- Commelinaceae
- Luz forte
- Rega frequente
- Tóxica para pets
Tradescantia zebrina
Tradescantia zebrina
Listras prateadas sobre roxo em ramos pendentes. Pendente de crescimento explosivo, com folhas roxas e prateadas que só mantêm a cor sob luz forte e pedem poda para não ficarem ralas.
Índice de facilidade calculado a partir de dificuldade, manutenção, rega, umidade exigida e tolerância a descuido. Como calculamos.
Foto: Maja Dumat from Deutschland (Germany) · CC BY 2.0 via Wikimedia Commons
O que cada nota significa nesta espécie
As mesmas 9 escalas são aplicadas a todas as espécies do catálogo, o que permite a comparação direta entre duas plantas quaisquer.
Quer luz abundante o dia todo, colada em janela com cortina fina.
Rega a cada 4 a 6 dias; não gosta de secar por completo.
Perdoa quase todos os erros de rega, luz e esquecimento.
Não faz exigências: qualquer sala comum serve.
Cabe em mesa de escritório, prateleira estreita e nichos.
Alonga vários centímetros por mês e precisa de condução.
Poda leve, adubo mensal no calor e giro do vaso.
Aguenta cerca de uma semana antes de reclamar.
Sobrevive em canto escuro, mas cresce torta e sem cor.
Sobre a tradescantia zebrina
A zebrina é uma herbácea de caule articulado e quebradiço que, no habitat, forma tapetes rasteiros em clareiras e beiras de mata. Cada folha traz duas faixas prateadas sobre fundo verde-arroxeado e um verso vinho intenso, cor que vem de antocianinas acumuladas nas camadas superficiais. Esses pigmentos não são enfeite: funcionam como filtro solar e sinalizam quanta claridade a planta está recebendo. Quanto mais forte a luz, mais escuro o roxo e mais nítido o contraste das listras.
Dentro de casa ela é uma das poucas espécies capazes de encher um vaso suspenso em uma única temporada. Os ramos alongam vários centímetros por mês e passam de sessenta centímetros de comprimento sem dificuldade, mas o crescimento acontece só nas pontas. Enquanto isso, a base envelhece, perde folhas e fica com caules nus visíveis por cima da borda do vaso. Sem poda, o exemplar bonito do primeiro semestre vira, no segundo, um punhado de fios compridos com folhas apenas na extremidade.
A perda de cor é a segunda queixa mais comum e tem sempre a mesma origem. Em meia-sombra a planta continua crescendo, e até rápido, porém as folhas novas saem esverdeadas, com listras pálidas e verso quase sem roxo. O tecido já formado não muda de cor depois, então esperar que a folha se recupere no lugar antigo não funciona: é preciso mudar de posição, cortar os ramos desbotados e deixar que os brotos seguintes nasçam sob luz adequada.
Os caules são cheios de água e se rompem com um toque desatento, o que atrapalha na hora de mudar o vaso de lugar e ajuda na propagação, já que qualquer pedaço caído enraíza. A seiva contém irritantes que provocam coceira em pele sensível e desconforto na boca de cães e gatos que mastigam as folhas. Em várias regiões de clima quente a espécie escapou do cultivo e se estabeleceu em áreas naturais, justamente por essa facilidade de brotar de fragmentos.
Também conhecida como: Zebrina, Trapoeraba-roxa, Lambari-roxo.
A seiva é irritante: em pessoas sensíveis provoca coceira e vermelhidão nas mãos após a poda, e em cães e gatos que mastigam folhas causa irritação na boca, salivação e desconforto digestivo. Nada grave, mas incômodo o suficiente para justificar um vaso alto.
Rotina de cultivo, ponto por ponto
Iluminação
Ela quer o lugar mais claro que você tiver dentro de casa, ou uma varanda coberta com claridade o dia inteiro. Duas a três horas de sol de manhã intensificam o roxo e encurtam os entrenós, deixando a planta compacta. Sol de meio-dia no verão, em compensação, cria manchas esbranquiçadas nas folhas mais expostas. Em meia-sombra ela sobrevive, mas a coloração desaparece e os ramos ficam esticados e frágeis.
Rega
O substrato deve secar na superfície entre uma rega e outra, sem nunca chegar ao ponto de as folhas amolecerem. Na prática são cinco dias no verão e nove no inverno, com ajuste conforme o vento e o calor do lugar. Molhe o substrato e não a folhagem, porque água parada entre as folhas jovens mancha o tecido. Vasos suspensos secam mais rápido do que os de bancada e cobram atenção extra.
Solo e substrato
Qualquer substrato de folhagem misturado com areia grossa serve, e a proporção importa mais do que a marca: a intenção é ter um material que encharque com dificuldade. Ela não gosta de vaso muito profundo, porque a raiz é curta e a camada de baixo permanece úmida por muito tempo. Troque o substrato uma vez ao ano, no fim do inverno, aproveitando para renovar a planta com estacas novas.
