira
Alocásia-amazônica

Alocásia-amazônica fica em 40 cm a 90 cm, porte média.

Para casa com cachorro ou gato
Empate técnico

Nenhuma das duas é indicada: as duas são tóxicas se mordidas.

Tabela completa

Critério por critério

9 escalas de esforço e mais 10 dados técnicos de ficha. A marca indica o lado que dá menos trabalho — quando isso faz sentido no critério.

Critério Figueira-lira Alocásia-amazônica
Necessidade de luz Quantidade de claridade que a espécie precisa receber por dia para manter folhas firmes e coloridas.
Luz indireta forte Quer luz abundante o dia todo, colada em janela com cortina fina.
Luz indireta média Precisa de um ponto claro, a 1 ou 2 metros de uma janela, sem raios batendo na folha. exige menos
Frequência de rega Com que frequência o substrato precisa receber água em condições normais de interior.
Moderada Rega a cada 7 a 10 dias, quando os primeiros centímetros secam. exige menos
Frequente Rega a cada 4 a 6 dias; não gosta de secar por completo.
Nível de dificuldade Quanta experiência a espécie cobra para se manter bonita ao longo dos meses.
Exigente Reage rápido a qualquer desequilíbrio de água, ar seco ou luz.
Exigente Reage rápido a qualquer desequilíbrio de água, ar seco ou luz.
Umidade do ar ideal Quanto vapor de água a espécie quer no ar em volta das folhas.
Média Agradece um agrupamento de vasos ou um prato com pedras úmidas. exige menos
Muito alta Só fica impecável em banheiro úmido, estufa ou com umidificador.
Tamanho médio Altura que a planta costuma alcançar cultivada dentro de casa, em vaso.
Muito grande (acima de 2 m) Pede pé-direito alto e espaço livre em volta.
Média (50 cm a 1 m) Ocupa um canto de móvel ou um vaso de chão baixo.
Velocidade de crescimento Ritmo com que a planta emite folhas novas e ganha volume na primavera e no verão.
Moderado Cresce de forma visível a cada estação quente.
Moderado Cresce de forma visível a cada estação quente.
Necessidade de manutenção Trabalho de rotina além da rega: poda, limpeza de folhas, adubo, giro do vaso e transplante.
Alta Poda, limpeza, adubo e vigilância de pragas com regularidade.
Alta Poda, limpeza, adubo e vigilância de pragas com regularidade.
Tolerância ao esquecimento Quanto tempo a planta atravessa sem água antes de dar sinal de sofrimento.
Pequena Aguenta cerca de uma semana antes de reclamar. resiste mais
Nenhuma Murcha e perde folha em poucos dias de substrato seco.
Tolerância à pouca luz Capacidade de seguir saudável em ambientes escuros, longe de janelas.
Pequena Sobrevive em canto escuro, mas cresce torta e sem cor.
Pequena Sobrevive em canto escuro, mas cresce torta e sem cor.
Intervalo de rega no verão Dias entre uma rega e a próxima na estação quente.
8 dias
5 dias
Intervalo de rega no inverno Dias entre regas quando o crescimento desacelera.
13 dias
10 dias
Altura em vaso Faixa de altura mais comum quando cultivada dentro de casa.
1,2 m a 3 m
40 cm a 90 cm
Temperatura recomendada Faixa em que a espécie cresce sem estresse.
18°C a 27°C
20°C a 28°C
Umidade do ar ideal Percentual de umidade relativa preferido pela folhagem.
50% a 70%
60% a 80%
Tipo de solo Perfil de substrato que sustenta a planta com segurança.
Fértil, encorpado e com drenagem rápida
Muito arejado e drenante, no estilo dos substratos usados para aroides
Ambiente mais indicado Espaço da casa em que a espécie rende melhor.
Sala de estar
Varanda sombreada
Segurança para pets Presença de compostos tóxicos em caso de mordida ou ingestão.
Tóxica se ingerida
Tóxica se ingerida
Propagação Forma mais confiável de multiplicar a espécie em casa.
Alporquia no caule ou estaca de ponta com uma folha
Separação de rizomas laterais na primavera
Floração dentro de casa Se a espécie costuma florescer em ambiente interno.
Raro em interior
Raro em interior

Rega das duas ao longo do ano

O intervalo entre regas muda com a estação. No verão, Figueira-lira pede água a cada 8 dias e Alocásia-amazônica a cada 5 dias. No inverno os dois intervalos se abrem para 13 e 10 dias.

Se as duas forem para a mesma casa, vale lembrar que elas não devem entrar na mesma rotina de rega: regar as duas no mesmo dia é o caminho mais rápido para encharcar a mais resistente à seca.

Calendário de rega da figueira-lira

Toxicidade e convivência

Figueira-lira: O látex leitoso dos ramos e das folhas irrita a boca e o estômago de cães e gatos, com salivação intensa e vômito, e provoca dermatite em pessoas de pele sensível. Use luvas na poda e recolha as folhas que caírem no chão.

Alocásia-amazônica: A seiva é rica em oxalato de cálcio e provoca ardência intensa na boca, salivação, inchaço da língua e vômito em cães e gatos. O contato irrita a pele de quem tem sensibilidade, e vale usar luvas ao dividir rizomas ou cortar pecíolos.