Umidade do ar
Convive bem com o ar comum de qualquer sala, entre 40% e 60% de umidade relativa. Não é uma espécie que exige vapor, e insistir em borrifar a folhagem é contraproducente: a superfície das folhas retém gotas, favorecendo manchas e apodrecimento nas pontas de crescimento. Em inverno muito seco, o único ajuste necessário é conferir a rega com mais frequência, já que o substrato perde água antes.
Temperatura
Cresce entre 18 °C e 28 °C, com pico de vigor no calor. Aguenta noites de 10 °C sem morrer, mas as folhas de baixo amarelam e caem quando o frio persiste. Geada e vento gelado acabam com a parte aérea. Em cidades de inverno rigoroso, recolha o vaso para dentro e reduza a rega, porque o metabolismo lento somado ao substrato úmido apodrece os caules na base.
Adubação
Uma dose de fertilizante equilibrado a cada duas semanas na primavera e no verão, sempre diluída à metade, sustenta o ritmo acelerado sem exageros. Adubo em excesso produz folhas grandes, moles e desbotadas, o oposto do aspecto compacto que se procura. No outono e no inverno pare de adubar. Se a planta acabou de ser replantada em substrato novo, espere um mês antes da primeira aplicação.
Poda e limpeza
A poda não é opcional nessa espécie. A cada dois meses, no período de crescimento, corte um terço dos ramos mais compridos logo acima de um nó, alternando quais ramos você encurta para o vaso nunca ficar desfalcado de um lado. Isso força brotação lateral e mantém a base vestida. Uma vez por ano vale uma poda drástica, deixando dez centímetros de ramo, que rebrota em três semanas.
Vaso e transplante
Vaso raso e largo é melhor do que fundo, e suspenso é melhor do que apoiado, porque os ramos precisam de espaço livre para cair. Vinte centímetros de boca abrigam uma planta adulta e bem cheia por anos, desde que a poda seja mantida. Furo de drenagem generoso e prato sempre vazio. Modelos de barro ajudam quem tem tendência a regar demais, já que a parede evapora parte da água.
Propagação
É uma das plantas mais fáceis de multiplicar que existem. Corte pontas de dez centímetros, remova as folhas dos dois nós inferiores e enterre esses nós direto em substrato úmido, cinco estacas por vaso pequeno. Em dez dias já há raiz e em um mês a planta parece estabelecida. Em água também funciona, embora as raízes formadas assim sejam mais frágeis e sofram na transferência para o vaso.
2 partes de substrato para folhagens, 1 parte de areia grossa e 1 parte de fibra de coco.
Intervalo estimado mês a mês
Estimativa para vaso plástico de porte médio, em ambiente de claridade média. Ajuste o vaso, o local e o ar do ambiente na ferramenta completa.
Mantenha o substrato levemente úmido: regue assim que a superfície secar, sem deixar água parada no prato.
Sintomas comuns e o que fazer
A leitura correta do sintoma evita o erro clássico de regar mais uma planta que já está encharcada.
| Sintoma | Causa provável | O que fazer |
|---|---|---|
| Ramos compridos com folhas só nas pontas e base pelada | Crescimento natural sem poda de condução, agravado por luz fraca. | Corte todos os ramos a dez centímetros da base no início da primavera e plante as pontas cortadas no mesmo vaso. Em um mês a planta volta densa e colorida. |
| Folhas esverdeadas, com listras pálidas e verso sem roxo | Claridade insuficiente: sem luz forte a planta não produz antocianinas em quantidade. | Leve o vaso para uma janela leste ou varanda clara e corte os ramos desbotados. As folhas já formadas não mudam de cor, mas as novas saem escuras. |
| Caules moles e escurecidos na altura do substrato | Excesso de água em período frio, com o substrato permanecendo úmido por muitos dias. | Retire as partes apodrecidas, salve as pontas sadias como estacas e replante em substrato novo com mais areia. Espace as regas para nove ou dez dias no inverno. |
| Manchas brancas ressecadas nas folhas voltadas para a janela | Queimadura por sol direto forte, sobretudo entre as onze e as quinze horas no verão. | Recue o vaso trinta centímetros ou use cortina fina nas horas críticas. Mantenha o sol da manhã, que é o que garante a cor sem queimar. |
| Folhas finas, enroladas e crocantes ao toque | Substrato seco por tempo demais, comum em vaso suspenso exposto ao vento. | Regue lentamente até a água escorrer, repita depois de meia hora e corte as folhas irrecuperáveis. Reduza o intervalo de rega em dois dias durante o verão. |
Pragas que aparecem com mais frequência
- Pulgão: Grupos de insetos nas pontas tenras, que param de crescer e ficam com aspecto grudento. Corte e descarte as pontas mais atacadas, lave o restante com jato de água e aplique calda de sabão neutro em duas aplicações com três dias de intervalo.
- Ácaro-rajado: Perda de brilho, pontos claros no verso das folhas e teia fina entre os caules, típico de calor seco. Lave a planta no chuveiro, aumente a frequência de inspeção e use óleo de neem diluído no verso das folhas, duas vezes em dez dias.
- Cochonilha-branca: Pequenos tufos algodonosos escondidos nas articulações dos caules e sob as folhas da base. Como os caules são frágeis, prefira cortar os ramos infestados e recomeçar com estacas limpas de outra parte da planta.
Dicas de cultivo
- Marque no calendário uma poda a cada dois meses. É o único cuidado que realmente decide se a planta vai ficar bonita ou rala.
- Se a cor sumiu, mude de lugar antes de mudar o adubo. Nenhum fertilizante devolve o roxo de uma planta na sombra.
- Ao transportar o vaso, segure pelo fundo e não pelos ramos: os caules quebram na articulação com um aperto leve.
- Aproveite os pedaços que se soltam sem querer para formar vasinhos de presente. Cinco estacas em um vaso de dez centímetros já viram uma planta apresentável.
- Use luvas na poda se você tem pele reativa, porque a seiva sai em quantidade de cada corte e provoca coceira.
Cultivar em meia-sombra esperando manter o roxo intenso das folhas.
Curiosidades
- É a planta clássica dos vidros de propagação em beira de pia: um ramo caído dentro da água forma raízes em menos de uma semana, sem hormônio, sem substrato e sem nenhum cuidado especial.
- O gênero homenageia John Tradescant, jardineiro inglês do século XVII que reuniu uma das primeiras grandes coleções de plantas exóticas da Europa, base do que viria a ser um museu.
- As faixas prateadas são camadas de células com ar entre elas, que refletem parte da luz incidente. O efeito é óptico, e não pigmento branco depositado na superfície da folha.
- Cultivada no chão de canteiro em clima quente, forma tapete denso e enraíza em cada nó que toca a terra. Essa mesma facilidade a transformou em espécie invasora em ilhas tropicais.
vaso suspenso · varanda clara · quem quer resultado rápido. Menos indicada para: cantos internos escuros, onde perde a cor e cresce esticada.
Coloque a tradescantia zebrina frente a frente
As espécies abaixo têm exigências parecidas e costumam disputar o mesmo lugar da casa. A afinidade indica o quanto elas se aproximam nas 9 escalas.


Tradescantia zebrina ou Clorofito?
92% de afinidade nas escalas de cultivo


Tradescantia zebrina ou Hera-inglesa?
88% de afinidade nas escalas de cultivo


Tradescantia zebrina ou Planta-do-dinheiro-chinesa?
87% de afinidade nas escalas de cultivo


Tradescantia zebrina ou Antúrio?
84% de afinidade nas escalas de cultivo
Se gostou desta, considere também
Hera-inglesa
Hedera helix
88% de afinidade com a tradescantia zebrina. Trepadeira rústica que prefere ambientes frescos.
Planta-do-dinheiro-chinesa
Pilea peperomioides
87% de afinidade com a tradescantia zebrina. Folhas redondas em pecíolos que giram atrás da luz.
Dúvidas sobre a tradescantia zebrina
De quanto em quanto tempo regar a tradescantia zebrina?
Em média, a cada 5 dias no verão e a cada 9 dias no inverno. Mantenha o substrato levemente úmido: regue assim que a superfície secar, sem deixar água parada no prato.
Tradescantia zebrina precisa de sol direto?
Não de sol direto na folha, mas de muita claridade: o ideal é junto a uma janela clara, com cortina fina filtrando o excesso.
É tóxica para cães e gatos?
A seiva é irritante: em pessoas sensíveis provoca coceira e vermelhidão nas mãos após a poda, e em cães e gatos que mastigam folhas causa irritação na boca, salivação e desconforto digestivo. Nada grave, mas incômodo o suficiente para justificar um vaso alto.
Serve para quem nunca cuidou de plantas?
Ela cobra alguma experiência. O nível de dificuldade é muito fácil e a manutenção de rotina é média, o que dá um índice de facilidade de 51 em 100 no nosso cálculo.
Qual o melhor lugar da casa para ela?
O ambiente que rende melhor é varanda sombreada. A espécie chega a 15 cm a 25 cm, prefere temperatura entre 18°C a 28°C e umidade do ar de 40% a 60%.
Cresce rápido?
O ritmo é muito rápido. Do meio da primavera ao fim do verão cada ramo ganha de cinco a dez centímetros por mês. Um vaso pequeno fica cheio em dois ou três meses.
Qual substrato usar?
Comum, solto e de secagem rápida. Uma mistura que funciona bem: 2 partes de substrato para folhagens, 1 parte de areia grossa e 1 parte de fibra de coco.
Aguenta ficar sem rega durante uma viagem?
Só por poucos dias. A tolerância ao esquecimento é pequena: aguenta cerca de uma semana antes de reclamar.